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3 de agosto de 2013
Mídia Ninja & Fora do Eixo: um grande coletivismo do aparelhamento político
Geralmente nem me dou ao trabalho de ler as colunas do Álvaro Pereira na Folha, porque o cara é um mala sem-alça, um completo pé no saco. Hoje, porém, recebi a "sugestão" de lê-la, e até que valeu a pena (tirando o estilo bem chatinho dele, há algumas verdades interessantes):
"Ator de Jiraya' vem ao Brasil e treina Mídia Ninja do Fora do Eixo." "Frente fria chega ao sudeste e congela cachês de artistas do Fora do Eixo." "Pablo Capilé oferece asilo a Edward Snowden na Casa Fora do Eixo."
Já deu para perceber qual o principal alvo do site de humor forado beico.tumblr.com: o coletivo artístico Fora do Eixo. Originário de Cuiabá, liderado pelo publicitário Pablo Capilé, o FdE é hoje uma potência nacional, baseada em São Paulo na casa que leva o nome da organização.
O Fora do Beiço faz mais vítimas, como se vê por estas outras manchetes: "Parapsicólogos alertam para o perigo de foto hipnotizante de Caetano"; "No Rio, papa Francisco promove caônização' [sic] de Criolo".Velhos e novos ídolos da MPB, a cena indie estatal, o noticiário político, os fatos musicais: nada escapa da "razzia" bem-humorada do Fora do Beiço.
Em um texto sobre um suposto encontro do papa com o rapper messiânico Criolo, um trecho sublime: "Num papo franco, o papa Francisco descobriu afinidades com Criolo --ele é jesuíta, que catequiza os índios, e Criolo é augustino (que vem de Augusta'), e catequiza os indies".
Nas últimas semanas, a cena que gira em torno do Fora do Eixo, tão zoada pelo Fora do Beiço, ganhou evidência. Foi graças à Mídia Ninja, um grupo, aninhado no FdE, de jornalistas não remunerados, que vêm cobrindo como "insiders" as manifestações recentes pelo Brasil.
No Rio e em SP, apesar do amadorismo e da completa falta de isenção, marcaram gols jornalísticos. Estavam onde a "grande mídia" não conseguia estar, ajudaram a derrubar mentiras da PM. Tornaram-se, com mérito, assunto internacional.A Mídia Ninja é um dos braços de uma televisão na internet operada pelo Fora do Eixo, a Pós TV. É por isso que me lembrei do Fora do Beiço para abrir este texto. Porque acompanho a Pós TV desde o começo, em 2011. Trabalho em televisão, procuro seguir as novidades. E é só com bom humor que dá para falar de uma coisa tão malfeita.Pode ter sido falta de sorte, mas nas dezenas de vezes em que tentei ver a Pós TV, o que encontrei, de tão primário, deveria se chamar Pré TV. Áudio e imagens sofríveis. O conteúdo, de um tédio abissal.
Tirando as transmissões recentes dos ninjas, nunca vi um programa que não fosse: a) discurseira; b) debate ou entrevista em que todos têm a mesma opinião.
Como se dirige aos já convertidos (seus programas são vistos por poucas centenas de pessoas), a Pós TV não tem nenhuma preocupação de contextualizar. Os convidados passam horas falando sem ser identificados. Ou pelo menos passaram nos programas que segui.
Pena que o "Fora do Beiço" não deve ter assistido a um dos eventos mais curiosos da história recente da Pós TV. Ele seria capaz de descrevê-lo com muito mais humor. Foi logo depois do primeiro "streaming" de grande repercussão da Mídia Ninja.No dia 18/6, já no estertor de uma manifestação gigantesca em SP, marcada por agressões à "grande imprensa", houve um conflito brutal entre manifestantes e a PM na rua Augusta. Nenhuma outra TV estava lá. A Mídia Ninja fez uma transmissão eletrizante, e digo isso sem nenhuma ironia.
No dia seguinte, o responsável pelo trabalho foi entrevistado na Pós TV. O apresentador fez uma rápida introdução e mandou a primeira pergunta. O rapaz só fez desfilar o jargão prolixo do Fora do Eixo.Em poucos segundos, o próprio entrevistador pareceu perder o interesse: começou a ler e digitar em um iPad. Depois de uns cinco minutos, o ninja parou finalmente de falar, o apresentador disse algo, o ninja retomou o discurso, o entrevistador voltou ao iPad e eu fechei o computador.
No sentido contrário da diversidade que o FdE apregoa, a linha da Pós TV me parece monolítica: propagar a ideologia digital-coletivista da organização. Se alguma vez apresentou uma voz dissonante, eu infelizmente perdi.De tão fraca e cheia de si, a Pós TV acaba fazendo humor involuntário. Bem diferente do Fora do Beiço, que não leva ninguém a sério. Até o slogan da conta no Twitter ironiza o jeito FdE de falar: "Semeando parcerias e polinizando a fertilidade efervescente culturo-colaborativa. Coletivamente falando".
