Mostrando postagens com marcador marketing. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marketing. Mostrar todas as postagens

5 de setembro de 2013

Android Kit Kat

Essa foi inusitada - mas não menos interessante:

O Google sempre batizou as diferentes versões do sistema operacional Android com o nome de doces, como Cupcake, Donut, Ice Cream Sandwich e Jelly Bean, seguindo a ordem alfabética. A nova versão do sistema, no entanto, surpreendeu ao adotar pela primeira vez o nome de uma marca conhecida de chocolate. O novo Android 4.4 vai chamar KitKat.

A informação foi confirmada pelo executivo do Google Sundar Pichai em sua página no Twitter. Antes do anúncio oficial, especulava-se que o nome do sistema seria Key Lime Pie. O executivo do Google também divulgou que existem atualmente 1 bilhão de aparelhos que utilizam Android no mercado, um novo recorde para a empresa. Com a parceria, o sistema Android, atualmente líder do mercado, deve ter ainda mais exposição.

O Google já lançou até uma página promocional do novo sistema. Na sede da empresa, em Mountain View, na Califórnia, uma estátua gigante do robô mascote do Android feita com KitKat já pode ser vista em frente ao prédio da equipe responsável pelo sistema operacional. Ainda não há informações sobre os recursos que estarão disponíveis na nova versão do Android nem uma data de lançamento prevista.

A ideia de fazer uma parceria com a Nestlé, responsável por fabricar o chocolate, partiu do próprio Google, segundo a empresa, que afirmou ao site TechCrunch que se trata de uma parceria entre as marcas, sem qualquer pagamento em dinheiro por nenhuma das partes para uso das marcas.

Mais de 50 milhões de barras de KitKat serão lançadas em uma embalagem especial com o robô mascote do sistema, que dará aos clientes a chance de ganhar um tablet Nexus 7 ou créditos na loja de aplicativos Google Play. Uma pequena quantidade de barras de KitKat com o formato de robô também será oferecida como prêmio em mercados selecionados, segundo a Nestlé. A empresa não informa, no entanto, se o Brasil está entre esses mercados. No total, 19 países receberão a edição comemorativa do chocolate.

Fonte: Link/Estadão - íntegra AQUI

Eis aí uma excelente estratégia de marketing!

O Google mantém uma prática que já era adotada (usar nomes de doces, termos populares entre crianças e adolescentes - que tornar-se-ão potenciais consumidores de seu sistema operacional em smartphones, tablets e outros dispositivos ainda a serem inventados), e, portanto, mantém seu branding (e respectivos valores); a Nestlé atrai mais visibilidade para uma de suas marcas mais conhecidas, tendo a chance, inclusive, de revigorar o recall, e associar um produto tradicional/clássico com um sistema operacional de smartphones - ou seja, algo "moderno", "inovador".

Parabéns aos envolvidos - mas eu seguirei comprando apenas o chocolate, pois ainda prefiro o iOS.

Androidkitkat600 

4 de setembro de 2013

Microsoft segue ladeira abaixo - e quer arrastar a Nokia junto

Não quero dar uma de "vidente", mas... EU DISSE, EU DISSE!

Comecei a redigir este post há, sei lá, 2 semanas mais ou menos - mas acabei deixando o coitadinho nos rascunhos, e nunca finalizei.

Foi até bom, pois agora sabemos que a Microsoft comprou a Nokia.

Vamos por partes….
Primeiro, o que eu havia começado a redigir, e, ao final, as atualizações.

Em 9 de maio desse ano (AQUI) eu escrevi que a Microsoft estava se afundando cada vez mais, graças a erros estratégicos tanto na linha de produtos para PCs (especialmente o seu carro chefe, o Windows) quanto na linha de softwares para dispositivos móveis.
O noticiário (posterior) mostrou que eu acertei.
Eis algumas das coisas que foram publicadas nos últimos dias:

Microsoft Experiences Its Biggest Drop Of The Century As Shares Fall 12 Percent
Microsoft shares dropped 12.2 percent, representing the biggest single-day drop in over 13 years. On April 24, 2000, shares dropped 15.6 percent — since then, Microsoft has never experienced such a shelling. Yesterday, the company announced disappointed earnings and took a massive $900 million writedown due to unsold Surface RTs.

When the Surface RT was unveiled, many saw it as a potential revenue generator and as a way to finally make a dent in the tablet space. But Windows 8 and Office remain Microsoft’s two most important products. The company likes to share Office 365 and Xbox Live Gold numbers because those subscription services are on the rise. But they are tiny compared to Windows and Office.

Some investors may have suddenly stopped believing in Microsoft’s tablet dreams. That’s why the company is experiencing such a difficult day on the stock market. But the Surface RT writedown is the second writedown in a year. It could indicate that there are serious strategic issues afoot.

The company recently announced a total reorganization dubbed ‘One Microsoft’. It should make the company more efficient if it wants to release hardware products again. While the Xbox is a success, the company doesn’t have any successful tablet, phone or computer in its portfolio. The Surface RT and the Microsoft Kin are far from success stories. Everybody agrees on that today.
Íntegra AQUI.

Mais uma:

As ações da Microsoft caíram cerca de 9% no início das negociações, um dia após a empresa anunciar resultados trimestrais ruins devido à fraca demanda por computadores pessoais e vendas decepcionantes do tablet Surface. A Microsoft teve lucro abaixo do esperado no trimestre, em meio a vendas mais lentas de computadores pessoais que afetaram os negócios do sistema Windows e a gastos inesperados de US$ 900 milhões com estoques de seu tablet Surface RT. Lançado junto com o Windows 8 em outubro para competir como iPad, da Apple, o dispositivo não vendeu bem.

Microsoft surface390

As corretoras Raymond James e Cowen & Co reduziram suas recomendações para os papéis da empresa para “market perform” (performance em média com o mercado) e pelo menos outras cinco cortaram os preços-alvos em até US$ 3. A receita cresceu 10% para US$ 19,9 bilhões de dólares, ajudada pelas vendas do Microsoft Office, mas ficou abaixo das estimativas de analistas de US$ 20,7 bilhões.

“Nós sabemos que temos que fazer melhor, particularmente nos dispositivos móveis”, disse Amy Hood, nova diretora financeira da Microsoft”, em entrevista. “Esta é uma grande razão pela qual nós fizemos mudanças estratégicas organizacionais”. No início desta semana, a Microsoft disse que estava cortando drasticamente os preços do Surface para atrair compradores, reduzindo o valor dos aparelhos no seu inventário.
Íntegra AQUI.

Quem quiser ler mais detalhes sobre os números da empresa poderá encontrá-los AQUI.

O próprio Bill Gates admitiu em fevereiro deste ano que a MS cometeu erros na estratégia de dispositivos móveis (AQUI), mas deixou de lado os (diversos) erros na estratégia global.
Pelos dados disponíveis, apenas o XBox tem sido bem sucedido - o resto dos produtos da Microsoft ou está numa situação estável (Office) ou está com problemas (Windows, Windows phone).
A Microsoft, ao que parece, perdeu a capacidade de inovar. Isso aconteceu há muito tempo.
E, até aqui, nada indica que ela esteja remotamente perto de recuperrar esta importante habilidade no mercado de tecnologia. Aliás, pelo contrário: os erros que ela tem cometido apenas reforçam que o futuro da empresa está seriamente ameaçado.

Finalmente:

Uma questão intrigante ronda a Nokia desde 2010: por que a companhia optou pelo Windows Phone para substituir o Symbian em vez de apostar no Android, como a maioria das rivais? Stephen Elop, CEO da Nokia, explica que, na época, a empresa não via um mercado promissor para o sistema do Google e afirma que nunca se arrependeu da decisão.

"Estou muito satisfeito com nossa escolha. O que nos preocupava, na época, era o risco de que uma fabricante dominasse o Android. Suspeitávamos de quem poderia ser, pelos recursos disponíveis e a integração vertical, e nós respeitamos o fato de que demoramos para fazer a decisão. Muitos outros já estavam neste espaço", afirmou ele em entrevista coletiva.

A empresa que poderia dominar o Android, em questão, é a Samsung, como acabou se confirmando alguns anos depois. "Há hoje muitos bons dispositivos, de diferentes empresas, mas uma empresa, essencialmente, se tornou dominante", ressalta Elop, apontando para a enorme fatia de mercado global que a empresa sul-coreana apresenta, segundo o Guardian.

Ele aponta que o fato de se tornar a maior referência em Windows Phone é um ponto estratégico para a empresa. A empresa passa a ser a principal alternativa após Apple e Samsung/Android, aponta Elop, ressaltando que a abertura desta terceira via abre espaço para negociações com operadoras como a AT&T, que tem se mostrado grande parceira da Nokia nos Estados Unidos.

"Ralph de la Vega, CEO da AT&T, quer negociar com pessoas diferentes para oferecer o maior número de opções. Ele quer uma terceira alternativa. Com isso, nós temos uma abertura com todas as operadoras do mundo, por termos o terceiro ecossistema", diz Elop. "É difícil, porque começamos como 'desafiantes' e precisamos construir a credibilidade, mas com boas parcerias, ganhamos força. Foi a decisão correta", ele completa, apontando que outras empresas que apostam no Android também não estão bem das pernas, como a HTC.

