Marketing, economia, administração, educação, política, música - enfim, um pouco de tudo.
31 de março de 2012
Homenagem a House, 8 anos no ar
Infelizmente, em breve será transmitido o episódio final da série House, depois de 8 temporadas muito bem sucedidas - não apenas no mercado norte-americano, mas mundialmente também.
O vídeo abaixo mostra o teste do ator Hugh Laurie para o papel do Dr. Gregory House: ele foi gravado em um banheiro de hotel na África, em 2004, no intervalo das gravações do filme “O Voo da Fênix”. A cena de um minuto e meio fascinou os produtores do canal norte-americano Fox.
Reza a lenda que 50 atores concorriam ao papel.
A julgar pelos 8 anos da série, foi a melhor escolha possível.
30 de março de 2012
Toda a obra de Wolfgang Amadeus Mozart para download
Assuntos:
música
O site www.mozart-weltweit.com disponibilizou para download legal e para audição on-line, toda a obra do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, composta por cerca de 700 peças, totalizando mais de 180 horas de música.
Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart (Salzburgo, 27 de janeiro de 1756 – Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.
Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância. Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, e passou a se apresentar para a realeza da Europa, maravilhando a todos com seu talento precoce. Chegando à adolescência foi contratado como músico da corte em Salzburgo, porém as limitações da vida musical na cidade o impeliram a buscar um novo cargo em outras cortes, mas sem sucesso.
Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância. Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, e passou a se apresentar para a realeza da Europa, maravilhando a todos com seu talento precoce. Chegando à adolescência foi contratado como músico da corte em Salzburgo, porém as limitações da vida musical na cidade o impeliram a buscar um novo cargo em outras cortes, mas sem sucesso.
Ao visitar Viena em 1781 com seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão, optando por ficar na capital, onde, ao longo do resto de sua vida, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira. Seus últimos anos viram surgir algumas de suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos, além de seu Requiem. As circunstâncias de sua morte prematura deram origem a diversas lendas. Deixou uma esposa, Constanze, e dois filhos.Foi autor de mais de seiscentas obras, muitas delas referenciais na música sinfônica, concertante, operística, coral, pianística e camerística. Sua produção foi louvada por todos os críticos de sua época, embora muitos a considerassem excessivamente complexa e difícil, e estendeu sua influência sobre vários outros compositores ao longo de todo o século XIX e início do século XX. Hoje Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do ocidente, conseguiu conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos, e sua imagem se tornou um ícone popular.
Mozart compôs o primeiro concerto aos 11 anos de idade e o último em 1791, ano de sua morte, aos 35 anos. Entre suas obras estão 41 sinfonias; 19 missas (incluindo o Requiem); 27 concertos para piano; concertos para trompas, flauta, oboé, clarineta, fagote e harpa, 12 árias de concerto; 13 serenatas; 50 canções para voz e piano e 24 óperas, com destaque para “A Flauta Mágica” “Idomeneo”, “Don Giovanni” “O Rapto do Serralho” “Cosi Fan Tutte” e “As Bodas de Fígaro”.
Para fazer o Download basta clicar sobre a opção desejada, com o botão direto do mouse pressionado, e mandar salvar.
Para acessar: http://bit.ly/YzFvN
Endereço alternativo: http://bit.ly/8kjcde
29 de março de 2012
As 100 melhores canções de rock de todos os tempos
O site de compartilhamento de músicas on-line Grooveshark disponibilizou uma playlist com as 100 melhores canções de rock de todos os tempos. A lista, que compreende o período de 1955 a 1986, traz desde os célebres Buddy Holly, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Jimi Hendrix e Beatles, até clássicos contemporâneos como Aerosmith e Nirvana.
A lista disponibilizada pelo Grooveshark é uma compilação de 20 listas especializadas.
Em 2010, a AOL Music também fez uma lista com as 100 melhores canções de rock de todos os tempos. Diferentemente da lista compilada pelo Grooveshark, a lista da AOL foi baseada na avaliação de cerca de 200 mil ouvintes, entre 2005 e 2010.
Na lista do Grooveshark, “(I Can’t Get No) Satisfaction”, da banda britânica Rolling Stones, aparece na primeira posição. Na lista da AOL Music, “Stairway to Heaven”, dos também britânicos Led Zeppelin, é que tem o posto de primeiro lugar. Além de The Rolling Stones e Led Zeppelin; Pink Floyd e Beatles são as bandas que mais vezes aparecem em ambas as listas.