Não faço ideia de quem é o gênio que escreve. Merece um programa on-line. Não na Pós TV, claro.
Usei esse artigo (publicado na Folha de São Paulo de hoje) para introduzir dois vídeos que deixam bem claro quem está por trás do Mídia Ninja, e do tal Fora do Eixo (aumente o volume):
Pois é….
Muita gente andou saudando a tal "Mídia Ninja" como algo "revolucionário" no jornalismo.
Bobagem.
Trata-se de mais um grupo financiado e usado pelo PT.
Parabéns aos cretinos que exaltaram esse grupelho como algo "novo" no jornalismo!! (um exemplo que nunca decepciona no quesito "cretinice" segue logo abaixo)
colunista da folha que trabalha na globo tentando ridicularizar a @MidiaNINJA e o @pos_tv na ilustrada. ótimo, sinal que estão incomodando
— cynara menezes (@cynaramenezes) August 3, 2013
ATUALIZAÇÃO: Depois que 2 representantes do Fora do Eixo participaram do Roda Viva (tentei assistir, mas eram tantas bobagens que não aguentei), começaram a surgir algumas verdades inconvenientes sobre esta facção do PT. Leia algumas delas AQUI.
14 de julho de 2013
Copa das Confederações adianta o fiasco da Copa de 2014 - tudo com dinheiro público
O Corinthians contratou a Accenture para fazer um estudo, COM DINHEIRO DA ODEBRECHT (que está recebendo financiamento estatal), com o intuito de "convencer" os vereadores de SP a apovar o Projeto de Lei 288/2011, que concede isenção fiscal milionária ao Corinthians.
O PL foi aprovado (e eu publique AQUI os nomes de cada um dos vereadores que são responsáveis pela aprovação deste projeto absurdo, ultrajante), o Corinthians e a Odebrecht estão fazendo uma farra com dinheiro público, e pelo que se viu na Copa das Confederações, os dados apresentados no tal estudo da Accenture se mostraram mais furados do que as previsões econômicas do Guido Mantega (grifos meus):
Uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que a Copa das Confederações não foi capaz de movimentar o turismo interno, assim como também não atraiu o turista estrangeiro.Segundo o estudo realizado junto a torcedores das seis cidades sede, 85% das pessoas que foram aos estádios moravam no mesmo estado onde estava sendo realizado o evento. Já de acordo com dados da Fifa, apenas 3% dos ingressos foram comprados por torcedores estrangeiros.Na avaliação da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), essa baixa movimentação de turistas teve impactos no comércio, que contava com um provável aumento de demanda. "Uma pesquisa anterior realizada em abril desse ano, mostrou que 83% dos comerciantes acreditavam que a Copa das Confederações iria trazer novas oportunidades de desenvolvimento para os negócios locais. A falta de turistas no evento, aliada aos resultados das manifestações nas ruas frustraram essas expectativas”, afirma o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.
Embora 83% dos varejistas acreditavam que a Copa das Confederações iria trazer novas oportunidades de desenvolvimento para os negócios locais, a pesquisa realizada durante os jogos apontou um cenário diferente: o consumo foi direcionado para o setor de serviços como restaurantes, bares e boates, deixando o segmento varejista a desejar. Os dados mostram que boa parte dos consumidores pretendiam gastar quantias significativas durante o dia do evento com, por exemplo, alimentação (média de R$ 90 por dia), bares e boates (média de R$ 101 por dia). No entanto, praticamente 70% do público que foi aos estádios não colocou a mão no bolso para levar um produto de loja para casa (souvenires, roupas, calçados e artigos esportivos).
"O que é de certa forma natural, já que a maioria desses consumidores eram locais e não ira mesmo gastar com souvenires ou artigos esportivos, comumente comprados em viagens para presentear amigos e familiares”, explica Pellizzaro Junior.De zero a dez, a nota média dada pelos entrevistados para a Copa das Confederações foi sete. Quando perguntados sobre a avaliação de alguns segmentos do evento, o item com o maior percentual de avaliações positivas foram os estádios, com 88% de classificação bom ou ótimo.
Outros quesitos com altos percentuais de avaliações positivas foram hospedagem (58%), comércio em geral (57%), bares e restaurantes (56%) e turismo/cultura/eventos (52%). Já os itens mobilidade urbana (40%), estacionamento (46%), transporte público (48%) e aeroportos (29%) tiveram um maior percentual de avaliações do tipo péssimo ou ruim. Na opinião de Borges, houve uma maior reclamação com aqueles serviços mais relacionados às estruturas de responsabilidade do estado. "Essa insatisfação relacionada às políticas urbanas, econômicas e sociais refletem de certo modo as manifestações vistas nas ruas. Além disso, 70% dos torcedores consideram que os recursos públicos investidos na Copa não foram bem investidos ou fiscalizados", afirma.
