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5 de setembro de 2013

Progressistas e pogreçistas

Eu ia apenas colocar o link e elogiar, mas o artigo do Flávio está tão bom, mas tão bom, que vou ter que transcrever. O original está AQUI.

Esse merece ser lido, copiado, divulgado, impresso e salvo para leitura semanal:

Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

As esquisitices que os médicos cubanos sofrerão não são acidentes no planejamento progressista: o trabalho escravo é seu objetivo inescapável.

médico algemando Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

A palavra mais odienta a ser pronunciada no país ainda é “capitalismo”. Este sistema de iniciativa privada, sem controle estatal da economia, foi o sistema que mais enriqueceu os pobres – na análise de Thomas Sowell, se um americano hoje nasce entre os 20% mais pobres, ele tem mais chances de terminar a vida entre os 20% mais ricos do que continuar entre os mais pobres. Todavia, sempre que for citado, deve ser “admitido” a contragosto, como alguém espiando a esposa do amigo: “é, o capitalismo até deu uma vencida no comuno-fascismo, sim…”

O intelectual de esquerda Vladimir Safatle (este estranho conceito do que a esquerda chama de “intelectual”), ao criticar a democracia durante o movimento Occupy Wall Street, é taxativo: “a democracia parlamentar é incapaz de impor limites e resistir aos interesses do sistema financeiro”. Ou seja, a democracia, como diz Slavoj Žižek, é o problema, e o que a esquerda quer, mesmo sabendo que o capitalismo é melhor, é impedir trocas comerciais e financeiras livremente.

A esquerda, que já transitou de Rousseau e Karl Marx a Marcuse e Pol-Pot, é pródiga em se reinventar para se livrar de termos que, historicamente, demonstraram seu caráter totalitário e miserável. Apenas dos termos, e não do conteúdo, claro. Basta ver como partidos de extrema-esquerda com nítida inspiração trotskysta (PSTU, PSOL, PCO) ou mesmo flertes pouco disfarçados com o stalinismo (PCB, PCdoB) não usam a palavra “comunismo”,  hoje consabidamente mais assassino do que o nazismo. A própria presidente Dilma Rousseff, em campanha, numa entrevista a José Luiz Datena (que tem quadros de Che Guevara em sua casa), fala esquisitamente que lutava por uma sociedade “socialista, e não comunista”, como se isso fizesse sentido.

A esquerda, reinventada hoje sob a égide do “progressismo”, é ainda o mesmo movimento (talvez o único movimento no Ocidente com continuidade histórica, reconhecimento de seus líderes passados e com o mesmo projeto futuro), tanto é que seu lado mais “democrata”, como o da presidente Dilma Rousseff, nunca rompe seus laços de amizade com ditaduras decrépitas do meio da Guerra Fria, como o totalitarismo de Cuba, uma das ditaduras mais longevas do planeta, causadora da morte de cerca de 100 mil pessoas em mais de meio século.

Não há nenhuma ruptura, nenhum “progresso”, nenhuma mudança nessa seara: o PT continua com seus laços socialistas no Foro de São Paulo (expulsando a imprensa que não concorde obedientemente com as atas), continua fazendo parte do mesmo projeto de poder transcontinental, continua acreditando no sonho cubano. No máximo, seus quadros mais abertamente socialistas (vide José Dirceu, Aldo Rebelo, Tarso Genro, Celso Amorim, Maria do Rosário etc) não ficam mais no Executivo central, aquele que precisa ganhar eleições com marketing.

Quem não se lembra de Lula defendendo o socialismo? Que tal a propaganda partidária venezuelana que Lula fez para o proto-ditador Nicolás Maduro? E do PCdoB, principal partido aliado da base governista do PT, declarando seu apoio (?!) ao ditador da Coréia do Norte Kim Jong-un? Que tal Lula chamando o trânsfuga Muammar Kadafi de “meu amigo, meu irmão, meu líder” (sic), sem que nenhuma voz na imprensa cobrasse um pronunciamento de Lula após o próprio povo se rebelar contra o “grande líder” totalitário? Por que os setores “progressistas” defendem o totalitário homofóbico Mahmoud Ahmadinejad e as feministas, durante a campanha para eleger Dilma, se calam sobre este mesmo ditador matar mulheres “adúlteras” (por “traírem” maridos mortos) à morte por apedrejamento, senão por um continuísmo histórico, que sabe que o PT nasce do socialismo, e seu objetivo final ainda é o mesmo, numa continuidade histórica?

karl marx democratic party 600x333 Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

Quando o governo socialista de Dilma Rousseff importa médicos, ninguém se escandaliza. Pessoas, numa sociedade livre, são livres para trabalhar onde bem quiserem. Analistas políticos do Brasil, por exemplo, devem ser livres para trabalhar diretamente da Suíça, sendo financiados para tal, abanados e tendo cotas de Ovomaltine suíço quentinho todo dia. Apenas se surpreendeu quando os médicos que vieram ao Brasil não-livremente foram médicos cubanos.

O discurso unificado “progressista” funciona como uma seita: todos devem pensar o mesmo. Para tal, veículos de comunicação, reproduzindo a ladainha oficial (a hegemonia faz com que, cada vez mais, imprensa e governo se imiscuam), lança o chamado dog whistle: o apito que faz só a militância ouvir, e que faz com que todas as críticas ao governo sejam respondidas em uníssono de uma mesma maneira. Como se viu nas redes sociais nos últimos dias, todas as críticas à importação de médicos cubanos foi pechada de “racista”, sem que nenhum progressista pensasse o mesmo quando a blogueira cubana dissidente Yoani Sánchez foi até agredida no aeroporto por estes mesmos que hoje enaltecem o tráfico humano do governo petista.

littlerock yoani 255x338 Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

Ninguém criticou médicos cubanos, e sim o ato do governo de importá-los. Pior: importá-los como gado, como mercadoria que pertence a uma ditadura totalitária que ficará com 3/4 do seu salário, não liberará seus passaportes, não lhes permitirá conversar com a imprensa e, caso queiram trabalhar livremente no país, como todo ser humano pode depois de trabalhar num país, será impedido por um acordo ditatorial entre Cuba e o PT, que lhes nega asilo político já de cara.

Mas essas esquisitices que só acontecem com os médicos cubanos (ninguém ouviu sobre algum modelo de gestão humana parecido a respeito de médicos portugueses, espanhóis ou bolivianos) são vistas apenas como um desvio, um acidente de percurso pelo fato de Cuba ser uma ditadura (e culpa-se sempre a América por isso, como se a culpa da ditadura norte-coreana também fosse… do Ocidente). São analisadas como notas de rodapé que ninguém lê antes de assinar.

Na verdade, não é um acidente no projeto “progressista”, e sim sua consubstanciação mais inescapável. Os progressistas, que odeiam o mercado (“imperialista” e “desigual”, embora queiram acabar com o embargo comercial a Cuba para salvá-la da miséria que é viver sem mercado, sem perceber a contradição), não podem suportar a idéia de que as pessoas trabalhem para quem quiserem, que circulem livremente (basta pensar em Cuba, ou no Muro de Berlim, quando não há um mar de tubarões ao redor), que ajam por seus próprios desejos individuais, ao invés de subordiná-los à força estatal.

Como o progressista quer uma sociedade programa, centralizada, dirigida, com um projeto único a ser obedecido, sem liberdade de ação autônoma para fora do que foi previamente mandado, é uma conseqüência óbvia de que é a favor da estatização completa não apenas da economia, mas da própria vida humana – que perde seu poder de livre associação, sendo obrigada, sempre, a só obedecer ao Estado.

É assim que o progressista acaba com as variações do mercado, com a “desigualdade”, com o desemprego – no dizer de P. J. O’Rourke, a Constituição soviética garante a todos um emprego. Uma idéia bastante assustadora, eu diria. Se essa sociedade planejada “para o bem de todos” não pode conter “acidentes”, desigualdade, concentração, exploração e outras palavras de forte apelo emocional, mas que só mascaram a realidade com uma interpretação insana, esses médicos que vieram para cá, fazendo teatrinho já no aeroporto (como descer de jaleco e estetoscópio no pescoço depois de uma viagem transcontinental), é insofismável que essas pessoas poderão apenas trabalhar para o Estado. E para quem o Estado original, o dono de sua força de trabalho, permitir.