Mesmo acreditando ter tomado a decisão correta, a Nokia ainda vive um momento ruim. A empresa anunciou na última quarta-feira, 17, seus resultados trimestrais e fechou o período com um prejuízo de US$ 150 milhões.
Íntegra AQUI

Um gráfico que circulou nesta semana ajuda a mostrar o tamanho do problema da Microsoft: 

Chart of the day

Pronto, agora vamos avançar no tempo, chegando ao fatídico 3 de Setembro (com grifos meus):

A Microsoft fechou um acordo para comprar a fabricante finlandesa Nokia por um total de 5,44 bilhões de euros (cerca de R$ 17 bilhões). O valor corresponde a 3,49 bilhões de euros pela unidade de aparelhos e serviços da Nokia e 1,65 bilhão de euros pelas patentes em nome da fabricante. De acordo com as empresas, o valor do acordo será pago em dinheiro. A Microsoft afirmou que usará fundos aplicados no exterior para fazer o pagamento. A transação deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2014, se aprovada por agências reguladoras e acionistas das empresas.

As operações vendidas à Microsoft geraram 14,9 bilhões de euros em 2012 em receita para a Nokia, metade do faturamento da fabricante de celular.

“Com o compromisso e recursos da Microsoft para levar os aparelhos e serviços da Nokia para frente, agora entendemos o potencial completo do ecossistema do Windows, oferecendo as experiências mais completas para as pessoas em casa, no trabalho e em qualquer lugar”, escreveram em uma carta conjunta o presidente executivo da Microsoft, Steve Ballmer, e o presidente executivo da Nokia, Stephen Elop.

Elop, um ex-executivo da Microsoft que assumiu a presidência da Nokia em 2010, vai assumir a divisão de produtos da Microsoft, que vai assumir equipes da Nokia. Outros executivos da Nokia responsáveis pelas divisões de smartphones e celulares vão manter suas posições e ficarão subordinados a Elop.

Risto Siilasmaa, membro do conselho de administração da Nokia, assume o cargo de presidente executivo interino da fabricante. “Depois de uma avaliação rigorosa de como maximizar o valor para os acionistas, incluindo a consideração por uma variedade de alternativas, acreditamos que essa transação é o melhor caminho para a Nokia e seus acionistas”, disse Siilasmaa, em comunicado divulgado pela Nokia.

A empresa afirmou que depois que a transação for finalizada, pretende focar seus negócios na companhia de infraestrutura de telecomunicações Nokia Siemens Network, em seu serviço de mapas HERE e no desenvolvimento e licenciamento de tecnologias. Cerca de 32 mil funcionários da Nokia, incluindo 4,7 mil na Finlândia, vão passar a fazer parte da fabricante de software.

A Nokia continuará dona da marca, que será licenciada para a Microsoft em uma acordo de 10 anos.

A compra da Nokia pela Microsoft coloca a fabricante do Windows em um mercado que seus tradicionais rivais, Google e Apple, tiveram mais êxito ao longo dos últimos anos. Enquanto a Apple conquistou um mercado com seus iPhones e o Google disseminou seu sistema operacional Android para aparelhos de fabricantes concorrentes, a Microsoft ainda tenta se fortalecer como uma terceira alternativa, com seu sistema Windows Phone.

O Windows Phone tem sido usado principalmente em smartphones da Nokia desde que foi lançado. Em 2011 — já com Elop no comando — as empresas fizeram um acordo para que o sistema da Microsoft fosse o software oficial dos smartphones da finlandesa. No segundo trimestre deste ano, as vendas de celulares com Windows Phone cresceram 77% em um ano, passando de 4,9 milhões de unidades para 8,7 milhões. Mas o crescimento não foi suficiente para expandir a participação do sistema no mercado de smartphones, que ficou com 3,7% do mercado, ante 3,1%. O Android tem quase 80% das vendas, e o iOS, da Apple, 13,2%.

A íntegra da notícia pode ser lida AQUI

No meu texto de Maio, eu encerrei afirmando o seguinte:

Ao que tudo indica, a Microsoft vai continuar em queda livre.
É possível reverter isso? Claro que sim - mas será preciso corrigir os rumos da empresa. Coisa que, até agora, ela parece não ter percebido ainda.

Hoje, alguns meses mais tarde, reafirmo o que escrevi.

Comprar a Nokia não muda os fatos: a Microsoft perdeu o bonde da evolução. E a Nokia também.
A Nokia tinha um sistema operacional que chegou a ocupar 70% dos celulares do mundo inteiro (Symbian), mas desde o lançamento do iPhone/iOS começou a declinar. A Nokia não conseguiu oferecer um sistema substituto ao Symbian quando as pessoas começaram a trocar os celulares "simples" pelos smartphones - se bem que, a rigor, o Symbian funcionava lindamente em smartphones (eu tive um N97 e um E72 da Nokia que eram uma belezura, mas acabaram ficando ultrapassados quando comparados ao iOS).

A Microsoft, por sua vez, ignorou completamente o mercado móvel: o primeiro WindowsPhone (OS) era uma coisa medonha de ruim, e era visto na própria empresa como um produto que foi lançado apenas para não dizerem que a MS não tinha nenhum sistema móvel. Nunca foi dada a devida atenção a este segmento nas decisões estratégicas da Microsoft. A própria empresa colocou-lhe a pecha de "2a linha".

O que a Microsoft fez com o Windows 8 foi mais uma cagada monumental.

Comprar a Nokia corrige os erros da Microsoft?

Não.

O que ela vai fazer? Insistir na estorinha de que o Windows Phone é uma "terceira via" na briga Android X iOS?

Lamento, Microsoft, mas isso não vai colar. Especialmente porque a própria MS ficou rateando com o Windows Phone: a palhaçada com o tablet Surface (2 tipos, um que roda os aplicativos do Windows, e uma outra versão, mais "pobre"… Aquilo criou uma confusão na cabeça do comprador, que afungenta qualquer potencial cliente) e a mesma palhaçada com o Windows 8 (que precisou de um "remendo" devido à alta rejeição das [péssimas] mudanças promovidas na 1a versão)...

Enfim, enquanto a Microsoft continuar cometendo erros grotescos, primários mesmo, ela pode comprar quem quiser - e nada vai mudar seu declínio.

Como gosto de fazer, ficam algumas sugestões de leituras "complementares":
Steve Ballmer's Biggest Mistakes As CEO Of Microsoft
Desafio do sucessor de Ballmer
Post-Ballmer, Microsoft Must Focus on Products to Avoid Extinction
Microsoft perde direito de usar nome SkyDrive
Android Is The New Windows
Microsoft losing money on Surface tablets

 

 

7 de agosto de 2013

Exageros linguísticos em propagandas: o limite do ridículo

No fim de semana, ao ler o jornal, percebo que propagandas de lançamentos imobiliários são muito frequentes - numa frequência MUITO superior aos dias de semana.

Ok, isso sempre foi assim. E existem (boas) razões para tanto.

O problema é que algumas propagandas exageram no uso de palavras em outras línguas, especialmente o inglês, e acabam chafurdando no ridículo.

As 3 imagens abaixo são de um mesmo empreendimento imobiliário. Veja os nomes e termos usados:

2013 08 03 21 41 50

O nome do empreendimento: WIN WORK IBIRAPUERA - Offices & Mall. Só mesmo o nome do bairro escapou do uso indiscriminado (e errado!) do inglês.

Aliás, a quantidade de pessoas, no Brasil, que não sabe o significado da palavra MALL deve bater nos 90%.

Vamos à segunda:

2013 08 03 21 41 18

Vemos agora que o empreendimento tem um(a?) "PORTE COCHERE DE ACESSO AO OPEN MALL".

Ganha um pirulito de jaboticaba (ou um raspberry lollipop) quem conseguir entender o que quiseram dizer com essa expressão tortuosa, que mistura 3 línguas diferentes em meras 7 palavras.

Finalmente, vamos à terceira:

2013 08 03 21 41 32

Uau, o empreendimento tem "BOUTIQUE OFFICES"!!!!!

FANTÁSTICO, NÃO?!

Certamente impressiona - ainda que não se saiba o que viria a ser isso.

26 de julho de 2013

Construção da marca, empreendedorismo e tecnologia

Depois de ver o vídeo abaixo, lembrei de um texto interessante sobre branding e empreendedorismo.

Primeiro, o vídeo (curtinho):
 

 

 

O texto está AQUI, e trata de construção de marcas em pequenas empresas, empreendimentos que estão começando.

 

Paralelamente, algumas sugestões para o fim de semana:

1) Recomendo a leitura deste artigo AQUI, sobre mobile social networking, bem interessante.

2) O vídeo abaixo é a palestra do Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha na Universidade Stanford, em Maio/2013. Como é bom ver um Ministro que entende do assunto da sua pasta, numa discussão de alto nível!
 

 



19 de julho de 2013

GIGANTES DA INDÚSTRIA - documentário imperdível

Para quem quiser entender um pouco mais sobre capitalismo, sociedade, governo e empresas, além de conhecer uma parte da vida dos maiores empreendedores da História, recomendo fortemente o documentário OS GIGANTES DA INDÚSTRIA.
O History Channel passou recentemente, mas eles fuderam o documentário com excesso de intervalos e falta de regularidade de transmissão (tentei gravar mas mudanças de horário e reprises me quebraram).

Descobri um site que tem os 8 episódios disponíveis para download (infelizmente para mim, apenas nas versão dublada em português, sem opção de áudio original). Veja AQUI.

De qualquer forma, esse é um documentário que, se estivesse disponível em DVD, eu compraria sem hesitar.