Segundo a pesquisa, 85% dos torcedores acham que o investimento pessoal para ir aos estádios foi algo que valeu a pena, mas 62% ainda consideram o Brasil despreparado, de maneira geral, para o evento do ano que vem, a Copa do Mundo. “Ou seja, o público considerou a preparação adequada para um evento teste como a Copa das Confederações, mas ainda falta melhorar para o evento principal, que é em 2014”, explica.(Íntegra da notícia AQUI)
Eu escrevi que este valor era um absurdo, um chute estratosférico, impossível, inviável. Salvas as proporções entre a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, como a própria notícia acima faz, já é possível imaginar o tamanho da decepção que será vista em 2014.
Mas pior do que isso: o governo (incluindo federal, estadual e municipal) está usando BILHÕES de reais de dinheiro público para financiar um evento que trará um retorno pífio. Em suma, o governo está queimando dinheiro. Obviamente, nem preciso dizer que se trata de dinheiro NOSSO, de cada otário que paga impostos, taxas e tarifas no Brasil.
16 de junho de 2013
Vergonha alheia num novo patamar
Depois de ler muitas coisas sobre os atos (chamados, erroneamente, de "protestos pacíficos") que ocorreram nas últimas 2 semanas em São Paulo (e em algumas outras capitais), estou em choque.
Vamos aos fatos primeiro.
O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social brasileiro que defende a adoção da tarifa zero para transporte coletivo, que foi fundado em uma plenária no Fórum Social Mundial em 2005, em Porto Alegre. (íntegra AQUI)
O MPL e as manifestações ocorridas são capa da Veja e da Época desta semana.
A matéria da Época, em particular, merece ser lida com muita atenção. A íntegra está AQUI. Segue um pequeno trecho:
Criado em 2005, por jovens num acampamento do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o MPL se diz independente de partidos políticos – mas se escora em alguns. Organiza-se por meio de redes sociais na internet, e alguns de seus membros defendem princípios anarquistas. Dizem lutar por transporte público gratuito e de qualidade para a população. Uma das principais bandeiras é a migração do sistema de transporte “privado” para um sistema gerido diretamente pelo Estado, com a garantia de acesso universal a qualquer cidadão, por meio do “passe livre” – o fim de cobrança de tarifa.O apelo das autoridades para que suas reivindicações sejam apresentadas de modo pacífico, pelos canais democráticos tradicionais, não surtiu efeito até agora. O ativismo do MPL envolve ação direta, na rua.“A única maneira é parar o trânsito”, diz a estudante de letras da Universidade de São Paulo (USP) Raquel Alves, de 20 anos, militante do MPL. “Infelizmente, o vandalismo e a violência são necessários, para que apareça na mídia. Se saíssemos em avenidas gritando musiquinha, ninguém prestaria atenção.”
Destaquei em negrito (e cor diferenciada) a frase de uma militante deste movimento - o termo correto seria "militonta", na verdade.
Perceba, caro leitor, que a "militonta" não hesita em usar os termos corretos: VANDALISMO e VIOLÊNCIA.
Ela SABE que o movimento usa de violência, e justifica: é o único jeito de aparecer na mídia!!
Não há propostas - é apenas VONTADE DE APARECER NA MÍDIA.
Já que ela não foi selecionada para o BBB, nem foi convidada a posar para a Playboy ou ser fotografada na ilha de Caras, resolveu se juntar a meia dúzia de outros "militontos", inventar um discurso que não se sustenta, para aparecer na mídia.
Obviamente ela não está sozinha - abaixo, um rápido perfil de outros 4 militantes do MPL (a imagem está na Veja SP dessa semana):
Honestamente: depois de ler as "idéias" (muitas aspas) desses 4, não sei se choro, se rio, ou se faço ambos.
Cidadão "anti-trabalho" de 38 anos, que tem carro. Comprou como? Imagino que não tenha sido trabalhando...
O professor de história parece ser daqueles que distorcem os fatos conforme a ideologia manda - decerto ensina aos pobres alunos do ensino médio (que desgraça a educação no Brasil!!!!) que nazismo é de "extrema-direita"; que Che Guevara era um anjo caridoso formado pela somatória das personalidades de Jesus, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá; que as guerras são fruto do imperialismo americano malvado; que o homem é explorado por burgueses sujos, mal-intencionados, que esfolam o proletariado para obter lucros nojentos; que o governo deve sustentar todos etc.
A outra enxerga presos políticos porque meia dúzia de incautos foram presos ao depredar lojas, bancos, estações de metrô, queimar ônibus… Tudo isso resulta num preso político, e não tem nada a ver com vandalismo, destruição de patrimônio público etc.
Honestamente: dá vontade de chorar.
São tantas coisas absurdas ditas por militantes desse MPL, mas tantas, que não dá nem pra discutir.
Não dá!
"Se nem a polícia tem sido capaz de controlar, não somos nós que vamos conseguir". Mas… QUEM CRIOU OS PROTESTOS QUE DESCAMBARAM PARA VANDALISMO E VIOLÊNCIA? Foi a Polícia Militar? Foi o Haddad? Foi o Alckmin? Foi o Barack Obama?