Se há a possibilidade de livre associação em uma sociedade liberal, os médicos cubanos são a prova de que, na sociedade “progressista”, há a hierarquia, o controle, a disciplina e a obediência. O trabalho de médicos que serão obrigados a mais-valiar para a ditadura cubana, sem direito a ter por aqui uma vida normal, que todo progressista que elogia o ato do governo tem, é prova de que a escravidão é o destino dessa sociedade com política e economia “planejada” e estatal.

Eu ia escrever umas linhas sobre essa nomenclatura "progressistas" e "reaças", em virtude desse gracejo que recebi de uma "progressista" nesta semana (contextualizando: eu mantenho, no twitter, uma lista chamada "pilantras & picaretas", com gente que solta essas bobagens "pogreçistas", que uma vez por ano eu consulto para rir):

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Porém, o artigo do Flávio transmite tudo o que é necessário.

E, se isto não fosse suficiente, a suzana Guaranikaiowá (ahn, "pogreçista" adora se dizer defensor de índios, mas não tem nenhum problema com escravos cubanos…) demonstra, ela mesma, tudo o que o Flávio explicou e analisou tão bem:

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A moça foi espancada pela PM do Rio? Ou foi apenas (mais) uma acusação falsa? Vai saber… 

Temos mais diversão abaixo - inclusive Brecht em meio a butique e outras coisas non-sense:

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Ela também quer quebrar tudo no Rio! "Black-bloc-wannabe"...

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Descobri que os "pogreçistas" usam "feyssy", uma versão talvez mais politicamente correta e "pogreçista" (não capitalista) do Facebook?!

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Ué, não queria "quebrar tudo"? Mudou de idéia? Numa língua que assemelha-se ao Português de forma distante, mas revela a incoerência...

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Novamente, a língua tem algumas semelhanças com o Português, mas ignora algumas premissas básicas - afinal, concordância é deve ser coisa de "reaça", né?! Fica mais "pogreçista" escrever "o povo…colocassem". 

O melhor desses "progressistas" (ou "pogreçistas", no linguajar deles) é que eles mesmos se humilham a tal ponto que é totalmente desnecessário (ainda que delicioso) um texto como aquele do Flávio para colocá-los em seu devido lugar - o esgoto.

Para fechar, um representante bastante conhecido dos "pogreçistas": o ator Zé de Abreu - contratado da Rede Globo há décadas, mas que fica reclamando do "PIG" de forma discreta, velada. O sujeito escreve bobagens impagáveis no twitter, e quando alguém o processa (como fez o Ministro Gilmar Mendes), ele enfia o rabinho entre as pernas. 
Quando a blogueira cubana Yoani Sanchez esteve no Brasil, ele não ficou com medo de ser processado e soltou essa pérola:

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 Mas, que coisa!, quando os escravos cubanos foram hostilizados há alguns dias, no Ceará, o mesmo José de Abreu escreveu essa lindeza:


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Em fevereiro ele foi preconceituoso, e em agosto ele reclamou do preconceito alheio.

Coerência é tudo, hein?!

 

7 de agosto de 2013

Exageros linguísticos em propagandas: o limite do ridículo

No fim de semana, ao ler o jornal, percebo que propagandas de lançamentos imobiliários são muito frequentes - numa frequência MUITO superior aos dias de semana.

Ok, isso sempre foi assim. E existem (boas) razões para tanto.

O problema é que algumas propagandas exageram no uso de palavras em outras línguas, especialmente o inglês, e acabam chafurdando no ridículo.

As 3 imagens abaixo são de um mesmo empreendimento imobiliário. Veja os nomes e termos usados:

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O nome do empreendimento: WIN WORK IBIRAPUERA - Offices & Mall. Só mesmo o nome do bairro escapou do uso indiscriminado (e errado!) do inglês.

Aliás, a quantidade de pessoas, no Brasil, que não sabe o significado da palavra MALL deve bater nos 90%.

Vamos à segunda:

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Vemos agora que o empreendimento tem um(a?) "PORTE COCHERE DE ACESSO AO OPEN MALL".

Ganha um pirulito de jaboticaba (ou um raspberry lollipop) quem conseguir entender o que quiseram dizer com essa expressão tortuosa, que mistura 3 línguas diferentes em meras 7 palavras.

Finalmente, vamos à terceira:

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Uau, o empreendimento tem "BOUTIQUE OFFICES"!!!!!

FANTÁSTICO, NÃO?!

Certamente impressiona - ainda que não se saiba o que viria a ser isso.

6 de agosto de 2013

A falta de GESTORES da administração pública

Depois que o (des)governo Dilma criou o factóide absurdo, autoritário e estúpido de obrigar médicos a trabalharem 2 anos no SUS antes de formarem-se (mas acabou voltando atrás, porque, claro, era apenas mais um factóide), ouvi algumas idéias interessantes.

Uma delas seria obrigar que prefeitos, governadores, presidente, vereadores, deputados e senadores eleitos fizessem um curso de Administração Pública por 2 anos, antes de serem empossados. O cara é eleito em 2014, passa 2 anos estudando, e assume em 2016.

Isso não seria suficiente para a prefeita de Cubatão, litoral de SP.

A referida senhora causou um problema gigantesco em maio e em junho últimos, devido à sua incompetência, sua ignorância e seu desprezo pelo senso do ridículo. Um rápido resuminho primeiro:

Um congestionamento superior a 50 quilômetros é registrado nas vias de acesso ao Porto de Santos, no litoral paulista, na manhã desta terça-feira (28). Motoristas de caminhões de carga estão parados nas rodovias Cônego Domênico Rangoni e Anchieta desde a madrugada, com dificuldades para chegar aos terminais da maior zona portuária do Brasil. O problema no trânsito também tem reflexos na rodovia Anchieta, que registrou mais de três quilômetros de congestionamento durante a madrugada.

De acordo com a Ecovias, concessionária que opera o sistema Anchieta-Imigrantes, o motivo do congestionamento é uma nova norma adotada pela prefeitura de Cubatão, que só permite que os caminhões entrem nos pátios de espera do município entre 8h e 18h. Na madrugada, esses pátios reguladores, que funcionavam 24 horas, ficaram fechados. A regra vigora desde segunda-feira.

Com a restrição aos espaços, onde motoristas costumavam aguardar a vez para descarregar as mercadorias, a rodovia Anchieta virou estacionamento provisório. Segundo a prefeitura de Cubatão, a norma foi implantada para tentar enfrentar os problemas causados pelo excesso de caminhões nos locais. De acordo com a medida tomada pela prefeitura de Cubatão, quem não cumprir a nova regra pode ter as atividades suspensas de 10 a 30 dias ou ter o alvará de funcionamento cassado. Em nota divulgada na segunda, primeiro dia da restrição, a administração do município disse que o problema dos congestionamentos só vai ser amenizado com "solução metropolitana".
Íntegra da reportagem AQUI
Quem quiser, pode ler muito mais sobre o caso (que começou no final de maio, e estendeu-se até junho) AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Marcia rosa cassada prefeita cubatão

Feitas estas considerações iniciais, vamos ao mais importante: a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), só poderia mesmo ser do PT. A ilustre, na foto ao lado, chegou a ser cassada, mas não por incompetência - o que seria, convenhamos, o mais adequado. 
 
Ela concedeu uma entrevista à Rádio Bandeirantes do litoral, em meio à comoção da bagunça criada pela sua burrice galopante aguda.
 
Caro leitor: POR FAVOR, ESCUTE A ENTREVISTA DADA PELA PREFEITA MARCIA ROSA, DO PTO áudio, em MP3, está AQUI.
 
Esta senhora, na entrevista, mostra que não haveria curso (de 2, 10 ou 20 anos) que pudesse transformá-la numa gestora. A entrevista expõe de forma vexatória a incompetência desse senhora.
 