IMPERDÍVEL.

Aqui o teaser oficial:


Obs: os arquivos que baixei pelo site estavam em formato MKV, um formatou pouco usual, e que muitos softwares populares não conseguem reproduzir. Use um aplicativo chamado VLC. É o melhor player que conheço, porque consegue abrir tudo que é formato de áudio e vídeo. Além disso, tem versões para Mac e Windows, e agora também para iPhone (iOS).

Você pode baixar AQUI.

É gratuito, e funciona bem pacas!
 

17 de julho de 2013

Algumas empresas realmente parecem de mentira

Isso parece piada (de mau gosto), mas não é.

Uma empresa de telefonia recebeu uma reclamação através do site Reclame Aqui.

E produziu esta resposta:

Pois é, infelizmente esta localidade estamos com sérios problemas, com pessoal mesmo, parece cultura do pessoal ai, ser irresponsável, sem comprometimento e irresponsaveis. Quando comparado as demais regiões do país, temos sérios problemas no nordeste, o nordestino tem isto mesmo, de não gostar de trabalhar, de não ter responsabilidade, de ser o que são, irresponsáveis, preguiçosos, eles não respeitam nem os conterrâneos deles, pois, se respeitasse não teríamos tantas reclamaçoes. Encaminhei para o responsável para tentar solucionar. Mas a providencia mais sensata a MinasMais esta tomando, que é mandar GENTE daqui do sul e sudeste para trabalhar ai, pois ai, meu caro cliente, ai não se arranja GENTE que preste para trabalhar.

Não satisfeita, quando foi questionada sobre os absurdos da resposta, ainda produziu outras afirmações absurdas:

Não so retirarei, como reafirmo, a falta de comprometimento, a falta de irresponsabilidade do nordestino. Ai foi são joao, eles simplesmente deixaram de trabalhar por 20 dias, um bando de [editado pelo Reclame Aqui] e vagabundos.
Esta revolta se dá, porque já passamos 176 funcionários apenas neste provedor de Aracaju-se. O que esta sendo feito é mandar daqui, pessoas dignas, responsáveis para tomar conta das aplicações no nordeste, foi apenas assim que conseguimos equilibrar as operações.
Por favor, faça a divulgação, para que eles acordam, eles percebam que precisam de trabalhar, e não ser a escoria do país... quem sabe eles não viram gente de verdade e lutem para um país mais rico, e não um pais de vagabundos, festeiros, que não tem comprometimento com nada.

O link para ler o caso na íntegra está AQUI.

Como eu ainda tenho a esperança de que alguém na empresa perceba o tamanho do desastre e dê um jeito de apagar esses comentários, fiz alguns "print-screens", abaixo.

Firefox 22Firefox 21Firefox 20

Esse pessoal da Minas Mais Telecom não precisa "apenas" de umas aulinhas sobre relações públicas, atendimento ao cliente, branding etc.; eles precisam morrer e renascer umas 6 vezes para ver se dá para consertar algo.
 

4 de junho de 2013

Encontrando e usando imagens online: dicas e direitos autorais

Excelente artigo para quem trabalha com relações públicas ou comunicação em geral:

You might have written a great essay or article, but it’s still incomplete without an image. Images have the ability tell a story, and they form an integral part of the many articles we write.

The Web is a trove of terrific images, but not all of them are free. The challenge lies in finding the right images at the right price; generally they are classified as premium, “freemium,” or free images.

Before we dig into the best resources for free images, here are the classifications you should know about from Google:

Labeled for reuse

Your results will include only images labeled with a license that allows you to copy and/or modify the image in ways specified in the license.

Labeled for commercial reuse

Your results will include only images labeled with a license that allows you to copy the image for commercial purposes, in ways specified in the license.

Labeled for reuse with modification

Your results will include only images labeled with a license that allows you to copy and modify the image in ways specified in the license.

Labeled for commercial reuse with modification

Your results will include only images labeled with a license that allows you to copy the image for commercial purposes and modify it in ways specified in the license.

Here is another great resource on copyright guidelines.

As for places to find images:

1. Google Images

Google Images is one of the best places to search for compelling images. For free images, look for the small gear icon on the right side of the screen and select “Advanced Search.” Select the correct image use type from the blue sign that says “Usage Rights,” and you’re set.

Warning: Do not just grab an image from the search result; the images are protected by strict copyrights.

2. Flickr Creative Commons

To pick up free images from Flickr, put the image subject in the search string and click the “Advanced Search” on the upper right corner of the screen. On the Advanced Search page, select “Creative Commons” at the bottom.

3. PhotoPin

One of the easier ways to find free images from Creative Commons is to search Photopin. It finds images with all the attribution license details, making it easier for you to plug in the image to your content.

4. FreeDigitalPhotos.net

This site has one of the best stocks of images. Free images are lower in size, apt for blogs, but if you want bigger photos, they are offered at a premium. It is often my go-to site.

5. Create your own

Yes, this could one of your best ways to get free images. I often end up making my own images when I am unable to find a suitable image on the Web. With cameras on most phones now, it is pretty much easy to click a snap and use it on your content. You can even add some beautiful text over it using image editing tools like PicMonkey.

This post originally appeared on social media consultant Malhar Barai’s blog.

9 de maio de 2013

Erros na estratégia da Microsoft estão custando caro

Tão logo a Microsoft anunciou sua "parceria" com a Nokia, eu dei uma de "guru", avaliando que não daria certo.
Fiz o mesmo quando o Windows 8 foi anunciado - na época, aliás, um defensor ferrenho do Windows discutiu comigo pelo twitter, dizendo que o Lumia era um sucesso, que a Microsoft acabaria com o reinado do iPad graças ao Windows 8 para tablets etc…. Alguns trechos dessa "conversa" virtual estão AQUI, AQUI e AQUI. Eu seguia o Ricardo, mas quando ele se revelou esse xiita defensor da Microsoft que se recusava a enxergar a verdade, parei.

Eu afirmei que a linha Lumia com o Windows Phone seria um fiasco. Indiquei matérias que revelavam que a própria MS reconhecia que as vendas estavam muito abaixo do esperado, mas ele dizia que não, que o Lumia era um tremendo sucesso.
Disse o mesmo do Windows 8, que naquela época ainda não estava à venda.

A Microsoft parece completamente perdida, e a matéria abaixo (da coluna Link do Estadão) ilustra bem isso (como de costume, grifos meus):

A mistura de interface de tablet e desktop proposta pelo Windows 8 pode ter empolgado a alguns, mas desagradado a tantos outros. Nesta terça-feira, a Microsoft revelou ao Financial Times  que falhou com seu último sistema operacional e está se preparando para alterar alguns de seus aspectos na próxima atualização.
Para especialistas, a substituição do familiar desktop e das barras de tarefas por uma série de “tijolos” personalizados em tela touchscreen foi uma cartada corajosa, mas que confundiu a muitos usuários de PC — que preferiam uma abordagem mais tradicional.
O chefe de marketing e finanças da Microsoft, Tami Reller, disse em entrevista ao jornal inglês que os “elementos-chave” do sistema operacional sofrerão alterações quando a Microsoft lançar uma atualização do sistema operacional, ainda neste ano.
A empresa também admitiu falha em preparar usuários e vendedores para se reeducarem na nova experiência tablet/PC, além de apontar erros de marketing em pontuar diferenciais e pontos positivos do novo sistema operacional em comparação ao Windows 7.
 
“É muito claro que poderíamos e deveríamos ter feito mais”, disse Reller. Para amenizar o fiasco entre usuários de PC, o executivo afirmou que a satisfação dos consumidores do Windows 8 em dispositivos móveis é forte.
Analistas compararam a estratégia falha ao grande fiasco da New Coke, tentativa de reformulação da famosa bebida Coca-Cola nos anos 1980 – que, pela recepção extremamente negativa dos consumidores, fez a empresa voltar atrás em três meses. “Isto (da Microsoft) é como a New Coke se estendendo por sete meses – só que a Coca-Cola prestou mais atenção”, declarou o analista Richard Doherty ao Financial Times.
 
O Windows 8 foi lançado em outubro do ano passado e foi visto como a grande aposta da Microsoft para concorrer com o sucesso da experiência móvel proporcionada pelo iPad, tablet da Apple.Em novembro, uma pesquisa feita pela empresa de segurança Avast com 350 mil clientes do seu software de antivírus revelou que cerca de 70% dos usuários de Windows não queria atualizar seu software para Windows 8.

Qual foi o erro da Microsoft?
Na verdade, foram vários.

Os mercados nos quais a MS sempre foi dominante estavam passando (a rigor, ainda estão) por mudanças profundas, sendo a principal a transição dos desktops para os notebooks e finalmente para smartphones e tablets.
A MS conseguiu estabelecer seu domínio em softwares como sistema operacional e aplicativos de escritório (Office) na época dos desktops, manteve-se competitiva nos notebooks (e estou incluindo laptops, ultrabooks e quaisquer outros termos semelhantes), mas perdeu o bonde da mobilidade quando surgiram os smartphones e depois os tablets.

A Apple tinha a vantagem de primazia com o iPhone e, depois, com o iPad.
Ela desenhou o que seria a mobilidade, e sempre dominou os aplicativos e sistema operacional (iOS) para os produtos móveis.
O Google largou depois, com o Android, e juntou-se a empresas que tinham know-how, canais de distribuição estabelecidos e estavam em ascensão - o caso mais notório é a Samsung, evidentemente.

