27 de abril de 2012

Invenção da Xerox, a empresa das copiadoras, que acabou sendo copiada

Ironia do destino: a Xerox, empresa que ficou mundialmente famosa como sinônimo de copiadora (ou máquina de "xerox" mesmo) acabou tendo uma de suas maiores invenções copiadas.

Anos depois, a Xerox enfrenta dificuldades. Enquanto isso, MicroSoft e Apple estão entre as maiores (e mais lucrativas) empresas do mundo - especialmente a Apple.

Eis o vídeo interessantíssimo de uma propaganda de 1972, na qual a Xerox apresentava sua visão sobre o futuro do "computador":

Interessante, não?!

Em abril de 2012 (alguns dias atrás!), leio esta matéria no Valor Econômico (íntegra AQUI):

A Xerox registrou lucro líquido de US$ 269 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 4% na comparação com o mesmo período de 2011. As vendas da empresa de tecnologia apresentaram queda de 5%, também em bases anuais, para US$ 1,59 bilhão. Por outro lado, o faturamento com serviços e aluguéis, no entanto, subiu 4%, a US$ 3,77 bilhões.Logo xerox
Com isso, a receita líquida da companhia ficou quase estável, em US$ 5,50 bilhões, um avanço anual de 1%. No entanto, esses ganhos foram neutralizados também por um crescimento igual dos custos e despesas gerais, que finalizaram o trimestre em US$ 5,19 bilhões.

O balanço do primeiro trimestre mostrou uma redução da eficiência da Xerox. A margem operacional cedeu 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2011, até 8,5%.

Para voltar a se expandir, a empresa confirmou que vai continuar investindo no segmento de serviços. “Agora, os serviços representam mais de metade de nossa receita total e vão continuar sendo o motor de crescimento de nossa companhia, enquanto aumentamos nossa oferta de BPO (terceirização de processos de negócios, na sigla em inglês)”, afirmou Ursula Burns, presidente-executiva da Xerox.

No primeiro trimestre deste ano, a receita da companhia com BPO subiu 13%, frente aos mesmos meses de 2011. Enquanto isso, o ITO, que se refere à terceirização em tecnologia da informação manteve-se estável.

E como estão Apple e MicroSoft agora em 2012?!
Apple tornou-se maior do que MicroSoft e Xerox SOMADAS, por exemplo, e tornou-se aquela empresa capaz de influenciar resultados das maiores bolsas de valores do mundo todo:

A forte alta das ações da Apple e os comentários “suaves” (dovish) do presidente do Federal Reserve deram impulso aos mercados de ações e o índice Nasdaq Composite encerrou o pregão com a maior alta do ano.

O índice Dow Jones subiu 0,69% e fechou aos 13.090,723 pontos, enquanto o S&P-500 avançou 1,36% e fechou aos 1.390,69 pontos.

O Nasdaq subiu 2,30% e fechou aos 3.029,63 pontos, impulsionado pela alta de 8,87%, para US$ 610,00, das ações da Apple. Na noite de terça-feira, a gigante do setor de tecnologia anunciou robustos lucros no primeiro trimestre, que foram impulsionados pelas fortes vendas do iPhone e do iPad.

O balanço da Apple ajudou a dissipar os temores de uma potencial desaceleração nas vendas do iPhone e deram impulso as ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

A alta de hoje foi a maior das ações da Apple desde novembro de 2008 e ajudou a apagar boa parte das perdas acumuladas desde o início do mês. A Apple viu o seu valor de capitalização no mercado disparar quase US$ 50 bilhões hoje, acrescentando no mercado o valor equivalente a uma Hewllet-Packard em apenas uma sessão.

“A máquina da Apple está intacta”, disse Jeff Morris, gerente de carteira e chefe de transações com ações da Standard Life Investments. “De tempos em tempos, o mercado fica preocupado sobre a possibilidade da Apple ficar grande demais para crescer, mas o crescimento da receita, as margens e os lucros parecem ter silenciado” esses temores, acrescentou.