Essa gente não tem a menor noção do que seja RESPONSABILIDADE, nenhum SENSO DO RIDÍCULO. São moleques (a despeito da idade cronológica, o que importa é a mental, intelectual) que acham que estão brincando de acampar.
Mas o pior mesmo é ver milhares de pessoas aceitando participar disso.
Que vergonha.
Como professor, sinto muita pena de ver estudantes manipulados de forma tão rasteira, vil, por gente mal-intencionada e/ou nitidamente incapaz de entender o contexto em que vive. Tenho a impressão de que esses 5 "militontos" começariam a chorar compulsivamente se descobrissem que o Muro de Berlin caiu, que o socialismo acabou no século passado, que "nazismo" é na verdade um corruptela de "National Sozialistische Deutsche Arbeiterpartei" (N.S.D.A.P.) ou em português, Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, que Hitler inspirou-se fortemente em Marx para escrever Mein Kampf etc...
Já imaginaram se esses "militontos" tivessem que trabalhar para comprar um carro, e depois descobrir que o governo cobra 40% de imposto no valor do carro, além do IPVA (mais 4% todo ano)? Já imaginaram se tivessem que descobrir o que é meritocracia - e, pior!, depender dela? Os tolinhos pretender casar e ter filhos? Vão sustentá-los como? Esperando alguma "bolsa" do governo? Eles correm o risco de descobrir que o governo NÃO consegue sustentar toda a população! Que choque!
E eles dizem que querem transporte gratuito… Apenas não dizem COMO fazer isso. Cobradores e motoristas vão trabalhar de graça? Troca de pneus e óleo e manutenção de motores e supensão serão gratuitas? Ou vai ter "bolsa-busão"?
Mas não é só isso - como eu disse, sinto vergonha desses "militontos", e pena de quem se deixa manipular de forma tão explícita.
E como tem gente que se aproveita!
A CNN tem uma iniciativa interessante, chamada iReport. Qualquer pessoa pode enviar uma "reportagem" para a CNN, que disponibilizará a versão preliminar na internet e deixará aberta para a votação de outros usuários registrados no site. Tudo gratuito.
Neste sábado, vi o título da matéria no Facebook, com o link. Cliquei.
A reportagem (repito: PRELIMINAR) está AQUI. Depois de ler, fui obrigado a me cadastrar e incluir um comentário. Ei-lo (corrigi 2 ou 3 erros de digitação que só notei depois de ter inserido o comentário, e não localizei, no site da CNN, um recurso para editar/corrigir):
There are so many mistakes, misconceptions and maneuvers in such a small article that it's hard to pick just one or two. Although, to stick with the main topic - the riots - I'll pick the final piece.
"The protests are not mere isolated, unionized movements or extreme left riots, as some of the Brazilian press says."
Yes, they are.
Every single organization/social entity involved in the riots are part of extreme-left wing parties (e.g. PCO, PSOL, PSTU, PCdoB - the "communist party of Brasil" in a free and direct translation), as it has been demonstrated beyond any doubt by a small part of the press - as most of the media is more concerned in discussing how many protesters, journalists and police officers were wounded, if the law enforcement overreacted or not.
All the people speaking on behalf of the riots' organization belong to one of the extreme-left parties - which usually receive very few votes during elections, and do not have enough strenght to aprove any of their projects in the Congress. Therefore, they choose to make their points using violence, riots, land invasions and other felonies and/or misdemeanors.
Such organizations are planning and executing protests in every major city of Brazil: Sao Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba and so forth. In every city, all the same people are involved in - they travel from one riot to the other Their names are public, and this information was widely published in the press.
The most discussed organization is called "Movimento Passe Livre" ("free pass movement"). Four of their spokespersons had an article published by Folha de Sao Paulo (the biggest newspaper in Sao Paulo State) on Thursday (06/13). They endorsed Brazil should have "tarifa zero" (cost free) public transportation because capitalism doesn't work, and the profit driven companies in charge of the bus system in Sao Paulo should be shut down. This is the very same desire publicly proposed by these extreme-left parties. The moviment has the very same agenda - and it's not a coincidence. But most important: during the riot people were carrying flags, and all the names of these extreme-left parties were on display - it's easy to see it in every picture taken by every newspaper in the major press in Sao Paulo. Conclusion: those organizations are not trying to hide their participation, their agenda.
"It is not a teenage rebellion. It is the uprising of the most intellectualized portion of society who wants to put a stop to these Brazilian issues. "
As a matter of fact, the major problem with this allegation is its inaccuracy: nobody knows the profile of those who participated of the riots. If anybody says it was a majority of poor people, or college students, or low wage groundworkers, it's a lie. There were at least 5,000 people in last Thurday's riot in Sao Paulo, and it was absolutely impossible to conduct some sort of poll to investigate age, education level, wealth or any other useful information to sustain this sort of assertion.
"The young national mid-class, which has always been unsatisfied with the political oblivion, has now "awaken" - in the words of the protesters."