E o que fez a Microsoft?
Eu chamei, na época, de ABRAÇO DOS AFOGADOS: ela fez uma parceria com uma empresa que estava em queda livre em todos os aspectos - a Nokia estava perdendo mercado, receita, começava a dar prejuízo e não tinha um novo produto a oferecer.
A MS achava que poderia usar o know-how da Nokia, seus canais de distribuição, seu hardware, e finalmente emplacar seu sistema operacional móvel.

Tanto Microsoft como Nokia continuam se afogando.
E a Microsoft se colocou numa situação ainda pior, pois fez mudanças drásticas no seu carro chefe, o Windows.

Vejam que pitoresco: a Microsoft, durante muitos anos, teve a vantagem da primazia nos PCs, pois quase 100% dos computadores pessoais vendidos no mundo vinham com o Windows - então, o primeiro contato de centenas de milhões de pessoas com um computador aconteceu numa plataforma Windows. Ao fazer a mudança radical no Windows 8, a Microsoft jogou fora essa vantagem!
A Microsoft começou como uma pequena fabricante de um software específico, portanto um produto segmentado (na época, a bem da verdade, era quase um nicho, devido ao tamanho reduzido, haja vista que o mercado de computadores pessoais ainda era inexistente).
Graças ao crescimento da IBM, que passou a oferecer o MS-Dos, a Microsoft começou a introduzir suas inovações, e criou o Windows, Word, Excel etc...
Nos anos 1990, ela tornou-se uma empresa massificada, uma gigante do software, e justamente no período em que os computadores pessoais se espalharam mundialmente.
Mas a parceria com a Nokia significava uma volta ao mercado segmentado. A MS não conseguiu.

Talvez pelo tamanho da empresa - que geralmente implica processos pouco flexíveis, demora na tomada de decisões etc - o fato concreto é que a MS lançou seus sistema operacional móvel tarde demais e, ao mudar radicalmente o Windows, abriu mão da ÚNICA vantagem competitiva que ainda tinha: a familiaridade de milhões de usuários do Windows (XP, Vista, 7).
Hoje em dia, o comprador de um computador (desktop, notebook ou afins) tem mais opções.
Se ele quiser uma mudança radical, ele pode comprar, por exemplo, um MacBook (ou iMac, caso queira um desktop), da Apple, inclusive pelo efeito halo gerado por iPod, iPhone e iPad - o sujeito entra no ecossistema da Apple e tem diversas vantagens.

Ao que tudo indica, a Microsoft vai continuar em queda livre.
É possível reverter isso? Claro que sim - mas será preciso corrigir os rumos da empresa. Coisa que, até agora, ela parece não ter percebido ainda.

Windows8 drop1

Alguns dados interessantes para observar o problema da Microsoft no mercado móvel (smartphones e tablets) podem ser observados AQUI.
Além disso, é importante notar a insatisfação dos acionistas da Nokia, como demonstra esta reportagem AQUI.

7 de maio de 2013

ENADE 2012 (1)

Hoje, finalmente, consegui ler a prova de Administração do ENADE 2012.

A prova, no geral, está entre ruim e péssima. O lado bom é que a anterior, de 2009, estava entre péssima e medonha. Portanto, houve uma melhora.
Para quem quiser verificar a prova, pode fazer o download AQUI. O gabarito pode ser baixado AQUI

Como eu havia feito em 2009, pretendo fazer uma análise mais detalhada das questões de marketing e TGA/Administração geral.

Em breve.

Por ora, todavia, quero ressaltar o que o MEC/Inep chama de "formação geral".

São 8 questões de múltipla escolha e 2 dissertativas, que, somadas, equivalem a 25% da nota geral do ENADE.

A questão 01 não passa de interpretação de texto. Só.
Basta saber interpretar as tabelas com proporção de leitores (de livros) no período 2007-2011 para escolher uma das alternativas.
A questão 02 também: pura interpretação de texto, assim como a 03.
Temas babacas, sem nenhuma relevância.

Na questão 04, porém, a coisa muda: a partir de um trecho curto de um documento do MEC sobre ética e cidadania, o aluno tem que avaliar 3 proposições, quais sejam:

I. Toda pessoa tem direito ao respeito de seus semelhantes, a uma vida digna, a oportunidades de realizar seus projetos, mesmo que esteja cumprindo pena de privação de liberdade, por ter cometido delito criminal, com trâmite transitado e julgado.
II. Sem o estabelecimento de regras de conduta, não se constrói uma sociedade democrática, pluralista por definição, e não se conta com referenciais para se instaurar a cidadania como valor.
III. Segundo o princípio da dignidade humana, que é contrário ao preconceito, toda e qualquer pessoa é digna e merecedora de respeito, não importando, portanto, sexo, idade, cultura, raça, religião, classe social, grau de instrução e orientação sexual.

A pegadinha: o trecho do documento do MEC remete aos "Direitos Humanos" - e a proposição I trata de presidiários ("mesmo que esteja cumprindo pena de privação de liberdade, por ter cometido delito criminal").
Se o sujeito cometeu um crime e está preso por isso, que projetos ele vai "realizar"?
Só se o projeto de vida do sujeito é ser preso! 

Essas perguntinhas cretinas que o MEC adora…...

A questão 05 é daquelas de arrepiar os cabelos do cu: pede-se o aluno que aponte uma relação causa-efeito entre globalização, desregulação de mercados financeiros e políticas neoliberais.
Evidentemente essa josta foi redigida por um desses desavisados que o PT alojou no MEC e que acredita que FHC, por exemplo, enquadra-se no perfil de "neoliberal".
Bobagem.
Como a questão toda, aliás.

A questão 06 trata de financiamento público de estudos nas áreas de "ciências básicas" (termo usado na pergunta). Questãozinha sem pé nem cabeça, que pretende que o aluno faça uma simplificação de um tema bem mais complexo - e provavelmente o aluno de 1o ano nem tem embasamento para tratar disso.

Aliás, o critério (ou ausência de um) do MEC é ridículo: alunos do 1o ano não tiveram, ainda, contato com 90% ou mais do que se pergunta nessa prova - não deveriam, evidentemente, ser obrigados a fazê-la.

As questões dissertativas tratam de "sustentabilidade" (questão discursiva 1) e violência (questão discursiva 2) - em ambas, novamente, pedem-se análises e propostas sem oferecer dados suficientes para sustentar argumentos minimamente razoáveis.

Em suma: um lixo.

Aliás, já adiantando uma questão da parte que compete efetivamente a um graduando em Administração, pulo para a questão 30.

Trata-se de uma questão sobre a Matriz BCG, assunto bastante básico de Marketing.

E qual o problema/falha com a questão?

Ela faz com que o aluno perca tempo desnecessariamente.
Porque: apresenta-se um texto de 3 parágrafos (retirado de uma matéria da Exame), e na sequência mostra-se a figura que sintetiza a Matriz BCG.
A seguir, uma suposição, e 5 alternativas.
A única alternativa sensata é a "A", mas a questão certamente obriga alunos possivelmente nervosos a ler um texto inútil e quiçá buscar nele a explicação para assinalar a alternativa correta.

Bobagem. Basta identificar que o produto VAI SER LANÇADO para enquadrá-lo como ponto de interrogação logo de cara.
Só isso. 

Mais uma vez, portanto, o graduando é obrigado a passar por uma provinha RIDÍCULA, mal-feita, incapaz de avaliar a capacidade do formando, incapaz de lidar com questões realmente importantes.
A educação no Brasil está uma desgraça.

E tende a piorar.

PS - Para quem se interessa pelo assunto EDUCAÇÃO, sugiro fortemente a leitura deste artigo AQUI. Trata-se de uma análise extremamente bem estruturada sobre essa praga que ganhou o apelido de "preconceito linguístico", um nome inventado por gente que quer manter os índices de analfabetismo funcional alarmantemente altos no Brasil do jeito que estão; pessoas que infelizmente estão em postos-chave da educação no país, mas que usam uma terminologia rasa e ignorante para tentar minimizar a importância da educação - em tese, isso seria uma contradição, mas no Brasil….

 

1 de maio de 2013

Aplicativos de mensagens: aliados ou inimigos ?

Notícia muito interessante publicada no blog Link do Estadão:

O número de mensagens enviadas por aplicativos como o WhatsApp superou o volume de SMS enviado no ano passado em todo o mundo e deve dobrar até o fim deste ano, diz um estudo divulgado pela consultoria europeia Informa.

Em 2012, foram 19 bilhões de mensagens enviadas por dia por meio desses aplicativos, contra 17,6 bilhões de SMS. O contraste será ainda maior em 2014, quando serão enviados 21 bilhões de SMS contra 50 bilhões de mensagens via apps.

Apesar do crescimento desses aplicativos no mercado, os dados mostram que o volume de SMS vai continuar aumentando. Isso se explica, entre outros motivos, porque os usuários desses apps não deixam de usar SMS para se comunicar, por exemplo, com aqueles que ainda não possuem um smartphone.

A situação para as operadoras de telefonia, no entanto, fica cada vez mais difícil. O IDC divulgou na semana passada que no primeiro trimestre deste ano as vendas de smartphones superaram pela primeira vez a venda dos ”feature phones”, como são chamados os celulares tradicionais. Do total de 418,6 milhões de celulares que saíram das fábricas, 51,6% eram smartphones.