O balanço da Apple deu impulso as ações da Broadcom, uma fornecedora da cadeia de produção do iPhone, que subiram 6,07%. Isso, por sua vez, fez o setor de tecnologia registrar o melhor desempenho no S&P-500, em um dia que todos os 10 setores do índice fecharam em território positivo.

Matéria do Valor Econômico de 25/04/2012, na íntegra AQUI.

Quanto à MicroSoft....

A Microsoft teve uma receita de US$ 17,41 bilhões em seu mais recente trimestre fiscal - o terceiro do ano de 2012, segundo o calendário da companhia. Já o lucro teve uma ligeira retração de 2,3%, ficando em US$ 5,1 bilhões (foram US$ 5,23 bilhões no mesmo período do ano passado).

O resultado satisfez analistas, já que o lucro por ação divulgado pela companhia ficou acima das estimativas compiladas pela Bloomberg: foi de US$ 0,60, contra projeções de US$ 0,57. Às 17h33, as ações da companhia subiam 2,90% nas negociações que acontecem após o fechamento do mercado, o after market.

Das cinco linhas de operação da empresa, apenas a de Entertainment & Devices teve queda nas receitas: 16%, para US$ 1,62 bilhão. De acordo com a companhia, a unidade foi impactada pela desaceleração nas vendas do console Xbox 360. O melhor desempenho ficou com a área de Server and Tools - que vende softwares para os departamentos de tecnologia da informação (TI) das empresas. A receita cresceu 14%, para US$ 1,73 bilhão.

"Com a proximidade do lançamento de novos PCs e tablets equipados com o Windows 8, a chegada da nova versão do Office e uma grande variedade de produtos e serviços para empresas e consumidores residenciais, vamos entregar muita coisa para nossos consumidores ao longo do ano", escreveu Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft em comunicado.
Extraído do Valor Econômico de 19/04/2012, na íntegra AQUI.


RESUMINDO: A HISTÓRIA PODE SER MUITO CRUEL COM EMPRESAS QUE TÊM BOAS INVENÇÕES MAS FALHAM AO TRANSFORMÁ-LAS EM INOVAÇÕES.

 

25 de abril de 2012

O politicamente correto é de uma ignorância ABISSAL

Li esta notícia ontem (íntegra AQUI), e quase caí da cadeira:
Uma consumidora de São Paulo abriu uma representação no Conar, reclamando que o comercial "Bebê - sem papel", lançado pelo Itaú em janeiro deste ano, não trazia nenhuma advertência aos consumidores sobre a importância de guardar os comprovantes de suas transações bancárias.
Eis aqui o comercial em questão:



Pois bem, a consumidora que fez esta reclamação é uma anta apoplética em estado avançado de demência profunda. Possivelmente a mania de tentar ser "politicamente correto" dizimou os poucos e parcos neurônios que a anta apoplética ainda tinha.

Pessoalmente, acho o comercial em si bem chatinho, sem graça mesmo.
Mas todo publicitário falido e em meio a uma crise de boas idéias sabe que fazer comercial com criancinhas ou cachorrinhos sempre dá certo, mesmo que seja uma porcaria - basicamente, porque dá audiência, haja vista que as pessoas acham "fofo", ou algo do gênero.

Agora, a criatura reclamar porque o banco não enfiou um texto alertando sobre a importância de guardar os comprovantes em papel?!
Me poupe!!!!!!

Esse paternalismo incrivelmente idiota é simplesmente repugnante.
Então o Itaú (ou qualquer outra empresa que faça uma propaganda) agora teria a obrigação de "instruir" os consumidores sobre uma coisa tão óbvia?!

Claramente esta consumidora não tem o que fazer da vida.

15 de abril de 2012

Unificação das marcas Telefonica e Vivo - uma homenagem

A partir de hoje, a marca Telefonica passa a ser substituída pela marca Vivo. Os detalhes podem ser lidos AQUI.