Again: it is impossible to establish if it is a middle-class moviment or not. The article seems to have such confidence in the assertions, but there is absolutely no evidence to support any of those statements whatsoever.
Is it OK to use an educated guess (at the most) in order to write about a serious situation? In a third class press maybe; in a prestigious news channel definitely not. These vehement conclusions do not represent the truth - they might be one's opinion, but it's important to reveal stronger proof to claim this is not politically orientated, because all the evidence so far indicates the exact contrary.
Yes, the country is facing a terrible economic moment, corruption is a permanent threat, and the infrastructure problems are affecting individuals and companies trying to do business in Brazil. Once again, Brazil's future as a developed country is in jeopardy - but that's another strong reason to avoid fallacious illations.
I remember reading, a couple of days ago, a report about riots in Sweden on The Economist: "Kjell Lindgren, a Stockholm police spokesman, provided the most convincing explanation: “There is no answer.” ".
Right now, trying to explain the recent riots in Brazil might me a similar case - although there are incomparable differences between Brazil and Sweden.
Ao ler alguns dos comentários feitos na tal "reportagem teste", MAIS vontade de chorar. Mais desânimo.
Tem gente culpando a privatização dos "neoliberais" do PSDB, outros culpam a oposição "de direita do PSDB" (DIREITA???? O PSDB???? Cara, vai estudar um pouco, porra!), outros culpam o FMI, outros culpam a imprensa, a polícia violenta, bla bla bla.
Muro de lamentações em inglês macarrônico.
Contudo, o que eu vi foi outra coisa: 90% dos comentários falam algo como "ainda bem que a CNN mostrou isso, porque a mídia brasileira não mostra!".
O sujeito se cadastrou, inseriu o comentário (repito: no ingles macarrônico), e não percebeu que a reportagem foi escrita por um brasileiro, que mora em São Paulo, e está disponibilizada para ser aprovada ou não para TALVEZ, UM DIA, entrar na programação/site da CNN.
A quantidade de bobagens (intencionais ou não, calcadas na má-fé ou na ignorância, não sei) e mentiras e falácias que estão circulando em virtude do busílis causado por estes tais protestos me parece algo sem precedentes!
Felizmente vejo coisas boas também - ainda que em quantidade bem menor. Duas coisas que li e recomendo: a primeira, AQUI me deixou boquiaberto. Sensacional Mesmo.
Complementarmente, este AQUI.
O que me parece certo, neste momento, é que ainda irão surgir mais informações novas.
Eu havia, ontem, decidido não voltar a este assunto. Porém, continuaram surgindo novas informações - da maior relevância. As reportagens da Época e da VejaSP (que traz o perfil dos 4 militontos conforme a imagem lá em cima) eu só vi à noite. E em virtude dos absurdos que li, não me contive.
Assim, por ora, a minha certeza é que conforme forem surgindo os fatos concretos sobre esse MPL, muita gente que entrou no barco dos protestos de alegre (ou de idiota útil) vai se afastar.
Não tenho dúvida de que as pessoas - a maioria silenciosa - estão fartas de inflação descontrolada, economia estagnada, corrupção em níveis estratosféricos, caos na saúde, educação precária (se bem que esta é a tábua de salvação de 90% dos políticos no Brasil) e todas as mazelas que estão acumuladas.
E, como já disse, protestar contra isso é ótimo. Mas protestos inteligentes, e não atos de vandalismo liderados (e manipulados) por movimentos do nível (?) desse Movimento Passe Livre.
14 de junho de 2013
O gado e o caos em São Paulo [atualizado]
Sobre as cenas deploráveis de ontem à noite, quando São Paulo sofreu pelo vandalismo e uso político de uma massa de idiotas úteis de um lado, e excessos da PM do outro, algumas leituras que valem a pena:
1) Sobre o uso político dos protestos, que vem sendo DESCARADO, o Flávio colocou todos os pingos nos "is" AQUI.
Abaixo, uma das imagens do Estadão: não apenas bandeiras de partidos políticos, mas algumas inclusive com o NÚMERO DO PARTIDO! Campanha político-eleitoral? Ué, não era "manifestação pacífica"? Parece que não, né ?!
Mas não é só: defronte ao Teatro Municipal, faixas com menção à greve da CPTM que prejudicou ainda mais a cidade ontem:
Mas o que a greve da CPTM tem a ver com "manifestação pacífica contra o aumento das tarifas dos ônibus" ?
Nada, claro.
Trata-se de uma agenda política daqueles que orquestraram essas badernas.
Sobre este grupo denominado "Juntos", que assina diversos cartazes e faixas, leia os detalhes AQUI.
2) Sobre o absurdo das exigências (falsas) de tarifa zero, o Drunkeynesian levantou excelentes questões AQUI.
3) A Folha publicou, na edição de ontem, um artigo assinado por 4 "representantes" da ONG que vem usando gente pouco afeita aos fatos como massa de manobra (ou vulgo "gado socialista") AQUI.