Chama a atenção o fato de que o número de usuários de apps de mensagens é bem inferior ao de usuários de SMS. A Informa estimou que atualmente seis dos mais famosos aplicativos no mercado (WhatsApp, BlackBerry Messenger, Viber, Nimbuzz, iMessage e KakaoTalk) possuem, juntos, 586,3 milhões de usuários, ante 3,5 bilhões de usuários de SMS em 2012.

Os dados sobre o crescimento desses aplicativos se tornam ainda mais assombrosos quando se considera que esses apps chegaram ao mercado há cerca de cinco anos, enquanto o SMS completa 20 anos de existência.

Para a Informa, as operadoras de telefonia móvel precisam tomar medidas rápidas se quiserem conter a diminuição da receita com SMS. Uma saída para elas, segundo a empresa, seria investir em apps de mensagens próprios para concorrer nesse mercado. A Telefônica, por exemplo, lançou no Reino Unido o Tu Go, aplicativo que permite o envio de mensagens e a realização de chamadas telefônicas a partir de uma conexão com a internet.

Trata-se de uma tendência num mercado em plena ascensão: no mundo inteiro, pessoas estão trocando seus celulares antigos pelos modelos conhecidos como "smartphones", os celulares inteligentes - que têm diversos aplicativos variados, e tentam, em maior ou menor grau, substituir um computador com a facilidade de ser móvel, caber no bolso/a.

Enquanto isso, as operadoras de telefonia móvel têm razões de sobra para se preocupar: pacotes de SMS tendem a ser menos procurados, o que afeta a receita das telefônicas.

Elas devem se unir à tendência e fazer parcerias com apps de mensagens, ou devem "brigar" com a tendência?

É preciso considerar o seguinte: os clientes de telefonia celular no Brasil têm péssimas avaliações das operadoras - ligações cortadas, ausência de sinal, lentidão da internet móvel, cobranças erradas etc… Diante de tal grau de insatisfação generalizada, aplicativos que não tenham vínculo com nenhuma operadora teriam uma vantagem competitiva, certo?

Depende.

A matéria cita o serviço lançado pela Telefonica no Reino Unido (Tu Go). Infere-se que a Telefonica avaliou que não poderia ficar de fora do mercado de mensagens via internet - a empresa considera estes aplicativos um complemento (ou talvez EVOLUÇÃO) do tradicional serviço de SMS. Ela passa a ter, assim, 2 fontes de receita: o tradicional SMS e o novo aplicativo do tipo WhatsApp. Desta forma, se o mercado de SMS realmente desaparecer (ou se sofrer uma redução drástica em termos de volume), a empresa garantiria uma outra fonte de receita com um serviço cujo objetivo central satisfaz a mesma necessidade (mensagens instantâneas, via celular).

Por outro lado, considerando-se o grau de insatisfação dos clientes brasileiros, é de se imaginar se as pessoas aceitariam usar um serviço que carregue o nome/marca da Vivo, TIM, Claro ou Oi.
Ora, o sujeito está irritado com a operadora (qualquer que seja) porque a ligação vive caindo, ou nunca tem uma conexão rápida à internet - então, esse  sujeito dificilmente vai acreditar que o aplicativo da sua operadora possa ser muito melhor.

Enquanto as operadoras não obtiverem uma avaliação mais favorável por parte dos clientes, associar sua marca a um aplicativo concorrente do iMessage ou WhatsApp não me parece uma boa idéia - inclusive porque estes aplicativos dependem da disponibilidade de conexão à internet móvel.

 

Technorati Tags: , , , , ,

10 de setembro de 2012

Vamos tratar o cliente como otário? Ele nem vai perceber!

Alguns poderão dizer que eu sou tão chato a ponto de ficar por aí "caçando" cagadas das empresas para reclamar.
Mas a verdade é que as empresas me perseguem, entregando as cagadas em domicílio!

Na semana passada, recebi um e-mail da Editora Abril, me oferecendo a renovação da minha assinatura da Quatro Rodas. Eis aqui o print-screen do e-mail (do dia 04 de Setembro, portanto 6 dias atrás):


Como pode ser visto na imagem (basta clicar para ampliar), a "oferta" era para renovar a assinatura por 3 anos (36 edições), pagando 12 parcelas de R$ 29,10, o que totalizaria R$ 349,20.

Hoje, fui até o site da Editora Abril, para simular qual seria o custo de uma NOVA assinatura.
Selecionei duas opções, que mostro abaixo:
(1a) Assinatura de 36 edições (3 anos) apenas da edição impressa, que custaria 12 parcelas de R$ 24,00, totalizando R$ 288,00, e
(2a) Assinatura de 36 edições (3 anos) da edição impressa + digital, que custa R$ 331,20, divididos em 12 parcelas de R$ 27,60.

As imagens abaixo comprovam ambos os valores:




Basicamente, a Editora Abril está sinalizando o seguinte: ou eles acham que o cliente é tão otário, tão idiota, a ponto de NÃO verificar qual seria o custo de uma NOVA assinatura antes de renovar a sua, ou eles acham que o cliente GOSTA de pagar mais caro para ter o mesmo produto.
Bom, na verdade, outro produto: se eu ficasse quieto e aceitasse a renovação por R$ 349,20, (se eu não entrasse em contato com o setor de assinaturas, a renovação seria automaticamente enviada para o meu cartão de crédito) eu pagaria APENAS a edição impressa mais caro do que um novo assinante que escolhesse o "pacote" composto pela edição impressa mais a edição eletrônica.

Pois bem, liguei no 0800 para perguntar por que uma NOVA assinatura seria bem mais barata do que a renovação de um assinante de longa data (são mais de 15 anos!).
A menina que me atende, Jaqueline, disse que no momento em que a oferta me foi enviada por e-mail, era a melhor oferta disponível; provavelmente, DEPOIS de ter sido enviado o e-mail houve uma alteração nos preços do site (para novas assinaturas).

Sei, sei.....
Relembrando: o e-mail foi enviado no dia 04 de Setembro - SEIS dias atrás, portanto!

A Editora Abril é a única empresa que faz isso?
NÃO.

Contudo, erros alheios não justificam os seus próprios.

Quando as empresas vão parar de tratar seus clientes como otários?

10 de janeiro de 2012

Hyundai investindo bilhões em 2012

Recentemente, tenho lido muita coisa sobre a Hyndai e, inobstante, mesmo sem LER, tenho visto muita coisa sobre ela graças ao pesadíssimo investimento que a empresa vem fazendo em mídia no Brasil. Nos últimos 3 anos, a Hyndai acabou se tornando um dos maiores anunciantes do país.

Há algum tempo, numa aula, um aluno perguntou se a Hyndai não seria um exemplo de empresa que inovou, que inverteu um mercado e surpreendeu a concorrência. Seguiu-se uma discussão sobre as demais fabricantes de automóveis, especialmente as orientais - japonesas, chinesas e coreanas.

Ok, a Hyndai tem investido MUITO, e em nível global - investimentos em propaganda (aliás, o volume de investimentos em mídia, no Brasil, acarreta um rateio bastante duvidoso considerando o total de vendas da Hyundai no país), em logística, em produção, e também P&D. Isso é inegável.

Em diversos países, ademais, ela conseguiu transformar estes investimentos em resultado: gahou participação de mercado.

Porém, quais as perspectivas para a empresa, em médio e longo prazos?
Ela vai conseguir trilhar caminho semelhante àquele trilhado pela Toyota ou pela Honda?
Quando as vendas da Hyndai no Brasil começaram a crescer, essencialmente graças ao Tucson, um SUV relativamente barato, escancarou-se um problema que pode ser fatal para uma montadora: pós-venda.

O pós-venda da Hyndai no Brasil é vergonhosamente ruim e caro. Ok, o pós-venda da GM, da Fiat, da Volks e da Ford também são ruins e caros. Mas a Hyndai conseguiu levar a acepção do termo "ruim" a patamares até então inexistentes. Falta de peças, preços exorbitantes, discrepância nos planos de manutenção e funcionários sem nenhum preparo eram as coisas mais comuns na rede (pequena) da empresa - que, no Brasil, é representada pela Caoa.

Por seu turno, antes de colherem resultados expressivos em termos de market-share, Toyota e Honda ganharam reconhecimento por dois fatores: (1) confiabilidade mecânica e (2) assistência no pós-venda de qualidade.
A Hyundai, por outro ldo, optou por ganhar mercado com base em PREÇO - seus carros, via de regra, têm preços alinhados a modelos de categoria inferior. Trocando em miúdos, a Hyndai oferecia um carro com motorização e equipamentos capazes de posicioná-lo a enfrentar Mercedes, BMW ou Audi, mas com preços próximos de Civic, Corolla e Vectra (já falecido).

Esta foi a razão do sucesso da Hyndai no Brasil (e, via de regra, em diversos outros mercados, inclusive Estados Unidos). Contudo, o gargalo não demorou a surgir: o consumidor comprava um carro relativamente barato, mas tomava um susto na revisão, ou ficava a ver navios quando precisava de uma peça (importada, caríssima, e cujo prazo de recebimento/entrega poderia obrigar o cliente a ficar MESES sem seu carro).

Como se não bastasse, o crescimento da empresa também trouxe problemas com sindicatos e empregados insatisfeitos. Isso é comum na fase de crescimento de QUALQUER montadora - basta ver o caso da GM nas décadas de 1980 e 1990.

Resumidamente, creio que a Hyundai precisa mudar seu foco. Se ela quer, de fato, gahar mercado de forma sustentável, e não apenas temporária, passageira, ela precisa acertas suas escolhas estratégicas (trade offs). Preço não fideliza. Que tal investir em qualidade, especialmente no atendimento?