Minha singela homenagem à Telefônica, ops, à Vivo:


13 de abril de 2012

Os três porquinhos na versão do engenheiro

COMO UM  ENGENHEIRO CONTA HISTÓRIA PARA O NETINHO DORMIR:


O  neto quer dormir e pede ao avô (engenheiro) para contar uma história.

Ele conta a dos três porquinhos.

"Meu Neto, era uma vez três porquinhos, P1, P2 e P3, e um Lobo Mau, por definição, LM, que os vivia atormentando.

P1 era sabido e já era formado em Engenharia.

P2 era  arquiteto  e  vivia em fúteis devaneios estéticos, absolutamente  desprovidos de cálculos rigorosos.

P3 fazia Design de Interiores.

LM,  na  Escala  Oficial  da ABNT para medição da Maldade (EOMM), era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa  decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem  escrúpulos e cobiçava a propriedade  que  pertencia  aos Pn (onde 'n' é um número natural e varia entre  1  e  3),  visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica.

Mas, nesse promissor perímetro, P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.

Já  P2  montou  uma  casa de blocos articulados feitos de mogno, que mais parecia um castelo lego tresloucado.

Enquanto  P3  planejou  no  Autocad  e  montou ele mesmo, com barbantes e isopor  como  fundamentos,  uma  cabana de palha com teto solar, e achava aquilo 'o máximo'.

Um dia, LM foi até a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:

-  'Uahahhahaha,  corra,  P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o CREA  para  denunciar  sua  casa  de  palha  projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual!'

Ao  que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do CREA já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a
casa de P2.

Mas  quando  chegou  lá,  encontrou  LM  à  porta,  batendo  com força e gritando:

-  'Abra  essa  porta,  P2,  ou  vou  gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace,   para  denunciar  que  você  usou  madeira  nobre  de  áreas não-reflorestada e areia de praia para misturar no concreto.'

Antes  que P2 alcançasse a porta, esta foi posta abaixo por uma multidão ensandecida  de  eco-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam  os destroços,  pixando  e  entoando palavras de ordem.  Ao que segue  P3  e P2 correm para a casa de P1. 

Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.

P1: 'O que houve?'

P2:  -  'LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.'

P3:  -  'Não  temos  para onde ir. E agora, que eu farei?  Sou apenas um formando em Design de Interiores!'

Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu netinho! o som correto não é esse.)

LM:  -  'P1,  abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do CREA em cima de você!!! e se for preciso até aquele tal de CONFEA.'

Como  P1  não  abria  (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do...do... design), LM chamou os fiscais. Quando estes lá chegaram, encontraram todas as obrigações e taxas pagas e saíram sem nada argüir. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o  Greenpeace,  mas  todo  o  projeto  e  implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.


Cansado  e  esbaforido,  o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém  super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de  P1  pela parede, subiu até a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadi-la.

Mas  quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado  por  P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma  catapulta  que impulsionou, com uma força de 33.300 N (Newtons), LM para cima com uma inclinação de 32,3° em relação ao solo.

Este  subiu  aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade vertical chegou a zero, a 200 metros do chão.

Agora, meu filho/neto, antes que você pegue num repousar gostoso e o Vovô te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8m/s², calcule:

a) a massa corporal do lobo.
b)  o  deslocamento  no  eixo  'x'  do  lobo, tomando como referencial a chaminé.
c)  a  velocidade  de  queda de LM quando este tocou o chão (desconsidere o atrito pela resistência do ar)

12 de abril de 2012

Tripé macroeconômico atualizado (?)

Achei o título do artigo estranho, mas o conteúdo vale a pena:

Ctrl-C Ctrl-V

Alexandre Schwartsman
Folha de São Paulo, 11/04/2012

Todos conhecem a história do sapo na panela, aquele que não pula, mesmo quando a temperatura se torna insuportável, desde que a água vá esquentando bem devagarinho. Ao final do conto o anfíbio entorpecido morre escaldado, incapaz de perceber as mudanças que afetaram o ambiente ao seu redor.