Lastimável é pouco.
 
Dá vergonha ouvir o desfile de incompetência, desinformação, ignorância, petulância.
 
Mas não adianta pedir impeachment: ela foi eleita DUAS VEZES, democraticamente, por voto direto, prefeita de Cubatão.
 
 

3 de agosto de 2013

Mídia Ninja & Fora do Eixo: um grande coletivismo do aparelhamento político

Geralmente nem me dou ao trabalho de ler as colunas do Álvaro Pereira na Folha, porque o cara é um mala sem-alça, um completo pé no saco. Hoje, porém, recebi a "sugestão" de lê-la, e até que valeu a pena (tirando o estilo bem chatinho dele, há algumas verdades interessantes):

"Ator de Jiraya' vem ao Brasil e treina Mídia Ninja do Fora do Eixo." "Frente fria chega ao sudeste e congela cachês de artistas do Fora do Eixo." "Pablo Capilé oferece asilo a Edward Snowden na Casa Fora do Eixo."
 
Já deu para perceber qual o principal alvo do site de humor forado beico.tumblr.com: o coletivo artístico Fora do Eixo. Originário de Cuiabá, liderado pelo publicitário Pablo Capilé, o FdE é hoje uma potência nacional, baseada em São Paulo na casa que leva o nome da organização.

O Fora do Beiço faz mais vítimas, como se vê por estas outras manchetes: "Parapsicólogos alertam para o perigo de foto hipnotizante de Caetano"; "No Rio, papa Francisco promove caônização' [sic] de Criolo".
Velhos e novos ídolos da MPB, a cena indie estatal, o noticiário político, os fatos musicais: nada escapa da "razzia" bem-humorada do Fora do Beiço.

Em um texto sobre um suposto encontro do papa com o rapper messiânico Criolo, um trecho sublime: "Num papo franco, o papa Francisco descobriu afinidades com Criolo --ele é jesuíta, que catequiza os índios, e Criolo é augustino (que vem de Augusta'), e catequiza os indies".

Nas últimas semanas, a cena que gira em torno do Fora do Eixo, tão zoada pelo Fora do Beiço, ganhou evidência. Foi graças à Mídia Ninja, um grupo, aninhado no FdE, de jornalistas não remunerados, que vêm cobrindo como "insiders" as manifestações recentes pelo Brasil.

No Rio e em SP, apesar do amadorismo e da completa falta de isenção, marcaram gols jornalísticos. Estavam onde a "grande mídia" não conseguia estar, ajudaram a derrubar mentiras da PM. Tornaram-se, com mérito, assunto internacional.
A Mídia Ninja é um dos braços de uma televisão na internet operada pelo Fora do Eixo, a Pós TV. É por isso que me lembrei do Fora do Beiço para abrir este texto. Porque acompanho a Pós TV desde o começo, em 2011. Trabalho em televisão, procuro seguir as novidades. E é só com bom humor que dá para falar de uma coisa tão malfeita.
Pode ter sido falta de sorte, mas nas dezenas de vezes em que tentei ver a Pós TV, o que encontrei, de tão primário, deveria se chamar Pré TV. Áudio e imagens sofríveis. O conteúdo, de um tédio abissal.
 
Tirando as transmissões recentes dos ninjas, nunca vi um programa que não fosse: a) discurseira; b) debate ou entrevista em que todos têm a mesma opinião.

Como se dirige aos já convertidos (seus programas são vistos por poucas centenas de pessoas), a Pós TV não tem nenhuma preocupação de contextualizar. Os convidados passam horas falando sem ser identificados. Ou pelo menos passaram nos programas que segui.
 
Pena que o "Fora do Beiço" não deve ter assistido a um dos eventos mais curiosos da história recente da Pós TV. Ele seria capaz de descrevê-lo com muito mais humor. Foi logo depois do primeiro "streaming" de grande repercussão da Mídia Ninja.
No dia 18/6, já no estertor de uma manifestação gigantesca em SP, marcada por agressões à "grande imprensa", houve um conflito brutal entre manifestantes e a PM na rua Augusta. Nenhuma outra TV estava lá. A Mídia Ninja fez uma transmissão eletrizante, e digo isso sem nenhuma ironia.
 
No dia seguinte, o responsável pelo trabalho foi entrevistado na Pós TV. O apresentador fez uma rápida introdução e mandou a primeira pergunta. O rapaz só fez desfilar o jargão prolixo do Fora do Eixo.
Em poucos segundos, o próprio entrevistador pareceu perder o interesse: começou a ler e digitar em um iPad. Depois de uns cinco minutos, o ninja parou finalmente de falar, o apresentador disse algo, o ninja retomou o discurso, o entrevistador voltou ao iPad e eu fechei o computador.
 
No sentido contrário da diversidade que o FdE apregoa, a linha da Pós TV me parece monolítica: propagar a ideologia digital-coletivista da organização. Se alguma vez apresentou uma voz dissonante, eu infelizmente perdi.
De tão fraca e cheia de si, a Pós TV acaba fazendo humor involuntário. Bem diferente do Fora do Beiço, que não leva ninguém a sério. Até o slogan da conta no Twitter ironiza o jeito FdE de falar: "Semeando parcerias e polinizando a fertilidade efervescente culturo-colaborativa. Coletivamente falando".
 
Não faço ideia de quem é o gênio que escreve. Merece um programa on-line. Não na Pós TV, claro.

Usei esse artigo (publicado na Folha de São Paulo de hoje) para introduzir dois vídeos que deixam bem claro quem está por trás do Mídia Ninja, e do tal Fora do Eixo (aumente o volume):

 


Pois é….
Muita gente andou saudando a tal "Mídia Ninja" como algo "revolucionário" no jornalismo.
Bobagem.
Trata-se de mais um grupo financiado e usado pelo PT.

Mídia ninja 1

Mídia ninja 2
Mídia ninja 3
Parabéns aos cretinos que exaltaram esse grupelho como algo "novo" no jornalismo!! (um exemplo que nunca decepciona no quesito "cretinice" segue logo abaixo)


ATUALIZAÇÃO: Depois que 2 representantes do Fora do Eixo participaram do Roda Viva (tentei assistir, mas eram tantas bobagens que não aguentei), começaram a surgir algumas verdades inconvenientes sobre esta facção do PT. Leia algumas delas AQUI.


20 de julho de 2013

Protestos e ignorância

Passado pouco mais de um mês desde as manifestações e protestos pelo Brasil, muita coisa foi dita e escrita sobre as manifestações.

Muitas bobagens, e algumas coisas inteligentes - poucas, infelizmente.

Mas li e ouvi muita gente relacionando os protestos no Brasil ao Occupy Wall Street. O vídeo abaixo, curto, foi feito DURANTE o Occupy Wall Street:

Há semelhanças com os protestos brasileiros?
Eu diria que sim.
Qual o ponto comum?

IGNORÂNCIA.
 

Mais uma coisa: quais foram, EXATAMENTE, os resultados concretos do Occupy Wall Street?

Pesquise. Pense.

17 de julho de 2013

Algumas empresas realmente parecem de mentira

Isso parece piada (de mau gosto), mas não é.

Uma empresa de telefonia recebeu uma reclamação através do site Reclame Aqui.

E produziu esta resposta:

Pois é, infelizmente esta localidade estamos com sérios problemas, com pessoal mesmo, parece cultura do pessoal ai, ser irresponsável, sem comprometimento e irresponsaveis. Quando comparado as demais regiões do país, temos sérios problemas no nordeste, o nordestino tem isto mesmo, de não gostar de trabalhar, de não ter responsabilidade, de ser o que são, irresponsáveis, preguiçosos, eles não respeitam nem os conterrâneos deles, pois, se respeitasse não teríamos tantas reclamaçoes. Encaminhei para o responsável para tentar solucionar. Mas a providencia mais sensata a MinasMais esta tomando, que é mandar GENTE daqui do sul e sudeste para trabalhar ai, pois ai, meu caro cliente, ai não se arranja GENTE que preste para trabalhar.