Lista do Grooveshark: http://tny.gs/nfrBa0
Lista da AOL Music: http://aol.it/a08mvY
ORIGENS
As origens do rock and roll remontam na transição entre as décadas de 1940 e 1950, através de uma combinação de diversos gêneros musicais (predominantemente afro-americanos) populares naquele momento. Estes incluíram: o gospel norte-americano, a folk music, o blues - em especial as formas elétricas desenvolvidas em Memphis, Nova Orleans, Texas, e outros lugares - à base do boogie woogie tocado no piano e um jump blues que foram se tornando conhecidos coletivamente como rhythm and blues. Também adicionaram-se influências de country music e jazz.
No entanto, elementos de rock and roll podem ser ouvidos em gravações country da década de 1930 e blues dos anos 1920. Quando muitos brancos norte-americanos experimentaram o jazz e o blues afro-americanos, que frequentemente, era relegada a condição de produto musical racial (código da indústria fonográfica para estações de rádio de rhythm and blues) e raramente era ouvida pela corrente majoritária branca. Poucos músicos negros de rhythm and blues, notadamente Louis Jordan, The Mills Brothers e The Ink Spots, alcançaram algum sucesso, embora em alguns casos (como o da canção 'Choo Choo Ch'Boogie', de Jordan), este êxito tenha sido alcançado com canções escritas por compositores brancos. O gênero western swing da década de 1930, geralmente tocado por músicos brancos, também seduziu fortemente o blues e diretamente influenciou o rockabilly e o rock and roll, como pode ser ouvido, por exemplo, na canção Jailhouse Rock, de Elvis Presley, de 1957.
Voltando mais algumas décadas, o rock and roll pode traçar uma linhagem para o distrito de Five Points, em Manhattan, em meados do século XIX, cenário da primeira fusão pesadamente rítmica de danças africanas com a melodia de gêneros europeus (especialmente de origem irlandeses).
Em 1956 no filme Rock, Rock, Rock, Alan Freed interpreta a si mesmo, diz ao público que "Rock and roll é um rio musical que tem absorvido muitos riachos: rhythm and blues, jazz, ragtime, canções de cowboy, canções country e música folk. Todos contribuíram para o big beat."
A tabela abaixo aponta algumas, mas não todas, das principais influências sobre rock and roll. Qual deve ser salientado é que, antes do rock and roll, a música foi categorizada por: raça, nacionalidade, localização, estilo, instrumentação, técnicas vocais, até mesmo religião. No entanto, com a imensa popularidade e sucesso comercial de Elvis Presley em 1956, Rock and roll se tornou um objeto angular da indústria músical americana. Nunca mais a música foi definida e categorizada desta forma.
No entanto, elementos de rock and roll podem ser ouvidos em gravações country da década de 1930 e blues dos anos 1920. Quando muitos brancos norte-americanos experimentaram o jazz e o blues afro-americanos, que frequentemente, era relegada a condição de produto musical racial (código da indústria fonográfica para estações de rádio de rhythm and blues) e raramente era ouvida pela corrente majoritária branca. Poucos músicos negros de rhythm and blues, notadamente Louis Jordan, The Mills Brothers e The Ink Spots, alcançaram algum sucesso, embora em alguns casos (como o da canção 'Choo Choo Ch'Boogie', de Jordan), este êxito tenha sido alcançado com canções escritas por compositores brancos. O gênero western swing da década de 1930, geralmente tocado por músicos brancos, também seduziu fortemente o blues e diretamente influenciou o rockabilly e o rock and roll, como pode ser ouvido, por exemplo, na canção Jailhouse Rock, de Elvis Presley, de 1957.
Voltando mais algumas décadas, o rock and roll pode traçar uma linhagem para o distrito de Five Points, em Manhattan, em meados do século XIX, cenário da primeira fusão pesadamente rítmica de danças africanas com a melodia de gêneros europeus (especialmente de origem irlandeses).