Interessante notar que a única coisa que eles fazem é criticar, acusar, dizer que o atual modelo de ônibus em SP está "esgotado" (e algumas palavras depois "em crise", o que, convenhamos, é diferente de "esgotado"), e reclamar da PM - que, até ontem, estava muito passiva, permitindo que vândalos, bandidos, destruíssem propriedade pública e privada sem grandes dificuldades.
Os 4 "representantes" da ONG poderiam ter aproveitado o espaço dado pela Folha para explicar, por exemplo, por qual razão lojas, bancos e estações do metrô foram atacados e parcialmente destruídos na terça-feira.
Não o fizeram.
Os 4 lindinhos pouco afeitos à democracia (que pressupõe respeitar o direito dos outros, coisa que a ONG não consegue fazer, nem tenta) poderiam pedir que alguém lhes explicasse, com desenhos coloridos, o que está muito bem explorado AQUI. ESTE É UM TEXTO CURTO, OBJETIVO, QUE MERECE SER LIDO.
E relido.
E lido novamente.
Pessoalmente, acho que passou da hora de protestar - contra a corrupção em níveis jamais vistos, contra a economia patinando (pibinho, inflação fora de controle), gastos absurdos do governo, infra-estrutura de país de 14o mundo com impostos de primeiríssimo mundo etc.
Mas há formas inteligentes de protestar.
E há formas burras.
O que temos visto e sofrido, nos últimos dias, são consequências das formas burras.
Gente bem intencionada que serve de massa de manobra de grupelhos extremistas (PSTU, PCO, UNE, MPL, setores do PT, como a JPT - Juventude do PT etc) que têm uma agenda que NÃO coincide com os anseios da população.
Ou alguém acha que a maioria da população quer o socialismo, sem direito de melhorar de vida, tendo que racionar papel higiênico, como na Venezuela?
3 de junho de 2013
As forças retrógrado-petistas
Artigo que merece ser lido e relido:
As forças retrógrado-petistas
Miguel Reale Júnior, O Estado de S. Paulo, 01/06/13Em maio de 2011 foi apresentada no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n.º 33 (PEC 33), de iniciativa do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI). Por essa emenda se impõe grave restrição ao poder jurisdicional do Supremo Tribunal Federal (STF) como forma de combater o “ativismo judicial”. Na justificativa da emenda afirma-se que o STF, sem legitimidade eleitoral, passou a ser um legislador ativo, pois, indo além da solução do caso concreto, cria normas invadindo a atribuição reservada aos parlamentares, os únicos legisladores.
A PEC 33 ficou em “banho-maria” por mais de ano e meio, tendo sido apresentado na Comissão de Justiça parecer favorável à sua admissibilidade apenas em dezembro de 2012 e reconhecida sua constitucionalidade em abril do corrente ano, com publicação da decisão 15 dias atrás.
Dois fatores foram desencadeadores da agilização do procedimento para apreciação da PEC: o julgamento do mensalão e a sustação liminar da tramitação do projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados, impondo limitação ao uso do Fundo Partidário e do tempo de televisão aos novos partidos a serem constituídos.
Merece ser ressaltado o conteúdo autoritário das duas propostas legislativas, que têm em comum pretender limitar o exercício da democracia, um submetendo o Judiciário ao Legislativo, o outro criando insegurança à ida de parlamentares para um novo partido, com efeito imediato durante a própria tramitação, uma forma insidiosa de estrangular o surgimento de agremiações, garantindo-se, de outro lado, maior tempo de televisão aos partidos da base governista, como forma de se tentar perpetuar no poder a coligação entre políticos retrógrados e petistas que domina o País.
Cabe, então, uma breve a análise do teor desses dois projetos. A Proposta de Emenda Constitucional n.º 33/11 constitui uma verdadeira aberração: primeiramente, pretende-se garantir a intocabilidade das leis consideradas inconstitucionais pela maioria dos ministros do STF, pois a Constituição passaria a exigir para decretação da inconstitucionalidade das leis que esse reconhecimento fosse feito por quatro quintos dos ministros do STF. Assim, apenas se 9 dos 11 ministros entenderem a lei inconstitucional será ela assim reconhecida. Se 8 ministros considerarem inconstitucional a norma, esta permanecerá eficaz, pois sua inconstitucionalidade foi reconhecida “apenas” por três quartos dos ministros. Dessa forma se pretende instalar a supremacia do Legislativo, cujas afrontas à Constituição devem ser perenizadas autorizando-se que lei, reconhecida inconstitucional pela maioria do STF, permaneça intangida.
Em outro artigo, a proposta de emenda generosamente permite ao STF criar súmula, também por quatro quintos dos seus membros, mas que somente terá força vinculante se tal efeito lhe for outorgado pelo Congresso Nacional. Recebida a comunicação de prolação da súmula pelo STF, o Congresso terá prazo de 90 dias para deliberar, em sessão conjunta, por maioria absoluta, sobre o seu efeito vinculante.