Não satisfeita, quando foi questionada sobre os absurdos da resposta, ainda produziu outras afirmações absurdas:

Não so retirarei, como reafirmo, a falta de comprometimento, a falta de irresponsabilidade do nordestino. Ai foi são joao, eles simplesmente deixaram de trabalhar por 20 dias, um bando de [editado pelo Reclame Aqui] e vagabundos.
Esta revolta se dá, porque já passamos 176 funcionários apenas neste provedor de Aracaju-se. O que esta sendo feito é mandar daqui, pessoas dignas, responsáveis para tomar conta das aplicações no nordeste, foi apenas assim que conseguimos equilibrar as operações.
Por favor, faça a divulgação, para que eles acordam, eles percebam que precisam de trabalhar, e não ser a escoria do país... quem sabe eles não viram gente de verdade e lutem para um país mais rico, e não um pais de vagabundos, festeiros, que não tem comprometimento com nada.

O link para ler o caso na íntegra está AQUI.

Como eu ainda tenho a esperança de que alguém na empresa perceba o tamanho do desastre e dê um jeito de apagar esses comentários, fiz alguns "print-screens", abaixo.

Firefox 22Firefox 21Firefox 20

Esse pessoal da Minas Mais Telecom não precisa "apenas" de umas aulinhas sobre relações públicas, atendimento ao cliente, branding etc.; eles precisam morrer e renascer umas 6 vezes para ver se dá para consertar algo.
 

16 de junho de 2013

Vergonha alheia num novo patamar

Depois de ler muitas coisas sobre os atos (chamados, erroneamente, de "protestos pacíficos") que ocorreram nas últimas 2 semanas em São Paulo (e em algumas outras capitais), estou em choque.

Vamos aos fatos primeiro.

O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social brasileiro que defende a adoção da tarifa zero para transporte coletivo, que foi fundado em uma plenária no Fórum Social Mundial em 2005, em Porto Alegre. (íntegra AQUI)

O MPL e as manifestações ocorridas são capa da Veja e da Época desta semana.
A matéria da Época, em particular, merece ser lida com muita atenção. A íntegra está AQUI. Segue um pequeno trecho:

Criado em 2005, por jovens num acampamento do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o MPL se diz independente de partidos políticos – mas se escora em alguns. Organiza-se por meio de redes sociais na internet, e alguns de seus membros defendem princípios anarquistas. Dizem lutar por transporte público gratuito e de qualidade para a população. Uma das principais bandeiras é a migração do sistema de transporte “privado” para um sistema gerido diretamente pelo Estado, com a garantia de acesso universal a qualquer cidadão, por meio do “passe livre” – o fim de cobrança de tarifa.
O apelo das autoridades para que suas reivindicações sejam apresentadas de modo pacífico, pelos canais democráticos tradicionais, não surtiu efeito até agora. O ativismo do MPL envolve ação direta, na rua.“A única maneira é parar o trânsito”, diz a estudante de letras da Universidade de São Paulo (USP) Raquel Alves, de 20 anos, militante do MPL. “Infelizmente, o vandalismo e a violência são necessários, para que apareça na mídia. Se saíssemos em avenidas gritando musiquinha, ninguém prestaria atenção.”

Destaquei em negrito (e cor diferenciada) a frase de uma militante deste movimento - o termo correto seria "militonta", na verdade.
Perceba, caro leitor, que a "militonta" não hesita em usar os termos corretos: VANDALISMO e VIOLÊNCIA
Ela SABE que o movimento usa de violência, e justifica: é o único jeito de aparecer na mídia!!
Não há propostas - é apenas VONTADE DE APARECER NA MÍDIA.

Já que ela não foi selecionada para o BBB, nem foi convidada a posar para a Playboy ou ser fotografada na ilha de Caras, resolveu se juntar a meia dúzia de outros "militontos", inventar um discurso que não se sustenta, para aparecer na mídia.

Obviamente ela não está sozinha - abaixo, um rápido perfil de outros 4 militantes do MPL (a imagem está na Veja SP dessa semana):

Os líderes1

Honestamente: depois de ler as "idéias" (muitas aspas) desses 4, não sei se choro, se rio, ou se faço ambos.

Cidadão "anti-trabalho" de 38 anos, que tem carro. Comprou como? Imagino que não tenha sido trabalhando...

O professor de história parece ser daqueles que distorcem os fatos conforme a ideologia manda - decerto ensina aos pobres alunos do ensino médio (que desgraça a educação no Brasil!!!!) que nazismo é de "extrema-direita"; que Che Guevara era um anjo caridoso formado pela somatória das personalidades de Jesus, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá; que as guerras são fruto do imperialismo americano malvado; que o homem é explorado por burgueses sujos, mal-intencionados, que esfolam o proletariado para obter lucros nojentos; que o governo deve sustentar todos etc.

A outra enxerga presos políticos porque meia dúzia de incautos foram presos ao depredar lojas, bancos, estações de metrô, queimar ônibus… Tudo isso resulta num preso político, e não tem nada a ver com vandalismo, destruição de patrimônio público etc.

Honestamente: dá vontade de chorar.

São tantas coisas absurdas ditas por militantes desse MPL, mas tantas, que não dá nem pra discutir. 

Não dá!

"Se nem a polícia tem sido capaz de controlar, não somos nós que vamos conseguir". Mas… QUEM CRIOU OS PROTESTOS QUE DESCAMBARAM PARA VANDALISMO E VIOLÊNCIA? Foi a Polícia Militar? Foi o Haddad? Foi o Alckmin? Foi o Barack Obama?

Essa gente não tem a menor noção do que seja RESPONSABILIDADE, nenhum SENSO DO RIDÍCULO. São moleques (a despeito da idade cronológica, o que importa é a mental, intelectual) que acham que estão brincando de acampar.

Mas o pior mesmo é ver milhares de pessoas aceitando participar disso.

Que vergonha.

Como professor, sinto muita pena de ver estudantes manipulados de forma tão rasteira, vil, por gente mal-intencionada e/ou nitidamente incapaz de entender o contexto em que vive. Tenho a impressão de que esses 5 "militontos" começariam a chorar compulsivamente se descobrissem que o Muro de Berlin caiu, que o socialismo acabou no século passado, que "nazismo" é na verdade um corruptela de "National Sozialistische Deutsche Arbeiterpartei" (N.S.D.A.P.) ou em português, Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, que Hitler inspirou-se fortemente em Marx para escrever Mein Kampf etc...

Já imaginaram se esses "militontos" tivessem que trabalhar para comprar um carro, e depois descobrir que o governo cobra 40% de imposto no valor do carro, além do IPVA (mais 4% todo ano)? Já imaginaram se tivessem que descobrir o que é meritocracia - e, pior!, depender dela? Os tolinhos pretender casar e ter filhos? Vão sustentá-los como? Esperando alguma "bolsa" do governo? Eles correm o risco de descobrir que o governo NÃO consegue sustentar toda a população! Que choque!

E eles dizem que querem transporte gratuito… Apenas não dizem COMO fazer isso. Cobradores e motoristas vão trabalhar de graça? Troca de pneus e óleo e manutenção de motores e supensão serão gratuitas? Ou vai ter "bolsa-busão"?

Mas não é só isso - como eu disse, sinto vergonha desses "militontos", e pena de quem se deixa manipular de forma tão explícita.
E como tem gente que se aproveita!

A CNN tem uma iniciativa interessante, chamada iReport. Qualquer pessoa pode enviar uma "reportagem" para a CNN, que disponibilizará a versão preliminar na internet e deixará aberta para a votação de outros usuários registrados no site. Tudo gratuito.

Neste sábado, vi o título da matéria no Facebook, com o link. Cliquei.