Em 1956 no filme Rock, Rock, Rock, Alan Freed interpreta a si mesmo, diz ao público que "Rock and roll é um rio musical que tem absorvido muitos riachos: rhythm and blues, jazz, ragtime, canções de cowboy, canções country e música folk. Todos contribuíram para o big beat."
A tabela abaixo aponta algumas, mas não todas, das principais influências sobre rock and roll. Qual deve ser salientado é que, antes do rock and roll, a música foi categorizada por: raça, nacionalidade, localização, estilo, instrumentação, técnicas vocais, até mesmo religião. No entanto, com a imensa popularidade e sucesso comercial de Elvis Presley em 1956, Rock and roll se tornou um objeto angular da indústria músical americana. Nunca mais a música foi definida e categorizada desta forma.
28 de março de 2012
As 100 maiores canções de jazz da história
Assuntos:
música
Os sites Jazz24 e NPR Música fizeram uma enquete mundial para eleger as 100 melhores canções de jazz em todos os tempos. 1500 canções foram citadas por cerca de 10 mil participantes. No topo da lista aparece “Take Five”, composição escrita por Paul Desmond e apresentada pelo The Dave Brubeck Quartet, no álbum “Time Out”, de 1959. “Take Five” foi o primeiro single de jazz da história a vender 1 milhão de cópias.
O segundo lugar da lista ficou com “So What”, de Miles Davis, gravada no álbum “Kind of Blue”, também de 1959.
Em terceiro lugar aparece “Take The a Train”, composta por Billy Strayhorn e gravada por Duke Ellington, no álbum “Uptown”, de 1952.
John Coltrane é o músico que aparece mais vezes, com oito canções. A lista traz ainda uma galeria de lendas como Dizzy Gillespie, Louis Armstrong, Chet Baker, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Benny Goodman, Oliver Nelson, Herbie Hancock, Coleman Hawkins, Bill Evans, Ahmad Jamal, Glenn Miller, Ray Charles, Charlie Parker, Errol Garner, Billie Holiday, Thelonious Monk e Nina Simone.
Para acessar os vídeos: http://bit.ly/lSDqTi
O segundo lugar da lista ficou com “So What”, de Miles Davis, gravada no álbum “Kind of Blue”, também de 1959.
Em terceiro lugar aparece “Take The a Train”, composta por Billy Strayhorn e gravada por Duke Ellington, no álbum “Uptown”, de 1952.
John Coltrane é o músico que aparece mais vezes, com oito canções. A lista traz ainda uma galeria de lendas como Dizzy Gillespie, Louis Armstrong, Chet Baker, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Benny Goodman, Oliver Nelson, Herbie Hancock, Coleman Hawkins, Bill Evans, Ahmad Jamal, Glenn Miller, Ray Charles, Charlie Parker, Errol Garner, Billie Holiday, Thelonious Monk e Nina Simone.
Para acessar os vídeos: http://bit.ly/lSDqTi
Para acessar o áudio: http://tny.gs/lm3vil
Para acessar apenas o resultado: http://bit.ly/hqlB76
Como o termo "jazz" tem desde longa data sido usado para uma grande variedade de estilos, uma definição abrangente que incluísse todas as variações é difícil de ser encontrada. Enquanto alguns entusiastas de certos tipos de jazz tem colocado definições menos amplas, que excluem outros tipos, que também são habitualmente descritas como "jazz", os próprios jazzistas são muitas vezes relutantes quanto a definição da música que são executadas. Duke Ellington dizia, "é tudo música." Alguns críticos tem dito que a música de Ellington não era de fato jazz, como a sua própria definição, segundo esses críticos, o jazz não pode ser orquestrado.
Por outro lado, os 20 solos de Earl Hines "versões modificadas" das composições de Duke Ellington (em Earl Hines Plays Duke Ellington gravado por volta dos anos 70) foi descrito por Ben Ratliff, crítico do New York Times, como "um exemplo tão bom do processo de jazz quanto qualquer outra coisa que temos."
Há bastante tempo existem debates na comunidade do jazz sobre a definição e as fronteiras do "jazz". Em meados da década de 1930, amantes do jazz de Nova Orleans criticaram as "inovações" da era do swing como contrárias a improvisação coletiva, eles pensavam nisso como essencial para a natureza do "verdadeiro" jazz.