Tenho a impressão de que os produtos em si são até bons, na média (exceção feita, claro, ao Tucson, que é feio, tecnicamente está na década de 1990, e já está na fase de declínio no CVP), mas o pós-venda devastadoramente ruim (inclusive em preços) e a falta de visão de longo prazo podem atrapalhar.

12 de março de 2011

O produto que muda o cliente

Muito se fala sobre a Apple, e sua capacidade de mudar os hábitos das pessoas. No caso do iPad, lançado no ano passado, a empresa conseguiu criar um segmento de mercado que, até então, era inexpressivo - o dos tablets.
Na esteira do sucesso da Apple, todas as empresas de tecnologia e eletrônicos estão correndo para lançar seus produtos, para disputar mercado com o iPad.
Mas a Apple não ficou parada: pouco mais de 1 ano depois, lançou o sucessor do iPad, o iPad 2.

Eu só tenho visto propaganda (via e-mail marketing) de UM concorrente, o Galaxy, da Samsung. Cadê os tablets da HP, Dell, Motorola etc?
No mercado brasileiro, ainda são promessas.

Mas precisamos enxergar os produtos da Apple como uma VISÃO, uma perspectiva (geralmente atribuída à genialidade do Steve Jobs) que os consumidores potenciais ainda não têm.

E nisso a Apple é mestra!

Ao receber este e-mail da Porto Seguro, me dei conta das implicações que um produto pode ter na vida das pessoas, no seu cotidiano:

Percebam que um novo produto (iPhone) conseguiu modificar um processo TRADICIONALÍSSIMO no ramo de seguros: o cliente não precisa mais receber uma visita de um técnico/analista da empresa para avaliar um sinistro residencial. Em poucos segundos, o cliente tira foto, e envia o comunicado junto com as imagens para a empresa.

Ótimo exemplo de uma solução (da Porto) que facilita a vida do cliente. Mas esta solução só é possível graças a um produto (o iPhone) revolucionário.

29 de agosto de 2010

A sucessão de cagadas da eleição 2010

Na semana passada, por pura coincidência, eu estava falando sobre POSICIONAMENTO DE MERCADO numa aula, na graduação.

No dia anterior, eu havia visto a HORRENDA propaganda política do Tiririca (AQUI), e acabei usando o "slogan" dele como exemplo de posicionamento de mercado - conceito que pode ser aplicado a empresas, mas também a campanhas políticas.

Agora, ao dar uma geral nas notícias, leio a seguinte:

De passagem por Ribeirão Preto (a 313 km de SP) neste sábado, o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, afirmou que os tucanos deixam a desejar quando se trata de divulgar as próprias ações.

Ao lado de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato ao governo de São Paulo, Serra discursava na inauguração de um comitê eleitoral e fazia comparações entre PSDB e o PT quando afirmou: "O nosso partido faz, mas não é muito bom de marketing. Para o [ex-governador Mário] Covas eu dei nota 2,5 em marketing. O Geraldo Alckmin foi 4 e, no meu governo, 5." 

O texto da Folha está AQUI na íntegra. O título da matéria é sugestivo: Para Serra, PSDB 'não é bom de marketing'.
Bom, excluindo-se o erro conceitual da repórter, que parece achar que "marketing" é sinônimo de "propaganda" (erro que, me parece, foi cometido pelo Serra também, e aliás é muito comum), achei coincidência porque, no rastro do exemplo do posicionamento da campanha do Tiririca que usei em sala, eu acabei mencionando outras campanhas políticas também. A do Serra foi uma delas.

Em linhas gerais, o que eu disse na aula foi o seguinte: o Serra (e o PSDB no geral) está absurdamente fora de rumo, devido à inexistência de um posicionamento claro.
Ele quer se colocar como oposição do (des)governo Lulla ou como continuidade? Na entrevista concedida ao Jornal Nacional, esta pergunta foi feita de maneira clara, objetiva e direta. A resposta dele, por outro lado, deixou a desejar.
Aliás, "deixou a desejar" é eufemismo.
A resposta dele deixou claro que ele (e seu partido) não têm NENHUMA idéia sobre o seu posicionamento nesta campanha. Eis o vídeo:




Quem, como eu, desejava uma forte oposição à desgraça do PT, está sem opção.

Se tem uma coisa que o PSDB precisa aprender é que usar argumentos claros, lógicos e racionais para desmontar a farsa do PT não resolve.

Primeiro, porque o PSDB viu o Lulla e seu séquito de asseclas ignóbeis roubar o crédito de grande parte das iniciativas de FHC - além do Bolsa Família (que se chamava Bolsa Escola). No debate Folha-UOL, a Dilma chegou ao cúmulo de afirmar taxativamente que o PT acabou defendendo e apoiando o Plano Real - uma mentira deslavada. Mas que ninguém contestou!

Como é que o PSDB deixa passar em brancas nuvens uma mentira dessa magnitude?
Por que eles deixam a Dilma mentir tão descaradamente?

Falta de posicionamento.

Falta de clareza sobre qual posição o PSDB deveria (ao menos em tese) ocupar no espectro político.

Segundo, porque o PSDB deixou, durante OITO ANOS, que o Lulla e o PT fizessem o que bem entenderam, abrindo mão das ações inerentes àquilo que deveria ser uma OPOSIÇÃO.
E o PT aproveitou!
Aparelhou sem pudores o Estado, usou dinheiro público para mensalões, Aero-Lulla, e outras coisas mais; colocou sindicalistas, amigos e defensores em cargos públicos, o que, como consequência, elevou as receitas auferidas pela doação de parte dos salários aos filiados do PT; fez turismo, desfilou ao lado de presidentes, chanceleres, reis e rainhas (tudo às custas dos contribuintes, que só viram a carga tributária aumentar, vorazmente).
Enquanto tudo isso acontecia, o PSDB calou. Em alguns momentos, aliás, fez pior: preferiu promover brigas internas, na sanha de massagear egos.
Neste sentido, aliás, o texto da Barbara Gancia publicado na Folha da última sexta está irretocável: AQUI, na íntegra para assinantes.


Terceiro, porque graças à herança do FHC, o Lulla transformou os resultados das ações do PSDB em frutos do SEU (des)governo! A PTralhada repetiu à exaustão o termo "herança maldita", mas era tudo mentira. Lorota.
Porém, o PSDB deixou isso acontecer! Em 2006, na eleição, quando o PT colou no Alckmin o "fantasma da privatização", ninguém no PSDB se deu ao trabalho de defender a privatização de diversos setores realizada nos anos FHC. Ninguém se deu ao trabalho de explicar que foi graças à privatização do setor de telefonia, por exemplo, que o Brasil vem conseguindo bater recorde sobre recorde na expansão dos celulares, no barateamento dos telefones fixos, na universalização de serviços básicos de comunicação....
Tão simples, mas nem isso conseguiram!


Quarto e último, porque nunca vi, nos meus parcos 35 anos de vida, uma eleição tão sonsa e vazia como esta.
As pessoas não têm interesse em discutir os rumos do país, e os candidatos (NENHUM) não têm interesse e/ou competência para discutir políticas públicas sérias, factíveis. Tenho visto discussões inócuas sobre factóides débeis (PAC, Minha Casa Minha Vida, PNDH etc), mas nenhuma palavra sobre questões reais, factíveis, verídicas, tangíveis.
Esta imobilidade da população como um todo gera riscos.
O caso da violação do sigilo fiscal de membros da campanha tucana (as notícias são fartas e frescas, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), noutros tempos, seria um verdadeiro escândalo. Hoje, não.
Parece que todos estão vendo ações escabrosas do PT, mas ninguém mais se importa.


Fernando Collor de Mello sofreu impedimento legal da Presidência da República por muito menos.

Aonde estão os "caras-pintadas"?
Aonde está a indignação dos artistas, outrora tão engajados?
Aonde estão aqueles que lutaram contra a ditadura militar?
Aonde estão os brios daqueles que não desejam que o governo (qualquer um) tenha a prerrogativa de vasculhar sua privacidade por conveniência político-eleitoral?
Aonde estão os defensores da liberdade e dos direitos humanos? Ou será que o sigilo fiscal deixou de ser um direito constitucional?


Há, obviamente, aqueles que enxergam exagero ao fazer ligação entre as ações do PT e uma eventual ditadura.

Eu discordo.

O vídeo abaixo, exceção feita ao final (uma montagem com textos mal escritos e uma música brega, cafona demais), serve de material bastante claro para mostrar que há razões de sobra para preocuparmo-nos com as ações sistemáticas do PT (e/ou de suas facções, internas ou externas) contra a liberdade de expressão:




Além disso, recomendo a leitura (atenta) dos seguintes textos: AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, e AQUI.

Complementarmente, para contextualizar o medo que o PT tem da democracia (de verdade), mais alguns: AQUI (chamo a atenção para o comentário feito pela "Silvia", um show de democracia!), AQUI e AQUI.

Finalmente, uma leitura IMPERDÍVEL é este artigo AQUI.

Se juntarmos os pedaços, as partes, teremos uma imagem clara.
A imagem não é bonita.

Por tudo isso, e muito mais, concordo com esta carta AQUI.
Uma outra perspectiva, diferente da minha ótica, mas que mostra ótimas razões para se fazer o possível para expurgar o PT das instituições democráticas brasileiras.
Antes que ele, PT, expurgue a democracia das instituições brasileiras.