A reportagem (repito: PRELIMINAR) está AQUI. Depois de ler, fui obrigado a me cadastrar e incluir um comentário. Ei-lo (corrigi 2 ou 3 erros de digitação que só notei depois de ter inserido o comentário, e não localizei, no site da CNN, um recurso para editar/corrigir):

There are so many mistakes, misconceptions and maneuvers in such a small article that it's hard to pick just one or two. Although, to stick with the main topic - the riots - I'll pick the final piece.

 

"The protests are not mere isolated, unionized movements or extreme left riots, as some of the Brazilian press says."

Yes, they are.

Every single organization/social entity involved in the riots are part of extreme-left wing parties (e.g. PCO, PSOL, PSTU, PCdoB - the "communist party of Brasil" in a free and direct translation), as it has been demonstrated beyond any doubt by a small part of the press - as most of the media is more concerned in discussing how many protesters, journalists and police officers were wounded, if the law enforcement overreacted or not.

All the people speaking on behalf of the riots' organization belong to one of the extreme-left parties - which usually receive very few votes during elections, and do not have enough strenght to aprove any of their projects in the Congress. Therefore, they choose to make their points using violence, riots, land invasions and other felonies and/or misdemeanors.

Such organizations are planning and executing protests in every major city of Brazil: Sao Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba and so forth. In every city, all the same people are involved in - they travel from one riot to the other Their names are public, and this information was widely published in the press.

The most discussed organization is called "Movimento Passe Livre" ("free pass movement"). Four of their spokespersons had an article published by Folha de Sao Paulo (the biggest newspaper in Sao Paulo State) on Thursday (06/13). They endorsed Brazil should have "tarifa zero" (cost free) public transportation because capitalism doesn't work, and the profit driven companies in charge of the bus system in Sao Paulo should be shut down. This is the very same desire publicly proposed by these extreme-left parties. The moviment has the very same agenda - and it's not a coincidence. But most important: during the riot people were carrying flags, and all the names of these extreme-left parties were on display - it's easy to see it in every picture taken by every newspaper in the major press in Sao Paulo. Conclusion: those organizations are not trying to hide their participation, their agenda.

 

"It is not a teenage rebellion. It is the uprising of the most intellectualized portion of society who wants to put a stop to these Brazilian issues. "

As a matter of fact, the major problem with this allegation is its inaccuracy: nobody knows the profile of those who participated of the riots. If anybody says it was a majority of poor people, or college students, or low wage groundworkers, it's a lie. There were at least 5,000 people in last Thurday's riot in Sao Paulo, and it was absolutely impossible to conduct some sort of poll to investigate age, education level, wealth or any other useful information to sustain this sort of assertion.

 

"The young national mid-class, which has always been unsatisfied with the political oblivion, has now "awaken" - in the words of the protesters."

Again: it is impossible to establish if it is a middle-class moviment or not. The article seems to have such confidence in the assertions, but there is absolutely no evidence to support any of those statements whatsoever.

Is it OK to use an educated guess (at the most) in order to write about a serious situation? In a third class press maybe; in a prestigious news channel definitely not. These vehement conclusions do not represent the truth - they might be one's opinion, but it's important to reveal stronger proof to claim this is not politically orientated, because all the evidence so far indicates the exact contrary.

 

Yes, the country is facing a terrible economic moment, corruption is a permanent threat, and the infrastructure problems are affecting individuals and companies trying to do business in Brazil. Once again, Brazil's future as a developed country is in jeopardy - but that's another strong reason to avoid fallacious illations. 

I remember reading, a couple of days ago, a report about riots in Sweden on The Economist: "Kjell Lindgren, a Stockholm police spokesman, provided the most convincing explanation: “There is no answer.” ".

Right now, trying to explain the recent riots in Brazil might me a similar case - although there are incomparable differences between Brazil and Sweden. 

Ao ler alguns dos comentários feitos na tal "reportagem teste", MAIS vontade de chorar. Mais desânimo.
Tem gente culpando a privatização dos "neoliberais" do PSDB, outros culpam a oposição "de direita do PSDB" (DIREITA???? O PSDB???? Cara, vai estudar um pouco, porra!), outros culpam o FMI, outros culpam a imprensa, a polícia violenta, bla bla bla.

Muro de lamentações em inglês macarrônico.

Contudo, o que eu vi foi outra coisa: 90% dos comentários falam algo como "ainda bem que a CNN mostrou isso, porque a mídia brasileira não mostra!". 
O sujeito se cadastrou, inseriu o comentário (repito: no ingles macarrônico), e não percebeu que a reportagem foi escrita por um brasileiro, que mora em São Paulo, e está disponibilizada para ser aprovada ou não para TALVEZ, UM DIA, entrar na programação/site da CNN.

Firefox 19
A quantidade de bobagens (intencionais ou não, calcadas na má-fé ou na ignorância, não sei) e mentiras e falácias que estão circulando em virtude do busílis causado por estes tais protestos me parece algo sem precedentes!

Felizmente vejo coisas boas também - ainda que em quantidade bem menor. Duas coisas que li e recomendo: a primeira, AQUI me deixou boquiaberto. Sensacional Mesmo.
Complementarmente, este AQUI

O que me parece certo, neste momento, é que ainda irão surgir mais informações novas.
Eu havia, ontem, decidido não voltar a este assunto. Porém, continuaram surgindo novas informações - da maior relevância. As reportagens da Época e da VejaSP (que traz o perfil dos 4 militontos conforme a imagem lá em cima) eu só vi à noite. E em virtude dos absurdos que li, não me contive.

Assim, por ora, a minha certeza é que conforme forem surgindo os fatos concretos sobre esse MPL, muita gente que entrou no barco dos protestos de alegre (ou de idiota útil) vai se afastar.

Não tenho dúvida de que as pessoas - a maioria silenciosa - estão fartas de inflação descontrolada, economia estagnada, corrupção em níveis estratosféricos, caos na saúde, educação precária (se bem que esta é a tábua de salvação de 90% dos políticos no Brasil) e todas as mazelas que estão acumuladas.

E, como já disse, protestar contra isso é ótimo. Mas protestos inteligentes, e não atos de vandalismo liderados (e manipulados) por movimentos do nível (?) desse Movimento Passe Livre

 

15 de junho de 2013

Os vândalos e o politicamente correto

Como é de costume, a coluna do Prof. Pasquale Cipro Neto na Folha da última quinta (13/06) estava simplesmente brilhante.

Impecável.

Reproduzo na íntegra, pois vale a pena ler. E guardar.

Estava na capa da Folha de ontem: "Contra tarifa, manifestantes vandalizam centro e Paulista".

Que tal o emprego do verbo "vandalizar", caro leitor? Sugiro que vejamos isso pela sintaxe e pelo aspecto ético, que, inevitavelmente, roça o mais do que infame e chatíssimo conceito do "politicamente (in)correto".

De acordo com os dicionários, "vandalizar" pode significar "estragar ou destruir selvagemente um bem, uma propriedade, um local etc." (é essa a primeira acepção que lhe dá o "Houaiss"). Como se vê, o uso que a Folha fez desse verbo na capa de ontem é documentado. Na manchete, o sujeito é "manifestantes"; "vandalizar" é transitivo direto (o objeto direto é "centro e Paulista").

E onde é que entra o tal do aspecto "ético", que, como afirmei, inevitavelmente roça o politicamente (in)correto? Dou a pista: o caro leitor sabe o que significa "vândalo"? Não, caro leitor, não me refiro ao sentido mais do que conhecido e divulgado (de "destruidor do que é público etc."); refiro-me ao sentido com o qual a palavra veio ao mundo.

E então? Recorramos aos dicionários, mais uma vez. A primeira acepção que o "Houaiss" dá para "vândalo" é esta: "Indivíduo dos vândalos, povo germânico que, por volta do século V, invadiu, promovendo devastação, a Hispânia e o Norte da África, onde fundou um reino". Você já entendeu de onde vem o sentido "moderno" de "vândalo", certo?

Posto isso, permito-me fazer uma perguntinha, baseada na delirante cartilha do politicamente incorreto: não é preconceituoso chamar de vândalo quem destrói o que é público? Isso não ofende os vândalos? Ah, sim, esse povo não existe mais, então tudo bem. Preconceito contra povo extinto é possível. Mas e se aparecer algum alemão que seja descendente direto de uma das mais puras e legítimas famílias vândalas e disser que se sente ofendido? Já sei, processará a Folha e o "Houaiss" por preconceito etc.