Assim, em matéria de cunho eminentemente jurisdicional como o relativo à interpretação de norma constitucional tributária, o entendimento, mesmo de quatro quintos do STF, apenas terá força vinculante para a administração pública se o Congresso entender de atribuir a tal enunciado esse efeito. A decisão técnico-jurídica do STF, fruto de decisão de quatro quintos de seus membros, ficará, então, sujeita ao crivo do Congresso Nacional, o único que, em sua suprema onisciência, poderá ou não dar força vinculante a uma súmula!
Em outro dispositivo se chega a mais um absurdo: se o STF reconhecer a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional, como essa mesmo, por exemplo, tal decisão não terá efeitos imediatos, mas dependerá de apreciação do Congresso, que julga o julgamento do STF. Se o Congresso rejeitar a decisão do STF, a matéria será objeto de consulta popular, um plebiscito, para que o povo diretamente avalie se a emenda constitucional é constitucional ou inconstitucional, se deve ou não ter eficácia. Avilta-se o STF em favor de um populismo perigoso ao se submeter questão técnica de inconstitucionalidade à apreciação da população!
De outra parte, o Projeto n.º 4.470/2012, já aprovado na Câmara dos Deputados, torna impossível a transferência dos recursos do Fundo Partidário e do horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão proporcionalmente ao número de deputados que venham a integrar o novo partido, com isso desestimulando a migração de parlamentares para agremiações em formação.
Com toda a razão se argumenta que o projeto leva ao esvaziamento do direito fundamental à livre criação de partidos e do pluralismo político, em ofensa ao já decidido pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade, a ADI 4.430.
Assim, diante do perigo iminente de dano à liberdade política, o ministro Gilmar Mendes deu liminar para sustar a tramitação do projeto, cujos efeitos nefastos já se faziam presentes. Foi o bastante para se espalhar a revolta dos parlamentares governistas em nome de um “espírito de corpo”, para chamar às falas a “honra” do Congresso, pois o STF teria interferido na apreciação de projeto ainda em votação, intrometendo-se no curso do processo legislativo.
Cabe ver, contudo, que o efeito pretendido pela maioria governista de intimidar colegas a não se transferirem para novas agremiações já se estava consumando no decorrer do processo legislativo, garantindo-se, pela mera ameaça, o garroteamento de novos partidos e a satisfação da fome de poder das forças retrógrado-petistas.
Esse quadro autoritário, fruto da aliança dos chefetes desde ontem com a corporação petista instalada na burocracia, é próprio dos atuais donos do poder.
31 de maio de 2013
Os fatos mostram: Dilma Rousseff é incapaz e incompetente e não tem nada de gerente
O que aconteceria numa empresa (não importa a área de atuação, tamanho) em que o gerente nunca sabe o que seus subordinados fazem?
Numa loja, se os vendedores resolvessem oferecer descontos num fim de semana qualquer, sem que o gerente soubesse, e o fato viesse à tona dias depois, o que aconteceria? Quantos sofreriam perdas financeiras? Quantos seriam demitidos?
Numa indústria, se um funcionário de terceiro ou quarto escalão fizesse um negócio que gerará prejuízo, o que o CEO ou os donos da indústria fariam? O que aconteceria com o gerente?
Pois a "gerentona" Dilma Rousseff, como eu já expliquei AQUI, não tem nada de gerente.
Ela não passa de uma burrocrata da mais latente e gritante incompetência.
Boato do Bolsa Família, capítulo 1 - Antes do início das investigações:
Dilma Rousseff: "foi desumano e criminoso"
Lulla: "vandalismo", "brincadeira estúpida"
Maria do Rosário ("ministra"): "central de notícias da oposição"
Boato do Bolsa Família, capítulo 2 - Após a descoberta de que tudo não passou de uma trapalhada do governo e da Caixa Econômica Federal, nem Dilma, nem Lulla e nem a ministra (que, se não falasse as coisas erradas nas horas impróprias nem seria citada em jornais, dada sua irrelevância) abriram mais a boca sobre o caso. Para piorar, a Presidência emitiu uma nota oficial sobre o caso, que basicamente diz que nada muda na CEF (AQUI).
Então a Caixa Econômica Federal enfia os pés pelas mãos, ninguém sabe de nada, a Presidente da República afirma que quem espalhou os boatos foi desumano e criminoso e dias depois vem à tona a verdade: funcionários da CEF pisaram na bola, o presidente da CEF não sabia de nada e a chefe dele, Dilma, sabia menos ainda. Aliás, a Dilma sempre sabe menos do que todo mundo - impressionante, não ?!
Leia o editorial do Estadão sobre o caso da CEF e do bolsa-família AQUI. Leitura imperdível. Eis aqui o último parágrafo:
O Planalto, de seu lado, está numa enrascada. Tendo reagido pavlovianamente ao episódio, ao culpar a oposição pela boataria, sem procurar saber, primeiro, qual teria sido a verdadeira origem dos saques em massa, a presidente Dilma se vê mais uma vez no papel constrangedor de espectadora inerte da bagunça que reina no seu governo.
