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30 de junho de 2009

Para não dizer que não falei das flores....

Quem acompanha meus posts aqui no blog sabe que já citei a revista HSM-Management algumas vezes.
E, para fazer justiça, devo registrar: a Exame não é a única publicação "de negócios" a cultuar Jim Collins - a Management faz a mesma coisa.

Estava eu aqui organizando minhas revistas, e outras "tralhas" perdidas pelo escritório, e me dei conta que não praticamente NENHUMA edição da Management ao longo de 2008 e 2009. Sou assinante há tempos (uns 6 anos, talvez), mas - assim como a Exame - a Management tem publicado tantas porcarias, que nem me dou ao trabalho de retirá-la do saquinho plástico: simplesmente vou empilhando, e priorizo outros afazeres.

Agora, em férias, ao organizar a bagunça, cá estava eu verificando se não faltava nenhuma edição, colocando tudo em ordem cronológica (neurótico, eu ?! Imagina!), e achei a edição de 2007 que traz na capa ninguém menos do que o fanfarrão Jim Collins.
A matéria de capa é uma entrevista, disponível AQUI.
Esta entrevista, publicada em 2007, só vem a reforçar o que escrevi no fim de semana, sobre a Exame - mas agrava situação da Exame: não apenas o Jim Collins tem zero de conteúdo relevante, como a Exame fez uma cópia mal-feita da matéria da Management.

Que feio......!!!!!
E olha que a HSM-Management nem é tudo isso para ser copiada desse jeito !!!!!!!!!!!!

Bom, para encerrar qualquer menção a este picareta do Collins, ficam as recomendações de mais algumas leituras, desta vez acessíveis via web: AQUI, AQUI, AQUI, AQUI eAQUI. Desta forma, vou parar de perder meu tempo com esta fraude, e aproveitar minhas férias lendo BONS livros.....

 

11 de setembro de 2008

A grandeza do guru Jim Collins detonou 200 bilhões

Esta é a apresentação que vemos no site da HSM, sobre um dos palestrantes da próxima ExpoManagement:
Considerado pela Fortune Magazine como um dos mais influentes pensadores vivos de management, é também o mais lido autor de negócios da atualidade. Jim Collins é autor de quatro livros – incluindo o clássico Built to last, que registra 3,5 milhões de cópias vendidas e até hoje figura em listas de best-sellers. Seu mais recente sucesso Good to great: why some companies make the leap... and others don't que já vendeu mais de 2 milhões de cópias e foi traduzido para 22 idiomas. Sua seleção dos "Maiores CEOs da História" foi matéria de capa da Fortune Magazine.
Bonito, né ?!
Agora, uma belíssima lembrança do Clemente Nóbrega:
Essa tal Fannie Mae que acaba de receber uma grana preta do tesouro americano para não quebrar,não é uma daquelas que Jim Collins garantiu ter ultrapassado o patamar das empresas simplesmente boas, e se tornado uma empresa grandiosa (great?). Não é (era) uma das raríssimas que tinham descoberto o segredo da perpetuação,por causa de seus líderes "nïvel 5",e outras presepadas ?
Pois é....... O "guru" é genial, não é ?!
O tal do "guru" Jim Collins trata da Fannie Mae AQUI.

Não me lembro de ter lido o Peter Drucker afirmar taxativamente algo parecido sobre nenhuma empresa - e, tempos depois, esta empresa causar um prejuízo deste montante.....

Por essas e outras, DETESTO esses gurus de quinta categoria....

26 de março de 2008

Teoria dos Jogos

Uma visão meio "auto-ajuda" sobre a Teoria dos Jogos...... Coisa da HSM (e de quem mais ?!)

O que a teoria dos jogos tem a ver com sua vida e com sua empresa

por Abraham Shapiro

Exemplo 1:
Uma pequena cidade do interior tem dois postos de combustíveis: o Posto A e o Posto B. O preço pelo qual ambos oferem gasolina é R$ 2,00 o litro. A qualidade é a mesma, já que os dois compram da mesma distribuidora ao preço do litro a R$ 1,50. Suponha que consumidores buscam preço baixo. Sabendo disso, o Posto A resolve baixar o preço para R$ 1,99. O que acontece? Ele conquista 100% do mercado varejista de combustíveis local. Qual a reação esperada do Posto B? Baixar para R$ 1,98. A guerra – saboreada pelos consumidores – chega ao ponto de ambos os postos atingirem um preço próximo de R$ 1,50. Nesta valor, o lucro é igual a zero.