E onde anda o procurador de Minas Gerais que queria processar o "Houaiss" por preconceito contra os ciganos? A autoridade poderia aproveitar e processar outra vez o "Houaiss" e todos os dicionários, além da Folha e de todo falante de português... Poderia aproveitar e processar também pelo uso da palavra "bárbaro", cujo sentido "moderno" não preciso explicar, certo? Na década de 60, o termo foi moda entre nós, com o significado de "muito bom", "muito bonito", "bacana", "muito interessante" etc. Mais uma vez, vamos ao "Houaiss", que assim começa a definição de "bárbaro": "Para os gregos, romanos e depois outros povos, que ou quem pertencesse a outra raça ou civilização e falasse outra língua que não a deles; estrangeiro". Em seguida, o dicionário dá esta definição ("por extensão de sentido"): "Que ou quem é cruel, desumano, feroz".

Viu bem, caro leitor? "Por extensão de sentido", ou seja, do conceito de "estrangeiro etc." se passa para "cruel, desumano, feroz". E aí, com o uso e o desgaste que o próprio uso provoca, a palavra perde a marca preconceituosa e se torna "neutra".

É por essas e outras, caro leitor, que essa monumental baboseira do politicamente (in)correto precisa ser vista e revista com cuidado. Já vi muito defensor dos fracos e oprimidos empregar termos como "vândalo", "bárbaro" e afins para condenar o emprego de palavras que essa galerinha chata demonizou. Rarará!

As minhas quase seis décadas de existência me tiraram de vez a paciência para aguentar esse tipo de patrulha, macarthismo da mais pura cepa. Também é por essas e outras que me soam mais do que ridículas as bobagens ditas por uma galerinha a respeito da obra de Monteiro Lobato. Haja saco! É isso.

Essa parte final, mencionando os babacas que resolveram caçar um suposto "preconceito" nas obras de Monteiro Lobato, realmente é mais do que brilhante. 

 

6 de junho de 2013

O garoto que na Europa é empreendedor, no Brasil seria "fora da lei"

O vídeo abaixo é um trecho de um programa de TV de Portugal. Tomei conhecimento graças ao blog do Reinaldo Azevedo.
A TV RTP tem um programa chamado “Prós e Contras”, comandado pela jornalista Fátima Campos Ferreira. “Prós e Contras” fez um debate cujo tema era sugestivo: “Mudar o país ou mudar de país?”.

Os convidados do dia eram jovens empreendedores, que estavam lá para relatar a sua experiência. Um deles foi Martim Neves, um garoto de 16 anos que, aos 15, criou uma marca de roupa chamada “Over it”. Seu produto é um sucesso, e ele já está até exportando.
Num dado momento, ele é interrompido por uma tal Raquel Varela.

O garoto de 16 anos humilhou a debilóide esquerdistinha de meia tigela com poucas palavras, mas foram tão acertadas que ela ficou com a carinha de debilóide estraçalhada no chão.

QUASE dá para sentir pena da esquerdopata...

 

Ao que consta, a tal Raquel Varela é doutora em História Política e Institucional (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa).
Como Marilenas Chauís e Emires Saderes da vida, ela achou que sua titulação e sua clara posição socialista seriam suficientes para intimidar o garoto de 16 anos, tentando fazê-lo parecer um explorador de trabalho escravo na China ou em Portugal.
Mas o feitiço virou-se contra a bruxa.

A resposta do garoto foi de uma simplicidade tão avassaladora, mas ao mesmo tempo tão complexa, que a doutora Raquel teve que enfiar o rabinho entre as pernas e fazer cara de paisagem. Ela poderia, inclusive, ter pedido licença, dizendo que precisava cagar, e sair do programa.

Em tempo: no Brasil existe uma lei PROIBINDO que garotos de 15 anos trabalhem.
Martim Neves, em Portugal, é um empreendedor de sucesso.
No Brasil, teria seus pais acusados por algum burrocrata metido a adorador de Che Guevara e seria impedido de empreender.

Isso diz muito sobre o Brasil.

Ajuda a explicar, inclusive, por que temos os bolsas-famílias da vida, os Lullas, as Dilmas, os Genoínos, os Malufs, os Tiriricas, os Suplycis, os Dirceus etc.

 

31 de maio de 2013

Os fatos mostram: Dilma Rousseff é incapaz e incompetente e não tem nada de gerente

O que aconteceria numa empresa (não importa a área de atuação, tamanho) em que o gerente nunca sabe o que seus subordinados fazem?

Numa loja, se os vendedores resolvessem oferecer descontos num fim de semana qualquer, sem que o gerente soubesse, e o fato viesse à tona dias depois, o que aconteceria? Quantos sofreriam perdas financeiras? Quantos seriam demitidos?

Numa indústria, se um funcionário de terceiro ou quarto escalão fizesse um negócio que gerará prejuízo, o que o CEO ou os donos da indústria fariam? O que aconteceria com o gerente?

Pois a "gerentona" Dilma Rousseff, como eu já expliquei AQUI, não tem nada de gerente.

Ela não passa de uma burrocrata da mais latente e gritante incompetência.

Boato do Bolsa Família, capítulo 1 - Antes do início das investigações:
Dilma Rousseff: "foi desumano e criminoso"
Lulla: "vandalismo", "brincadeira estúpida"
Maria do Rosário ("ministra"): "central de notícias da oposição"

 

Boato do Bolsa Família, capítulo 2 - Após a descoberta de que tudo não passou de uma trapalhada do governo e da Caixa Econômica Federal, nem Dilma, nem Lulla e nem a ministra (que, se não falasse as coisas erradas nas horas impróprias nem seria citada em jornais, dada sua irrelevância) abriram mais a boca sobre o caso. Para piorar, a Presidência emitiu uma nota oficial sobre o caso, que basicamente diz que nada muda na CEF (AQUI). 

Então a Caixa Econômica Federal enfia os pés pelas mãos, ninguém sabe de nada, a Presidente da República afirma que quem espalhou os boatos foi desumano e criminoso e dias depois vem à tona a verdade: funcionários da CEF pisaram na bola, o presidente da CEF não sabia de nada e a chefe dele, Dilma, sabia menos ainda. Aliás, a Dilma sempre sabe menos do que todo mundo - impressionante, não ?!

Leia o editorial do Estadão sobre o caso da CEF e do bolsa-família AQUI. Leitura imperdível. Eis aqui o último parágrafo:

O Planalto, de seu lado, está numa enrascada. Tendo reagido pavlovianamente ao episódio, ao culpar a oposição pela boataria, sem procurar saber, primeiro, qual teria sido a verdadeira origem dos saques em massa, a presidente Dilma se vê mais uma vez no papel constrangedor de espectadora inerte da bagunça que reina no seu governo. 

E aquele monte de jornalista se esforçando para vender a estorinha de que a Dilma é centralizadora, "espanca" os projetos e propostas até que eles fiquem sólidos e exequíveis, que ela presta atenção aos mínimos detalhes de tudo etc….

TUDO MENTIRA. TUDO BOBAGEM.

Dilma Rousseff é incompetente, incapaz, ignorante e leniente com a corrupção que marca a desastrosa passagem do PT pelo governo.
Isso não chega a ser surpresa para quem, como eu, teve Luiza Erundina, Marta Suplicy e Fernando Haddad como prefeitos. Os 3 são um exemplo impecável do desastre que é o PT. Os 3, em seus respectivos tempos, deixaram São Paulo devastada.

E uma coincidência interessante sobre a imagem (falsa) de "gerentona" da Dilma: em 11/05 eu escrevi que essa mania de chamar Dilma de "gerente, técnica" e afins é uma falácia; em 24/05, o Valor Econômico publicou extensa matéria em que ficava mais evidente ainda a incompetência da Dilma.