É difícil não pensar a fábula do sapo como uma metáfora para a mudança do padrão de política econômica no país de uns anos para cá. O tripé macroeconômico – câmbio flutuante, metas para a inflação e superávits primários – se tornou praticamente irreconhecível. Só alguém muito desatento poderia crer que o regime cambial no Brasil é flutuante quando ministros de Estado afirmam “não administrar o câmbio” ao mesmo tempo em que prometem “tentar manter essa taxa aí [R$ 1,80/dólar]”.

Da mesma forma, nem a lendária Velhinha de Taubaté acreditaria que o BC – que, otimista, prevê a inflação quase um ponto acima da meta no próximo ano, mas mesmo assim estimula a economia – segue de fato um regime de metas para a inflação.

Já do lado fiscal as notícias não são melhores. Trabalho recente dos economistas do Itaú revela, por exemplo, que o superávit primário “estrutural” do setor público (livre da contabilidade criativa, particularmente intensa nos últimos anos, assim como dos efeitos do ciclo econômico sobre despesas e receitas públicas) caiu persistentemente comparado aos níveis registrados entre 2003-05. Enquanto naquele período a diferença “estrutural” entre receitas e despesas não financeiras superou o equivalente a 4% do PIB, nos últimos quatro anos teria atingido cerca de 2% do PIB em média, uma expansão fiscal considerável.

Por onde quer que se olhe, é inevitável perceber que a água fica mais quente a cada dia, muito embora o sapo tenha permanecido, pelo menos até agora, confortavelmente chapado. A água, porém, vai se aquecer ainda mais caso se materializem as propostas ventiladas neste final de semana acerca da possibilidade da re-renegociação das dívidas dos estados.

Não é segredo que a reestruturação das dívidas estaduais na segunda metade dos anos 90 foi, em conjunto com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a pedra fundamental na mudança da sua postura fiscal. Os estados, é bom que se diga, foram pesadamente subsidiados quando a União assumiu suas dívidas (cujo custo era bastante superior ao pago pelo governo federal) e lhes emprestou a taxas muito favoráveis.

Em contrapartida, contudo, foram obrigados a ajustar suas contas, resultado não muito diferente daquele que ocorreria na Europa, caso os países da Zona do Euro enveredassem por este caminho. Não por acaso, os estados – deficitários até 1998 – têm contribuído regularmente para o superávit primário do setor público após a reestruturação.

Também não é segredo que, a despeito do imenso subsídio, governadores tentaram desde o início sabotar este acordo, sem, é claro, ameaçar as condições favoráveis para si, mas buscando solapar exclusivamente sua obrigação de pagar o que devem para a União. Sempre quiseram, a todo custo, se livrar da camisa-de-força fiscal que os obriga a gerar superávits primários.

Este sonho ancestral está prestes a virar realidade. O governo federal acena com alterações nas regras do jogo que, se postas em prática, não apenas permitirão que os estados reduzam seus saldos fiscais, mas também representarão a primeira modificação relevante na LRF, abrindo a porteira para novas mudanças. Não é preciso muito para concluir que isto levará à deterioração adicional das contas públicas.

Não se trata da primeira (nem segunda) vez que este problema aparece, nem é meu primeiro artigo a respeito. A novidade é que, desta vez, as chances de uma derrapada fiscal estão se tornando bem maiores. Já disse não nutrir ilusões sobre a capacidade de artigos de jornal mudarem o mundo, mas, por Tutatis, como gostaria de estar enganado.

ALEXANDRE SCHWARTSMAN, 49, é doutor em economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley), ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil, sócio-diretor da Schwartsman & Associados Consultoria Econômica e professor do Insper.

www.maovisivel.blogspot.com
alexandre.schwartsman@hotmail.com

10 de abril de 2012

Toda a obra de Charlie Chaplin, como ator, disponível on-line

O Open Flix é um canal do YouTube, administrado pelos criadores do site Cinevault, portal especializado em filmes de domínio público ou que tiveram seus direitos de exibição cedidos. O acervo tem mais de 1000 filmes disponíveis on-line. 
 