20 de novembro de 2009

ENADE 2009 (4)

Continuo, aqui, tratando não apenas do ENADE mas também - e principalmente - dos problemas que o exame (com o nome que tiver, seja "provão", seja "enade", seja "rebimboca-da-parafuseta") deve considerar.

E vou aproveitar o post para ser mais intimista.

Explico: as fotos a seguir são uma pequena amostra daquele momento em que eu, como professor, SOFRO em demasia. Momento de corrigir provas e trabalhos.

Vamos às imagens, e eu volto logo depois.



 



Por enquanto, apenas a bagunça na minha mesa...... Para descontrair....

Mas vamos ao principal agora: quando eu escrevi que os alunos UNIVERSITÁRIOS sofrem de analfabetismo funcional, eu NÃO estava brincando.
Eis algumas preciosidades que estive lendo nos últimos 2 dias:




Sim, caro leitor. Numa prova de marketing, tive que ler que "o preço pode ser um CHAFARIZ".
Imaginei a cena de um chafariz que, ao invés de jorrar água, jorra cifrões !!!!!

Vamos seguindo:





SUAS CURIOSIDADE é um termo bonito, não ?!



Vemos aqui em cima um erro ABSURDAMENTE comum: verbo conjugado no singular, mas com sujeito no plural.... "OS PANFLETOS É".
Um estudante do terceiro grau, que pretende ingressar no mercado de trabalho e ascender profissionalmente deveria saber conjugar algo tão simples, não ?!



Na mesma linha de raciocínio, tive que ler, agora, "OS CONSUMIDORES VAI TER ACESSO....." a alguma coisa.



Não se pode esquecer, também, daquelas palavras que as pessoas acham que devem "misturar" línguas diferentes - geralmente inglês e português. Aqui, aparecem os "QUIOSKES", que mistura português com...... sei lá, esperanto ?!

Temos outra categoria: o uso de sujeitos regendo verbos ABSURDOS:


Vejam lá: "O PRODUTO ABORDARÁ principalmente mulheres......". Alguém imagina um PRODUTO abordando uma pessoa ?!
Eu posso ser abordado por um sabonete na rua ?
Você poderá ser abordado por um frasco de desodorante na próxima vez em que parar num semáforo !!!!! Cuidado !

Temos agora outro problema "clássico": as pessoas, no geral, não sabem usar CUJO/A(S), e afins:



Nem vou entrar no mérito de erros "menores" (serão mesmo?), como ADOLECENTES, MENSIONADO, e outras coisas assim.
Agora....... dois absurdos me fizeram rir por algum tempo.
O primeiro foi o do "chafariz" lá do começo.

O outro, para finalizar, foi este aqui:


Sim, a despeito da qualidade ruim da imagem (usei a câmera do celular, devido ao excesso de papéis em cima do scanner), está escrito ali: "A NÍVEL DE INTRETERIMENTO E NOTICIÁRIOS".

Eu quase caio da cadeira.





Mas quero retomar o seguinte: um teste ruim como o ENADE consegue lidar com estudantes do segundo ano de Administração que escrevem esses absurdos ?!

Antes que alguém afirme que estes problemas são a exceção, aviso: NÃO SÃO.
Os erros que apontei aqui são a pontinha do iceberg. Tenho muitos outros - mas tomaria um tempo absurdo reuni-los todos.

Mas garanto: são piores.
No seguinte aspecto: mais grave do que erros de concordância, regência, ortografia e afins (não que estes não sejam graves, SÃO!) são os erros e despautérios de lógica - que só podem ser detectados em frases mais longas.

Mas acreditem: eles existem, e são IMENSA MAIORIA.

Infelizmente.

14 de novembro de 2009

ENADE 2009 (2)

Coincidentemente, a Veja desta semana (edição 2139), traz uma matéria sobre o ENADE 2009.
A matéria, basicamente, aponta na mesma direção de comentários meus, no post de 11/11 (AQUI).
Ei-la (COM GRIFOS MEUS):
É consenso que uma boa prova é aquela capaz de aferir – com isenção e objetividade – o nível de conhecimento do aluno. Por isso mesmo, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado na semana passada a 1 milhão de universitários no país, é um exemplo de prova ruim. Das dez questões de conhecimentos gerais, comuns a todos os alunos das 23 áreas testadas pelo Ministério da Educação (MEC), quatro são propaganda escancarada do governo federal. A primeira, em seu enunciado, fala sobre o suposto sucesso de uma campanha do Ministério do Meio Ambiente para reduzir o uso de sacolas plásticas. A resposta considerada certa pressupõe que o aluno acredite que o programa está funcionando a pleno vapor. A segunda pergunta o que seria fatal à formação de novos leitores no país. Acertou, de novo, quem marcou a opção favorável ao governo: "A desaceleração da distribuição de livros didáticos pelo MEC".

Para completar o absurdo, nas demais questões impertinentes, a propaganda e a ideologia se aliaram para atacar a imprensa, uma constante no governo Lula. Numa, o aluno é induzido a pensar que o presidente foi alvo de preconceito e críticas injustas ao dizer que a crise internacional não passava de uma "marolinha". Na outra, com base num texto estapafúrdio que desqualifica o trabalho dos jornalistas que cobrem a Fórmula 1, o estudante é levado a assinalar que a imprensa é negligente e omissa em relação às "artimanhas" que caracterizariam o esporte. Resume o historiador Marco Antonio Villa: "Trata-se de uma prova obtusa e autoritária. A resposta certa é determinada à revelia da ciência e do bom senso".

Criado pelo atual governo em 2004, para substituir o antigo Provão, o Enade tem o propósito de medir a qualidade dos cursos superiores no país. Como no ano passado, a prova foi concebida numa parceria entre comissões formadas por professores de cada área testada – a quem o MEC delega a elaboração das diretrizes gerais – e a empresa mineira Consulplan, especializada em concursos públicos, que se encarregou da confecção do exame propriamente dito. A VEJA, um funcionário da Consulplan, que acompanhou de perto o processo, disse, sem meias palavras: "Decidimos incluir questões sobre as ações do governo porque recebemos instruções claras dos profissionais que trabalharam para o MEC". Não é o que afirmam tais profissionais. "Nas diretrizes que traçamos, não há nenhuma menção à inclusão de perguntas com viés ideológico", afirma o professor Luis Carlos Bittencourt, do grupo dedicado à área de comunicação social.

Os valentes que usaram o exame para fazer propaganda e disseminar sua ideologia nefasta de ódio à liberdade de informação e opinião agora se escondem no anonimato. Nada mais típico. "Talvez seja preciso repensar o sistema de concepção da prova para o ano que vem", limita-se a dizer Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão vinculado ao MEC. Uma sugestão para o Enade de 2010 é incluir a seguinte questão:

Defina o exame de 2009:

a) Peça de propaganda do governo federal;
b) Panfleto anti-imprensa;
c) Teste de péssima qualidade acadêmica;
d) Todas as respostas anteriores.
Alguém tem dúvida sobre a alternativa correta?

Conforme eu apontara, em termos de conteúdo, a prova de Administração é MEDONHA. Mal-feita, cheia de erros.......
Ontem, por curiosidade, baixei a prova do curso de Tecnologia em marketing.
Fiquei surpreso, ao dar uma lida geral na prova, pois me pareceu MUITO MELHOR do que a prova de Administração.
Havia erros, sim - mas no geral é uma prova mais bem-feita, com questões pertinentes, boas.

Quem fez a prova de Administração precisa ser demitido urgentemente.

11 de novembro de 2009

ENADE 2009

Vamos contextualizar primeiro:

O Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) 2009 foi aplicado em 8 de novembro. Mais de um milhão de ingressantes e concluintes de 7.080 cursos foram convocados para o exame. Para os 1.103.173 convocados, a prova é requisito obrigatório para a obtenção do diploma.

Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), houve apenas registros de problemas isolados, como os de chegada atrasada em locais de prova ou esquecimento por parte dos estudantes de documento de identificação.
FONTE: UOL Educação

Após ouvir alguns comentários de alunos meus sobre a prova, resolvi analisar a íntegra da prova de Administração. O download do arquivo pode ser feito AQUI.

Li a prova, e teci alguns comentários gerais, que enviei aos meus alunos - os quais transcrevo aqui:

  • Há um grande (demasiado, até) número de questões que NADA têm a ver com administração; são algo entre "interpretação de texto" e "lógica", mas por vezes demonstram que o INEP e o MEC estão tomados por cumpanheiros do PT, ignóbeis que só eles. Mas não fiquem tristes: o concurso do IPEA, um órgão da maior importância, também foi tomado por questões de viés esquerdisto-petralha. É preciso, pois, cuidado para não cair nas pegadinhas.
  • Pode se dar melhor nesta provinha quem consegue ler/interpretar bem as solicitações (por vezes ridículas) das questões do que quem conhece os assuntos. Os velhos problemas de provas do tipo "teste".... aqui, porém, mais graves, devido à incompetência de quem redigiu as questões.
  • Em termos de conteúdo, a prova é básica. Trata dos temas essenciais das disciplinas. Mas é paupérrima nas questões de TGA/RH.