A matéria, como eu disse, é longa. Bem longa. Está AQUI na íntegra. 
Vou transcrever apenas alguns poucos trechos, curtos, e fazer alguns comentários pontuais (os trechos da matéria vão em vermelho):

Nos últimos dias, o Valor procurou 18 importantes empresários e altos executivos de grandes corporações do país. Dez concordaram em avaliar a presidente como gestora, oito sob a condição de anonimato. Administradora eficiente e perfil de liderança são qualidades que a colocariam no radar de "headhunters" para importantes cargos de comando em grandes corporações. Mas esses requisitos não são suficientes para bancá-la como uma grande gestora, como foi alardeado pelo PT. A competência da presidente não é colocada em dúvida, mas a de sua equipe sofreu um verdadeiro bombardeio dos empresários e altos executivos.

Não sei com base em que o Valor usa "administradora eficiente", já que a íntegra da reportagem desmonta essa tese de forma avassaladora, mas eles tinham que dar um jeito de suavizar, né?! Seria interessante citar, digamos, 3 ou 4 exemplos de EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA da Dilma.

Fica um desafio: alguém consegue achar?

Não.

Porque não existe.

"Ela está cercada de pessoas medíocres, que não a questionam. Todo mundo morre de medo dela. Ela não tem humildade para escutar os outros. Não dá para ter 39 ministérios, 39 subordinados. Em uma empresa, esse modelo não funcionaria", disse um alto executivo de um banco de investimento.

Aqui temos 2 fatores relacionados: Dilma propositadamente cercou-se de gente medíocre, incompetente (talvez até mais do que ela mesma!); gente medíocre, incompetente, sempre tem medo de questionar quem quer que seja - chefe, subordinado, vizinho, parente…..

Tautologia da Dilma: ela cercou-se de gente medíocre porque não quer ser questionada por alguém minimamente capaz, ou ela não admite ser questionada porque está cercada de medíocres?

Finalmente: uma das grandes diferenças entre CHEFES e LÍDERES é que os primeiros buscam funcionários medíocres para que eles mesmos fiquem parecendo muito bons, muito competentes, enquanto os segundos sabem que devem contratar funcionários mais capazes do que eles mesmos. Um bom exemplo disso: Steve Jobs.
Desde sempre Steve Jobs demonstrava um comportamento anti-social: o grande inovador da Apple era grosseiro, mal-humorado, rude, prepotente etc. Mas sempre buscava contratar os melhores profissionais para trabalhar para ele e para a Apple. Ele sabia que isso é fundamental.

Obviamente não estou comparando Steve Jobs à Dilma; ele era um gênio, ela não passa de uma pífia farsante. O ponto central é que o fato de Dilma Rousseff cercar-se de gente medíocre, incompetente e corrupta já demonstra que de gerente ela não tem nada.

A demora para decidir a que se referiu Joesley Batista é outro aspecto que ministros e empresários criticam em Dilma. Até hoje, por exemplo, ela não indicou um ministro para a vaga de Carlos Ayres Britto no STF. Ele se aposentou em novembro do ano passado. Ela já havia demorado quase três meses para indicar a ministra Rosa Weber. Não se pode dizer que a demora é regra para a escolha de ministros do Supremo: em apenas 18 dias ela indicou o ministro Teori Zavascki para a vaga aberta com a aposentadoria, no fim de agosto - em pleno julgamento do mensalão - do ministro Cezar Peluso. A mesma coisa ocorre em relação às agências reguladoras - Dilma levou quase um ano para nomear o substituto do atual governador de Brasília, Agnelo Queiroz, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outro bom exemplo não apenas da incompetência gerencial de Dilma, mas também do inchaço ridículo que o PT criou no Executivo: se um cargo qualquer pode ficar meses sem ninguém para ocupá-lo, resta evidente que o cargo é desnecessário. 

Se o cargo é desnecessário, por que ele existe?
Para permitir acomodar indicações políticas em troca de apoio dos partidos nas votações que interessam ao Executivo. E, mesmo assim, Dilma não tem conseguido votar questões do seu interesse num Congresso que tem aproximadamente 80% dos deputados e senadores como "base aliada" (vide o caso recente da MP dos Portos).

É muita incompetência!

A demissão do ministro da Defesa não deixou de ser simbólica: demonstrou o gosto da presidente pelo exercício da autoridade. Outros traços de Dilma já eram conhecidos, como o centralismo, o detalhismo - quer saber tudo sobre todos os projetos - e a capacidade de deixar interlocutores ruborizados. Um deles diz que a "presidenta" - Dilma exige ser chamada assim - é bem informada, tem acesso a muita informação de governo e interesse pessoal de "estar por dentro". Lê muito. Dos jornais aos projetos de governo que leva para o Palácio da Alvorada. A receita para o ministro agendado para uma audiência, portanto, é saber do que ela já está informada e falar só o que a presidente precisa saber.

Não é incomum Dilma interromper o interlocutor com frases do tipo "não quero falar disso" ou com perguntas sobre uma minúcia qualquer do funcionamento do ministério que o ministro evidentemente desconhece. Os empresários estão certos quando dizem que Dilma causa pavor aos auxiliares, inclusive ministros. Na realidade, alguns preferem enviar seus secretários-executivos para os despachos. É certo que Dilma às vezes até gosta, pois trata-se de alguém que ela mesma pôs no posto - oficialmente, para ter uma visão alternativa da pasta; na prática, um atento vigia dos atos do ministro e, às vezes, do próprio ministro. Garibaldi Alves (Previdência Social), de início se queixava de não ter o que fazer - tudo era tocado e formulado pelo secretário Carlos Bargas. Com o tempo, Garibaldi, ex-presidente do Congresso, se acostumou e parou de se queixar ao PMDB.

Primeira coisa: chefe que EXIGE ser chamado de chefe é um boçal, que sabe que jamais merecerá o respeito e, por isso, EXIGE forçosamente alguma coisa. Dilma EXIGE ser chamada de presidenta? 
Ela é boçal, incompetente e fraca, sabe disso, e usa o cargo para impor que seu interlocutor a "respeite", porque sabe que jamais ganharia este "respeito" se dependesse da própria capacidade.

Segundo: ela interromper o interlocutor com "não quero falar disso"… Bom, o caso do bolsa-família e da Caixa Econômica Federal provou que não é bem assim… Ela não sabia de um cagada MONSTRUOSA que a CEF fez e causou tumulto em mais de 10 estados.

Finalmente: o ministro se queixa de não ter o que fazer… PEÇA DEMISSÃO, SENHOR.
Nitidamente o senhor é inútil, então saia daí.
Aliás, o ministério todo parece não ter utilidade, então que seja fechado de uma vez!

Downsizing, gerentona, downsizing - já ouviu falar, Dilma?
Reengenharia? Revise processos e CORTE tudo o que for desnecessário.
Se a Dilma fosse gerente, saberia disso e, mais importante, FARIA ISSO.

O Código de Mineração levou nove anos sendo elaborado pelo ministério que, no governo Lula, foi comandado por Dilma Rousseff. Toda semana Lobão responde que "em 15 dias" o projeto será enviado ao Congresso. Isso, já há mais de ano. Aliás, nesta semana, o ministério informou que o código estará no Congresso nos próximos 15 dias. Segundo Lobão "as questões de concessões demoram porque têm que ser decididas com segurança".

O ministro exemplifica: quando foi criado o grupo de trabalho para fazer o marco regulatório do Pré-sal, "pensávamos em resolver tudo em três meses. Levamos três anos". Sempre que os projetos ficam prontos, Dilma diz: "Vamos espancar a lei". Isso significa esmiuçar cada artigo do projeto em busca de erros, contradições com a legislação existente, sua constitucionalidade. "Isso leva tempo", diz Lobão. É o que estaria acontecendo, no momento, com o programa para importar 10 mil médicos - 6 mil cubanos - que tanto aflige o ministério da Saúde. A Casa Civil ainda está "espancando a lei": qual tipo de visto será concedido aos médicos estrangeiros?