Um dos destaques do canal é uma seção destinada a Charlie Chaplin, na qual estão disponibilizados todos os filmes (integrais ou trechos) em que Chaplin atuou como ator. 
 
Charles Spencer Chaplin nasceu em Londres, em 16 de abril de 1889, e morreu em 25 de dezembro de 1977. Foi o maior nome da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. Sua carreira também foi uma das mais profícuas da história do cinema, durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido, durante a Era Vitoriana, até sua morte aos 88 anos, em 1977. Seu principal e mais famoso personagem foi o vagabundo Carlitos. 
 
Em 1972, Charlie Chaplin recebeu o Oscar pelo conjunto de sua obra e pelo “efeito incalculável que teve em tornar os filmes uma forma de arte”. Durante a cerimônia de entrega do prêmio recebeu a mais longa ovação da história do Oscar: foi aplaudido de pé, por cerca de dez minutos.
 
Para acessar o canal do YouTube: http://bit.ly/IcybKm 
Para acessar o portal Cinevault: http://www.cinevault.com/
 
 
Chaplin bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.

Influenciado pelo trabalho dos antecessores - o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière - e compartilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford, foi influenciado pela mímica, pantomima e o gênero pastelão e influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas como Federico Fellini, Os Três Patetas, Peter Sellers, Milton Berle, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson, Johnny Depp, Michael Jackson, Harold Lloyd, Buster Keaton e outros diretores e comediantes. É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos "pais do cinema", junto com os Irmãos Lumière, Georges Méliès e D.W. Griffith.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin fundou a United Artists em 1919.

Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou "O Vagabundo" no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e - sua marca pessoal - um pequeno bigode-de-broxa.

Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão americano Samuel Reshevsky.

Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam."

Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d 'Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).

Abaixo, o momento em que este gênio recebeu o Oscar:

 
 

7 de abril de 2012

Visa e NHL: boa música e boa propaganda

Eis aí uma propaganda da Visa, parceira comercial da principal Liga de Hóquei da América do Norte, numa excelente sacada, acompanhada de um clássico do rock:



Oportuna a propaganda, já que neste fim de semana acaba a temporada normal, para início dos playoffs.
Em tempo: estarei torcendo para que meu New York Rangers ganhe a Stanley Cup, coisa que não ocorre desde a temporada 1993/1994, quando contávamos com Mark Messier, Brian Leetch, Mike Richter e Adam Graves.

6 de abril de 2012

Incapacidade gerencial de Lulla e Dilma arruinando a Petrobras

Em Janeiro de 2008, eu havia escrito o seguinte:
No ano passado, muitos PTistas fizeram um verdadeiro “carnaval fora de época” quando a Petrobrás anunciou descobertas de campos de petróleo e gás natural.Bom, como a empresa existe, basicamente, para produzir energia (de qualquer fonte), uma ótima notícia, sem dúvidas.
Porém, como de costume, tentou-se fazer os coitados ignorantes que sustentam Rei Mulla em seu trono que aquelas descobertas teriam alguma relação com supostos méritos do PT. Aí a mentira grassava.

Duas notícias publicadas em 1999, na FOLHA e no ESTADÃO, tratam de descobertas de um campo de petróleo. Os méritos de ambas as descobertas (tanto a de 1999 como as de 2007) NÃO são dos governos, nem dos governantes – mas sim da Petrobrás. Trocando em miúdos: não foi o FHC quem descobriu petróleo em 1999, assim como não foi o Lulla que descobriu petróleo em 2007.
Foi a Petrobrás.