Fui solicitado a tecer alguns comentários mais detalhados sobre algumas questões, então resolvi publicá-los aqui no blog também. Voltei minha atenção à leitura (e análise) das questões sobre TGA (Teoria Geral da Administração) e marketing, por razões óbvias. As questões que li com mais atenção são:
11 - TGA
12 - TGA
13 - TGA
14 - TGA
15 - TGA
16 - MKT
18 - TGA
19 - TGA
20 - MKT
21 - MKT
22 - MKT
25 - TGA / MKT
26 - MKT
31 - MKT
39 - TGA
40 - MKT

Vejamos, por exemplo, a questão 13:

Durante sua atividade profissional, os administradores precisam tomar inúmeras decisões que envolvem riscos com impacto no desempenho de suas organizações. Fazem-no num contexto em que não dispõem de informações suficientes e têm restrições de recursos e de tempo para coletar mais informações para apoiar o seu processo decisório. Além disso, possuem limitações cognitivas que impedem alcançar uma solução ótima para os problemas que enfrentam.
Com base no texto, é CORRETO afirmar que os administradores tomam decisões num contexto de racionalidade
A) instrumental.
B) legal.
C) limitada.
D) plena.
E) técnica.


Uma questão meramente interpretativa, já que a resposta estava no próprio enunciado ("num contexto em que não dispõem de informações suficientes e têm restrições de recursos e de tempo para coletar mais informações para apoiar o seu processo decisório. Além disso, possuem limitações cognitivas que impedem alcançar uma solução ótima para os problemas que enfrentam").

A questão "mede" o conhecimento (ou a competência) de um administrador de empresas ?!
NÃO. Só serve para ocupar espaço - e o tempo do coitado que precisa se deslocar até a PQP para fazer a bosta da provinha.

Mais um exemplo - a questão 14:

Saiu o resultado da pesquisa de clima organizacional da BomTempo S.A. Entretanto, os resultados relativos ao item Responsabilidade e Motivação com o Trabalho são os que mais preocupam Jorge, o Diretor de Recursos Humanos.
(ver a tabela com os resultados no arquivo original)
Alguns funcionários relataram, no campo do questionário reservado para comentários adicionais, que as atividades não utilizavam plenamente o seu potencial. Com base nas informações e nos dados apresentados, Jorge solicitou à sua equipe preparar algumas opções de planos voltados para gerar motivação com o trabalho e reverter essa situação junto aos funcionários. Por qual das alternativas Jorge deverá optar? 
A) Abertura dos canais de comunicação e feedback. 
B) Aumento do trabalho em grupo. 
C) Enriquecimento de cargo lateral e vertical. 
D) Participação dos funcionários no processo decisório. 
E) Simplificação das atividades.

Nesta questão, há um problema grave, e outro menos grave.
O menos grave: a pergunta é bem babaquinha, né ?!
O mais grave: há 3 alternativas corretas (B, C e D). Vejamos:

  • Se formos buscar as explicações na Teoria de Relações Humanas, na qual o homem era visto como um ser SOCIAL, o aumento do trabalho em grupo poderia aumentar a percepção de cada funcionário sobre sua importância para aquela comunidade, exatamente como descrito na fase 2 da experiência de Hawthorne (Elton Mayo). Alternativa B correta.
  • O enriquecimento do cargo é uma solução bastante óbvia - mas a pegadinha é que enfiaram os termos "lateral e vertical". Alguns certamente podem ter descartado esta alternativa por conta desse "enriquecimento lateral E vertical", que poderia ter o sentido de "enlargement" ao invés de "empowerment" (em tempo: o "enriquecimento" se refere ao termo "empowerment"). Se utilizarmos os princípios do modelo japonês de administração, o empowerment (tanto lateral quanto vertical) pode ser apontado, sim, como fator capaz de aumentar a motivação com o trabalho e aproveitamento do potencial individual (basta ver os princípios da Toyota para fazer o seu "just-in-time" funcionar, assim como o Kanban e o Kaizen). Alternativa C correta.
  • A alternativa D também é bastante óbvia: ao aumentar a participação dos funcionários no processo decisório, eles sentir-se-iam mais motivados a continuar contribuindo - ao menos se utilizarmos princípios das teorias de Maslow e Herzberg.

Contudo, o problema central é o seguinte: em pleno Século XXI, qual a relevância de discutir esse tema tão batido há décadas ? Nenhuma.
Muita gente, hoje, prefere jogar um livrinho como "monge e o executivo" na mão dos alunos - afinal, aquele lixo caça-níqueis não é capaz de resolver todos os problemas, recorrendo à metáfora do "líder-servidor" (argh!!!!!) ????
O INEP/MEC prefere descartar as alternativas B e D: o gabarito aponta a resposta correta como sendo a C. 
Sim, a C está correta de fato - mas B e D também estão.

Na questão 15, mais problemas:

Um dos principais desafios do líder é conseguir a dedicação e o empenho de seus liderados na realização das atividades e tarefas que lhes competem, visando a alcançar os objetivos organizacionais. A liderança efetiva pressupõe, portanto, o conhecimento das principais teorias motivacionais que podem orientar as ações do líder com o objetivo de canalizar os esforços dos liderados. 
É CORRETO afirmar, tendo em conta os conceitos básicos das teorias da motivação, que 
A) a expectativa dos indivíduos sobre a sua habilidade em desempenhar uma tarefa com sucesso é uma importante fonte de motivação no trabalho. 
B) objetivos genéricos e abrangentes, que dão margem para diferentes interpretações e ações, são uma importante fonte de motivação no trabalho. 
C) os indivíduos tendem a se esforçar e a melhorar seu desempenho, quando acreditam que esse desempenho diferenciado resultará em recompensas para o grupo. 
D) todas as modalidades de recompensas e punições são legítimas, quando seu intuito é estimular os esforços individuais em prol dos objetivos organizacionais. 
E) todos os indivíduos possuem elevadas necessidades de poder, e a busca por atender a essas necessidades direciona os seus esforços individuais.

Pois bem......

Se recorrermos à teoria de Herzberg (fatores intrínsecos e extrínsecos, aumento da satisfação aliada à redução da insatisfação, fatores higiênicos e motivacionais), a alternativa A está correta.
Se, por outro lado, considerarmos a importância da cultura organizacional como fator capaz de motivar o grupo, a alternativa C também está correta - e volto a citar o modelo de administração japonês, que prezava a coletividade em detrimento da individualidade.

O gabarito oficial aponta a alternativa A como a correta.

E quanto às questões de marketing ?!
A questão 20 é uma enorme perda de tempo. A pessoa que não conhece NADA sobre o assunto, mas consegue interpretar o gráfico, acerta facilmente.
Por outro lado, se o cara estudou muito o assunto, azar o dele. Não precisava.
Mas o pior, neste caso, é o seguinte: o gabarito indica a alternativa E. 
Errado.

A alternativa E afirma que "o custo de atendimento é positivamente relacionado ao valor real do cliente". Não é.
Basta ver o gráfico para perceber que esta afirmação somente é válida para os grupos 1 e 3, que têm valor  real MAIOR do que o custo de atendimento, enquanto o grupo 2 tem custo IGUAL ao valor, e finalmente os grupos 4 e 5 têm valor real (significativamente) MENOR do que o custo de atendimento.

A alternativa APROXIMADAMENTE correta é a D ("mais de dois terços da receita provêm de 10% dos clientes"). Aplicando-se a regra de Pareto, percebemos que os grupos 1 e 2, somados, respondem por 11% do total de clientes da empresa, e concentram nada menos do que 68% da receita. Tanto é verdade, que o valor estratégico destes grupos é BASTANTE superior ao dos demais.

Destaquei o "aproximadamente", pois o valor exato não é 10% dos clientes, mas 11%.

O gabarito está errado.

A questão 21, relacionada à questão 20, é na verdade um exercício de adivinhação, futurologia pura.
Afirma-se o seguinte:

Com base na análise da figura, Alberto Santos pode definir a estratégia de marketing de relacionamento para a sua empresa. 
Devem ser usadas estratégias de retenção para os clientes do Grupo 1. 
PORQUE 
O Grupo 1 é o que apresenta maior potencial de crescimento. 

A respeito dessas duas afirmações, é CORRETO afirmar que 
A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. 
B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
E) as duas afirmações são falsas.
O gabarito indica como correta a alternativa C - porém, ela NÃO está correta. Ela está "menos errada".

Isso se deve à ambiguidade do enunciado: Alberto Santos, diretor de marketing da 14 Bis Linhas Aéreas, dividiu a base de clientes da empresa em cinco grupos, com base no tamanho, na participação percentual na receita, no custo de atendimento e nos volumes de transações atuais (valor real) e potenciais (valor estratégico).

Como eu não estou dentro da cabeça do Alberto Santos, eu não sei que critérios foram usados para classificar o POTENCIAL dos clientes....... Foi o volume de compras ? Foi o mix de produtos/serviços adquiridos ? Foi o interesse da empresa em outros segmentos de negócios nos quais estes clientes também teriam interesse (e, assim, poderiam tornar-se clientes da empresa quando ela entrasse neste outro segmento) ?
Não sei.

Por isso mesmo, eu não posso afirmar categoricamente que o grupo 1 deve ser alvo de estratégias de retenção. Adeus, alternativa C.

A questão 25, FINALMENTE, traz um pouquinho de inteligência à prova.
Questão bem montada, com elementos capazes de se atingir uma conclusão. E o gabarito está correto!!!!!

Mas a alegria dura pouco: na página seguinte, a questão 26 volta ao problema da questão 21. Um lixo.

Tenho pena da educação brasileira.
E esta sensação aumenta a cada dia.