NOVE ANOS elaborando o código de mineração?????

NOVE?????

Isso não tem outro nome: incompetência.

Esse papo de "espancar" um projeto para que ele fique bom é bobagem. A realidade mostra que os projetos que chegam ao Congresso estão ruins demais. O caso das privatizações recentes da Dilma e do Lulla, que incluem portos, estradas e aeroportos, mostra isso. Desde 2007 isso vem sendo mudado, e as estradas privatizadas pelo governo federal ainda não estão prontas; os projetos, cheios de erros, não atraíram empresas interessadas em investir.

A Dilma anunciou o programa de privatização das rodovias federais em 2007.

O que aconteceu em 2008?

E em 2009?

E em 2010?

E em 2011?

E em 2012?

Estamos em 2013, e ainda não saiu nada.

Isso tem um único nome: INCOMPETÊNCIA.

"O processo de governo é muito ruim", diz um ministro que tem uma pilha de projetos sendo "espancados" na Casa Civil. Os empresários criticam os ministros e os ministros, com raras exceções, criticam a Casa Civil da ministra Gleisi Hoffmann, habitada, segundo eles, por técnicos jovens, inexperientes e, às vezes, arrogantes. Não é raro um deles ligar para um ministro de Estado a fim de tomar satisfações sobre algum projeto. Constrangidos, os ministros respondem.

Precisa comentar muito aqui?
Os ministros respondem porque são medíocres, só isso. 

O estilo Dilma faz escola no governo. Em uma reunião recente entre técnicos dos ministérios do Planejamento e da Integração Nacional, discutia-se a liberação de verbas para municípios e a secretária-executiva do Planejamento, Eva Chiavon, mandou fazer a "transferência fundo a fundo", como se diz no governo. O pessoal da Integração Nacional achou por bem advertir que esse era um dos mais conhecidos focos de corrupção. "Manda para os municípios e os prefeitos que se expliquem depois aos tribunais de contas deles". Alguém advertiu que já não era bem assim hoje, como demonstram decisões do Tribunal de Contas da União, mas principalmente agora que o STF acatou a teoria do "domínio do fato" para condenar José Dirceu como mandante do mensalão. Eva não se deu por vencida e saiu-se com a frase que encerra muitas discussões: "A presidenta mandou".

Novamente a estória de usar a posição de "chefe" para evitar a argumentação, o convencimento, a negociação. "A presidenta mandou" é a frase que encerra a discussão - se a "presidenta mandou", escolhe-se qualquer coisa que a "chefa-que-se-acha-a-rainha-do-Egito" quer, ainda que seja uma decisão economicamente ruim, ilegal ou qualquer coisa.

Além de demonstrar que o autoritarismo fala mais alto, sempre.

"A presidenta não se conforma com avaliações genéricas. Ela quer saber dos resultados, dos detalhes", diz a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "Ela questiona, pede correções, reorienta. Isso é fundamental para o sucesso de um programa e de um projeto", explica. "Às vezes, até pode demorar um pouco mais. Mas ele é bem estruturado e dá resultado consistente. Não podemos ter projetos superficiais e genéricos para lançar e depois não ter sustentabilidade".

Engraçado… o PAC está empacado (nem o governo fala mais dele, pois foi uma propaganda enganosa que não vingou, claro), diversos programas que o Lulla lançou (e colocou a Dilma como "gestora" de cada um deles) sumiram do mapa porque se mostraram um fracasso (Fome Zero, Primeiro Emprego, entre outros), a economia está parada, a inflação está descontrolada, enfim, está uma zona… E a ministra Gleise justifica a demora por causa da suposta preocupação com os detalhes para que os projetos dêem resultado?

Querida, os projetos demoram anos e, ainda assim, são um fracasso.

Isso significa, em bom e claro português: vocês são lentos e incapazes.

Entendeu ou precisa desenhar?

Na equipe econômica chama-se as escolhas de Dilma de "estilingadas", decisões que, depois de tomadas, batem num muro e voltam. Só um ano e meio depois de estar no comando do governo ela se convenceu de que o Estado brasileiro não está em condições de investir e admitiu fazer as concessões. Ainda assim, tabelou por baixo o lucro das empresas, no caso das rodovias. Voltou atrás, quando percebeu que não daria certo.

Quem escreveu a matéria foi gentil, recorreu ao eufemismo elevado à vigésima potência multiplicado por 10: em 2007 a Dilma apresentou a programa de privatização das rodovias, e hoje, maio de 2013, ainda não se sabe se haverá ou não a privatização, se vai sair neste ano, em quais termos etc. São mais de SEIS ANOS.

SEIS ANOS SE PASSARAM e nada foi feito!!!!!!

Aliás, quando da aprovação da MP dos Portos (dias atrás), li uma entrevista de alguém do (DES)governo que, caso a MP não fosse aprovada,  haveria um colapso nos portos, porque o volume de exportações seria muito maior do que a capacidade de escoamento. Sendo mais específico, a ministra da Casa Civil da Dilma declarou o seguinte numa entrevista à Folha de São Paulo:

Mas por que foi criada essa resistência tão forte dos operadores em portos públicos?
Temos hoje um porto público com capacidade de movimentar 370 milhões de toneladas em cargas. Em 2015, nós já estaremos movimentando 375 milhões. Ou seja, estamos no limite da capacidade. Temos então de aumentar esta capacidade. Para isso, não podemos permitir que uma reserva de mercado fique em detrimento da eficiência do país.

Cara ministra: sua chefA, Dilma Rousseff, tornou-se ministra da Casa Civil em 2005. Em 2015, a data que a senhora menciona como "limite" para aumentar a capacidade dos portos, completar-se-iam DEZ ANOS em que a presidentA Dilma não fez nada sobre o assunto. Seja como ministra (desde 2005), seja como presidentA (desde 2010), DILMA ROUSSEFF NÃO FEZ ABSOLUTAMENTE NADA PARA RESOLVER ESSE PROBLEMA.

E agora, em 2013, ela quer que o Congresso aprove a medida provisória a toque de caixa?

Isso revela incompetência mais autoritarismo. Gente que não sabe qual a função do Congresso.
Não, dona Dilma, o Congresso não é, ao menos em tese, obrigado a aprovar todos os projetos do Executivo apenas e tão somente porque "a presidenta mandou".

Ainda que este Congresso atual seja, ipso facto, uma pocilga, o Legislativo não é feito para ser capacho do Executivo.

E Dilma, você não é a rainha do Egito; você é apenas uma burrocrata incompetente.

Portanto, MENAS

Restrinja-se à sua insignificância e à sua gritante incompetência.

 

28 de maio de 2013

O humanismo e o nível intelectual da esquerda brasileira

No último domingo, 26/05, morreu Roberto Civita, diretor da Abril S/A.
A partir da divulgação da notícia, vejam abaixo algumas reações oriundas da esquerda brasileira (clique nas imagens para ampliar):













Destaquei alguns itens que demonstram ignorância, e outros que ilustram a conhecida cara-de-pau. Estas são algumas poucas coisas que vi pelo twitter, mas já são suficientes para ilustrar não apenas o baixo nível intelectual da esquerda brasileira (como se isso fosse alguma novidade!), mas também ajudam a demonstrar sua hipocrisia latente: quando o Lulla estava em tratamento contra o câncer, essa mesma matilha de boçais gritava que era um absurdo usar a doença para atacar a pessoa.
Vê-se que esta "máxima" só vale para os outros - eles, membros da trupe de palhaços adestrados pelo PT, são imunes a isso.

Esta é a esquerda que defende os direitos humanos, grita "higienista" para qualquer coisa, que jamais leu Marx a ponto de entendê-lo mas usa seu iPhone para defender o socialismo no Facebook e no Twitter...

Um dos abobadinhos ali ainda usa um inglês macarrônico, ridículo, para dizer que a Veja é uma revista de direita - obviamente o pateta não sabe o que é direita. Nem inglês. Nem revista.

Essa é uma amostra da mentalidade tacanha, ridícula e ignóbil da esquerda.