Pelos anos 40, 50 e 60, eram ouvidas críticas dos entusiastas do jazz tradicional e dos fãs do BeBop, na maioria das vezes dizendo que o outro estilo não era, de alguma forma, o jazz "autêntico". Entretanto, a alteração ou transformação do jazz por novas influências tem sido desde o princípio criticada como "degradação", Andrew Gilbert diz que o jazz tem a "habilidade de absorver e transformar influências" dos mais diversos estilos de música.
As formas de música tendo como objetivo comercial ou com influência da música "popular" tem sido ambas criticadas, ao menos quando ocorre o surgimento do Bop. Fãs do jazz tradicional rejeitaram o Bop, o "jazz fusion" da era dos anos 70, é definido por eles como um período de degradação comercial da música. Todavia, de acordo com Bruce Johnson, jazz sempre teve uma "tensão entre jazz como música comercial e uma forma musical". Gilbert nota que como a noção de um cânone de jazz está se desenvolvendo, as "conquistas do passado" podem se tornar "...privilegiadas sob a criatividade particular..." e a inovação dos artistas atuais.
O crítico de jazz da Village Voice Gary Giddins diz que assim que a disseminação e a criação do jazz está se tornando cada vez institucionalizada e dominada por firmas de entretenimento maiores, o jazz está lidando com "...um perigoso futuro de aceitação de respeitabilidade e desinteresse." David Ake adverte que a criação de "normas" no jazz e o estabelecimento de um "jazz tradicional" pode excluir ou deixar de lado outras mais novas, formas de jazz avant-garde.
Uma maneira de resolver os problemas de definição é expor o termo "jazz" de uma forma mais abrangente. De acordo com Kin Gabbard "jazz é um conceito" ou categoria que, enquanto artificial, ainda é útil ser designada como: "um número de músicas com elementos suficientes em parte comum de uma tradição coerente". Travis Jackson também define o jazz de uma forma mais ampla, afirmando que é uma música que incluí atributos tais como: "swinging, improvisação, interação em grupo, desenvolvimento de uma "voz individual", e estar "aberto" a diferentes possibilidades musicais".
Como o termo "jazz" tem desde longa data sido usado para uma grande variedade de estilos, uma definição abrangente que incluísse todas as variações é difícil de ser encontrada. Enquanto alguns entusiastas de certos tipos de jazz tem colocado definições menos amplas, que excluem outros tipos, que também são habitualmente descritas como "jazz", os próprios jazzistas são muitas vezes relutantes quanto a definição da música que são executadas. Duke Ellington dizia, "é tudo música." Alguns críticos tem dito que a música de Ellington não era de fato jazz, como a sua própria definição, segundo esses críticos, o jazz não pode ser orquestrado.
Por outro lado, os 20 solos de Earl Hines "versões modificadas" das composições de Duke Ellington (em Earl Hines Plays Duke Ellington gravado por volta dos anos 70) foi descrito por Ben Ratliff, crítico do New York Times, como "um exemplo tão bom do processo de jazz quanto qualquer outra coisa que temos."
Há bastante tempo existem debates na comunidade do jazz sobre a definição e as fronteiras do "jazz". Em meados da década de 1930, amantes do jazz de Nova Orleans criticaram as "inovações" da era do swing como contrárias a improvisação coletiva, eles pensavam nisso como essencial para a natureza do "verdadeiro" jazz.
Pelos anos 40, 50 e 60, eram ouvidas críticas dos entusiastas do jazz tradicional e dos fãs do BeBop, na maioria das vezes dizendo que o outro estilo não era, de alguma forma, o jazz "autêntico". Entretanto, a alteração ou transformação do jazz por novas influências tem sido desde o princípio criticada como "degradação", Andrew Gilbert diz que o jazz tem a "habilidade de absorver e transformar influências" dos mais diversos estilos de música.
As formas de música tendo como objetivo comercial ou com influência da música "popular" tem sido ambas criticadas, ao menos quando ocorre o surgimento do Bop. Fãs do jazz tradicional rejeitaram o Bop, o "jazz fusion" da era dos anos 70, é definido por eles como um período de degradação comercial da música. Todavia, de acordo com Bruce Johnson, jazz sempre teve uma "tensão entre jazz como música comercial e uma forma musical". Gilbert nota que como a noção de um cânone de jazz está se desenvolvendo, as "conquistas do passado" podem se tornar "...privilegiadas sob a criatividade particular..." e a inovação dos artistas atuais.