Exemplo 2:
Uma nota de um dólar está sendo leiloada. Quem der o maior lance leva a nota. A regra exige que o segundo colocado tem que pagar o lance, porém, nada leva em troca.

Imagine como seria. Se o vencedor ganhar com um lance de US$ 0,20, ele tem um lucro de US$ 0,80. O segundo colocado, que deu um lance de US$ 0,19, somente paga os US$ 0,19. Neste caso, a banca recebe US$ 0,39 e paga US$ 1,00. Assim, o jogo termina. Mas não é bem assim. Vejamos o que seria normal suceder. Iniciado o jogo, o primeiro participante tem a perspectiva de alto lucro – coisa que desperta a cobiça de outro participante. Rompida a barreira de US$ 0,50, a banca começa a lucrar e, a partir de US$ 1,00, o jogo fica totalmente irracional. Martin Shubik, matemático de Yale e estudioso de Teoria dos Jogos, concebeu este jogo em 1971. Ele descobriu que, em média, a nota era arrematada por US$ 3,40.

Pode-se olhar com desprezo ou até com dúvida estudos advindos da Teoria dos Jogos. Mas eles têm aplicações múltiplas e curiosas. O Leilão da Nota de Um Dólar, por exemplo, é um jogo com aplicações práticas interessantes. As emissoras de televisão, por exemplo, o utilizam para determinar o tamanho dos trechos de filmes entrecortados por propagandas. O primeiro trecho de filme exibido é geralmente maior. Assim, elas induzem o telespectador a "entrar no leilão". Uma vez dentro, os trechos de filme ficam cada vez menores e os intervalos publicitários mais longos. O truque está em saber que, neste momento, o telespectador tem grande dificuldade em desistir: ele já passou do "limite de US$ 1,00".

O mesmo raciocínio aparece nos relacionamentos humanos. Pessoas se mantêm anos a fio em empregos ruins ou casamentos falidos em função de um modelo mental baseado em "Eu investi muito para desistir agora."

Outro fato curioso aconteceu na ocasião da construção do avião Concorde. Inglaterra e França souberam, em determinado ponto da empreita, que o projeto era economicamente inviável. Contudo, mesmo assim decidiram levá-lo a cabo justamente por já terem investido demais.

Numa análise mais profunda, Leilão da Nota de Um Dólar trata das atitudes humanas de "cooperação" e "deserção".

Ocorre que, do modo como foi concebido, o Leilão da Nota de Um Dólar é um jogo único, de uma só rodada. Se os jogadores jogarem seqüências de várias partidas, a deserção tende a diminuir, até desaparecer.

Um Leilão de Nota de Um Dólar jogado várias vezes convergiria para um acordo de divisão dos lucros entre os jogadores – o primeiro daria um lance de US$ 0,01 que não seria superado pelo segundo e, desta forma, os US$ 0,99 de lucro seriam divididos entre os dois. O mesmo aconteceria entre comerciantes inteligentes ao invés de praticarem guerra de preços, como no exemplo dos postos de gasolina. Daí torna-se fácil entender porque é difícil evitar a formação de cartéis. A cooperação em jogos com muitas rodadas é um ótimo negócio. Existe uma forte tendência das pessoas construírem sua reputação cooperativa e, com isto, obterem vantagens reais com isto – vantagens financeiras ou não.

Mesmo considerando que jamais será identificada, a maior parte das pessoas tende a não "fugir da raia" ou não ser desertora. Naturalmente, o ser humano gosta de ser cooperativo. Os dois opostos negativos desta dinâmica são: "deserte sempre" e "coopere sempre". Não estranhe. "Cooperar sempre" é perigoso. O cooperador incondicional está altamente vulnerável a oportunistas. Além disso, seu desempenho tende a ser pífio por falta de algum nível de competitividade.

A Teoria dos Jogos provê um conjunto de ferramentas para a análise de problemas de decisão que um indivíduo enfrenta quando seu destino depende tanto de sua própria escolha quanto da escolha de outros.


Pessoalmente, prefiro ESTA versão do assunto..... Sem "auto-ajuda" e idiotices semelhantes.