Porém, muita gente sem cérebro comemorou as descobertas de 2007 como se fossem méritos do PT. Muita ignorância !
Uma empresa no setor petrolífero, como é o caso da Petrobras, precisa fazer investimentos altíssimos, de longo prazo, para colher frutos. A despeito da inserção de um bando de sindicalistas de bosta nos quadros da Petrobras (e de outras estatais, registre-se) desde 2003, a empresa ainda detém um know-how mundialmente reconhecido em exploração de petróleo no mar; os investimentos feitos hoje somente começaram a trazer resultados em 5 anos ou mais, jamais antes.

Isso precisa ficar claro, porque muita gente foi bombardeada com propagandas políticas mentirosas, que associavam as descobertas da Petrobras à “administração” (sic) do PT. Balela.

A matéria da Folha (de 22 de Setembro de 1999, na íntegra para assinantes aqui) eu reproduzo abaixo, e destaco o trecho em que FHC remeteu-se a 1971 para tratar do êxito da Petrobras (grifos meus):
Petrobras descobre megacampo
O presidente Fernando Henrique Cardoso, a diretoria da Petrobras e o ministro Rodolfo Tourinho (Minas e Energia) anunciaram ontem a descoberta de um “megacampo” de petróleo na bacia geológica de Santos.

Cálculos preliminares da empresa estatal indicam que o campo tem um potencial de extração entre 600 milhões e 700 milhões de barris de óleo ultraleve, em prazo estimado de 20 anos. O valor dessa produção é avaliado em US$ 10 bilhões.
O presidente Fernando Henrique Cardoso interrompeu a sua agenda política -estava conversando com deputados do PPB- ontem no início da noite para receber a diretoria da Petrobras.

Em seguida, convocou a imprensa para anunciar a descoberta. “Quero aproveitar a oportunidade porque acho que notícias dessa natureza devem ser sublinhadas. O esforço é longo -vem desde 1971-, mas agora é que foi coroado de êxito”, disse FHC.
Segundo a Petrobras, o óleo encontrado é de boa qualidade e de um tipo ainda inédito no país. Foi localizado em profundidades de 3.828 a 4.148 metros. Regionalmente, o poço fica a 165 km a sudoeste da cidade do Rio e a 300 km da cidade de São Sebastião, no litoral paulista.

O diretor da Petrobras José Coutinho Barbosa afirmou que a extração pode começar em um ano e meio ou dois anos. O maior campo de petróleo brasileiro hoje fica na bacia de Campos e tem um potencial de 2,2 bilhões de barris.
“Também queria cumprimentar a Petrobras porque nós estamos marchando com mais celeridade. Ainda mais agora, que nós temos competição, para que vejam como a competição é positiva. Àqueles que temiam pela Petrobras -eu nunca temi, sempre achei que a Petrobras tinha condições de enfrentar o desafio da competição- (essa descoberta) demonstra a capacidade técnica da Petrobras”, disse o presidente da República.
Moral da história: novamente Lulla roubou os méritos. Eles são da Petrobras, e não do PT ou do Lulla.
Em 30 de Março de 2012, o Valor informou o seguinte (grifos meus também):
A Petrobras pretende importar 80 mil barris por dia de gasolina em média em 2012. O volume supera em cerca de 20 mil barris por dia o montante importado em 2011.
Segundo o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, nos dois primeiros meses de 2012, a importação de gasolina foi 34% superior a igual período de 2011
. A importação de diesel, na mesma comparação, subiu 10%.

Finalmente, em 05 de Abril de 2012, o blog do Augusto Nunes aponta:
Com o título Lembranças da OPEP, o jornalista Carlos Brickmann, sempre brilhante, publicou em sua coluna a seguinte nota:

Lembra quando o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo, ia mudar a matriz energética do mundo com o álcool, teria todos os problemas resolvidos com o pré-sal? Bom, o álcool está aí, mas o Brasil o importa dos EUA (aquele álcool que era antieconômico, lembra?)