O crítico de jazz da Village Voice Gary Giddins diz que assim que a disseminação e a criação do jazz está se tornando cada vez institucionalizada e dominada por firmas de entretenimento maiores, o jazz está lidando com "...um perigoso futuro de aceitação de respeitabilidade e desinteresse." David Ake adverte que a criação de "normas" no jazz e o estabelecimento de um "jazz tradicional" pode excluir ou deixar de lado outras mais novas, formas de jazz avant-garde.
Uma maneira de resolver os problemas de definição é expor o termo "jazz" de uma forma mais abrangente. De acordo com Kin Gabbard "jazz é um conceito" ou categoria que, enquanto artificial, ainda é útil ser designada como: "um número de músicas com elementos suficientes em parte comum de uma tradição coerente". Travis Jackson também define o jazz de uma forma mais ampla, afirmando que é uma música que incluí atributos tais como: "swinging, improvisação, interação em grupo, desenvolvimento de uma "voz individual", e estar "aberto" a diferentes possibilidades musicais".
27 de março de 2012
Zara e as falácias de Responsabilidade Social e Empresarial
Em agosto de 2011, a Zara foi uma das empresas mais citadas no noticiário - e não apenas naquele especializado em negócios. Um programa de TV apresentou denúncias sobre o uso de mão-de-obra escrava para redução de custos de produção.
Na época, pode-se dizer que foi um escândalo - e não faltaram pessoas se dizendo horrorizadas, propondo boicote à empresa etc.
Pois bem, o que foi que aconteceu de lá pra cá?
Sugiro que o leitor interessado veja os resultados financeiros da empresa que é dona da Zara, a Inditex:
A empresa espanhola Inditex, dona da Zara e de outras varejistas de moda, registrou lucro líquido de 1,9 bilhão de euros no ano fiscal de 2011, terminado em 31 de janeiro. O valor representa um aumento de 12% em relação a 2010.
As vendas líquidas da companhia cresceram 10%, chegando a 13,8 bilhões de euros, na mesma base de comparação. As vendas no conceito mesmas lojas, estabelecimentos com no mínimo um ano de atividade, aumentaram 4%.
O lucro antes da juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 10%, alcançando 3,2 bilhões de euros. A margem Ebitda permaneceu praticamente estável, em 23,6%, frente 23,7% no ano anterior.
As despesas operacionais também subiram 10%, para 4,9 bilhões de euros, principalmente como resultado da expansão da área de vendas e da abertura de novas lojas.
A Inditex terminou 2011 com 5.527 lojas, 483 a mais do que no ano anterior, considerando as nove bandeiras com as quais opera. Só na China foram 132 novos pontos de venda. A companhia chegou a cinco novos mercados no ano passado: Austrália, Taiwan, Azerbaijão, África do Sul e Peru. No Brasil, a empresa tem 32 lojas Zara.
Em 2012, a Inditex espera abrir entre 480 e 520 lojas. Cerca de 70% dos novos contratos já foram assinados, mas algumas aberturas podem não ocorrer ainda este ano, comunicou a companhia.A Inditex informou que vai abrir uma loja virtual da Zara na China no próximo inverno. A Inditex vende pela internet apenas em 18 mercados europeus, nos Estados Unidos e no Japão.
FONTE: Valor Econômico (21/03/2012)
Para quem quiser esmiuçar os resultados financeiros do grupo, eis AQUI o relatório que compreende o período de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012.
A Inditex, em seu site de relações com investidores, informa todo aquele lenga-lenga de responsabilidade social, sustentabilidade etc.... O interessado em ficção (de baixa qualidade) pode divertir-se AQUI.
Entretanto, como a realidade encarregou-se de provar, esse blablabla de responsabilidade social empresarial não passa de blablabla para enganar xiita-chaato.
Quem efetivamente assegura o crescimento de vendas e lucros da Zara não mudou seus hábitos de compra por causa das denúncias de mão-de-obra escrava. Pelo visto, as ameaças de boicote não resistiram à verdade: pouquíssimas pessoas se importam com o uso de mão-de-obra escrava.
A hipocrisia da responsabilidade social segue em alta!
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