Quanto à autossuficiência em petróleo, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informa que vamos importar 80 mil barris diários de gasolina. Traduzindo os números: de 1969 a 2009 não precisamos importar gasolina. Em 2009 voltamos a importar, nove mil barris por dia. Em três anos, a importação se multiplicou quase por dez.


Volto para a constatação: conjugados, o excesso de idiotia e a falta de memória garantem a mansidão bovina de milhões de brasileiros. A manada se contenta com pouco, acredita em tudo e não cobra nada.
Os anos estão passando, e o PT está, cada vez mais, arruinando o imenso potencial da Petrobras.
Lamentável.

2 de abril de 2012

Os 100 maiores livros não ficcionais

O suplemento “Livros”, do jornal inglês “The Guardian”, publicou uma lista dos 100 maiores livros não ficcionais já escritos. A lista, que gerou uma grande polêmica, foi dividida em 17 categorias: arte, biografia, cultura, meio ambiente, história, jornalismo, literatura, matemática, memórias, mente, música, filosofia, política, religião, ciências, sociedade e viagens. 

Livros das últimas décadas como “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez, “Pós-Guerra”, de Tony Judt, “Os Anéis de Saturno”, de W.G. Sebald, “Uma Breve História do Tempo”, de Stephen Hawking, dividem a lista com clássicos literários dos últimos séculos como “As Histórias”, de Heródoto, “Assim falou Zaratustra”, de Friedrich Nietzsche, “Os Ensaios” de Michel de Montaigne, “Confissões” de Jean-Jacques Rousseau e “Elogio da Loucura”, de Erasmo. 

O site do jornal também disponibilizou um formulário para que os leitores que discordarem do resultado possam apontar livros que ficaram fora lista. Como em qualquer lista, o resultado pode até ser questionável, mas não menos divertido. 


Michel Eyquem de Montaigne (Saint-Michel-de-Montaigne, 28 de fevereiro de 1533 — Saint-Michel-de-Montaigne, 13 de setembro de 1592) foi um escritor e ensaista francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal. Nas suas obras e, mais especificamente nos seus "Ensaios", analisou as instituições, as opiniões e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a generalidade da humanidade como objecto de estudo. É considerado um céptico e humanista.

Montaigne começou a sua educação com o seu pai. Este tinha um espírito por um lado vigilante e metódico e por outro aberto às novidades. Após estes estudos enveredou pelo Direito. Exerceu a função de magistrado primeiro em Périgoux (de 1554 a 1570) depois em Bordéus onde travou profunda amizade com La Boetie.

Retirou-se para o seu castelo quando tinha 34 anos para se dedicar ao estudo e à reflexão. Levou nove anos para redigir os dois primeiros livros dos Essais. Depois viajou por toda a Europa durante dois anos (1580-1581). Faz o relato desta viagem no livro Journal de Voyage, que só foi publicado pela primeira vez em 1774.

Foi presidente da Câmara em Bordéus durante quatro anos. Depois, regressou ao seu castelo e continuou a corrigir e a escrever os Essais, tendo em vista o estilo parisiense de exposição doutrinária. Os seus Ensaios compreendem três volumes (três livros). Os seus Ensaios vieram a público em três versões: Os dois primeiros em 1580 e 1588. Na edição de 1588, aparece o terceiro volume. Em 1595, publica-se uma edição póstuma destes três livros com novos acréscimos.

Os Essais são um autorretrato. O autorretrato de um homem, mais do que o autorretrato do filósofo. Montaigne apresenta-se-nos em toda a sua complexidade e variedade humanas. Procura também encontrar em si o que é singular. Mas ao fazer esse estudo de auto-observação acabou por observar também o Homem no seu todo. Por isso, não nos é de espantar que neles ocorram reflexões tanto sobre os temas mais clássicos e elevados ao lado de pensamentos sobre a flatulência. Montaigne é assim um livre pensador, é um pensador sobre o Humano, sobre as suas diversidades e características. E é um pensador que se dedica aos temas que mais lhe apetecem, vai pensando ao sabor dos seus interesses e caprichos.