E aquele monte de jornalista se esforçando para vender a estorinha de que a Dilma é centralizadora, "espanca" os projetos e propostas até que eles fiquem sólidos e exequíveis, que ela presta atenção aos mínimos detalhes de tudo etc….
TUDO MENTIRA. TUDO BOBAGEM.
Dilma Rousseff é incompetente, incapaz, ignorante e leniente com a corrupção que marca a desastrosa passagem do PT pelo governo.
Isso não chega a ser surpresa para quem, como eu, teve Luiza Erundina, Marta Suplicy e Fernando Haddad como prefeitos. Os 3 são um exemplo impecável do desastre que é o PT. Os 3, em seus respectivos tempos, deixaram São Paulo devastada.
E uma coincidência interessante sobre a imagem (falsa) de "gerentona" da Dilma: em 11/05 eu escrevi que essa mania de chamar Dilma de "gerente, técnica" e afins é uma falácia; em 24/05, o Valor Econômico publicou extensa matéria em que ficava mais evidente ainda a incompetência da Dilma.
A matéria, como eu disse, é longa. Bem longa. Está AQUI na íntegra.
Vou transcrever apenas alguns poucos trechos, curtos, e fazer alguns comentários pontuais (os trechos da matéria vão em vermelho):
Nos últimos dias, o Valor procurou 18 importantes empresários e altos executivos de grandes corporações do país. Dez concordaram em avaliar a presidente como gestora, oito sob a condição de anonimato. Administradora eficiente e perfil de liderança são qualidades que a colocariam no radar de "headhunters" para importantes cargos de comando em grandes corporações. Mas esses requisitos não são suficientes para bancá-la como uma grande gestora, como foi alardeado pelo PT. A competência da presidente não é colocada em dúvida, mas a de sua equipe sofreu um verdadeiro bombardeio dos empresários e altos executivos.
Não sei com base em que o Valor usa "administradora eficiente", já que a íntegra da reportagem desmonta essa tese de forma avassaladora, mas eles tinham que dar um jeito de suavizar, né?! Seria interessante citar, digamos, 3 ou 4 exemplos de EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA da Dilma.
Fica um desafio: alguém consegue achar?
Não.
Porque não existe.
"Ela está cercada de pessoas medíocres, que não a questionam. Todo mundo morre de medo dela. Ela não tem humildade para escutar os outros. Não dá para ter 39 ministérios, 39 subordinados. Em uma empresa, esse modelo não funcionaria", disse um alto executivo de um banco de investimento.
Aqui temos 2 fatores relacionados: Dilma propositadamente cercou-se de gente medíocre, incompetente (talvez até mais do que ela mesma!); gente medíocre, incompetente, sempre tem medo de questionar quem quer que seja - chefe, subordinado, vizinho, parente…..
Tautologia da Dilma: ela cercou-se de gente medíocre porque não quer ser questionada por alguém minimamente capaz, ou ela não admite ser questionada porque está cercada de medíocres?
Finalmente: uma das grandes diferenças entre CHEFES e LÍDERES é que os primeiros buscam funcionários medíocres para que eles mesmos fiquem parecendo muito bons, muito competentes, enquanto os segundos sabem que devem contratar funcionários mais capazes do que eles mesmos. Um bom exemplo disso: Steve Jobs.
Desde sempre Steve Jobs demonstrava um comportamento anti-social: o grande inovador da Apple era grosseiro, mal-humorado, rude, prepotente etc. Mas sempre buscava contratar os melhores profissionais para trabalhar para ele e para a Apple. Ele sabia que isso é fundamental.
Obviamente não estou comparando Steve Jobs à Dilma; ele era um gênio, ela não passa de uma pífia farsante. O ponto central é que o fato de Dilma Rousseff cercar-se de gente medíocre, incompetente e corrupta já demonstra que de gerente ela não tem nada.
A demora para decidir a que se referiu Joesley Batista é outro aspecto que ministros e empresários criticam em Dilma. Até hoje, por exemplo, ela não indicou um ministro para a vaga de Carlos Ayres Britto no STF. Ele se aposentou em novembro do ano passado. Ela já havia demorado quase três meses para indicar a ministra Rosa Weber. Não se pode dizer que a demora é regra para a escolha de ministros do Supremo: em apenas 18 dias ela indicou o ministro Teori Zavascki para a vaga aberta com a aposentadoria, no fim de agosto - em pleno julgamento do mensalão - do ministro Cezar Peluso. A mesma coisa ocorre em relação às agências reguladoras - Dilma levou quase um ano para nomear o substituto do atual governador de Brasília, Agnelo Queiroz, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Outro bom exemplo não apenas da incompetência gerencial de Dilma, mas também do inchaço ridículo que o PT criou no Executivo: se um cargo qualquer pode ficar meses sem ninguém para ocupá-lo, resta evidente que o cargo é desnecessário.
Se o cargo é desnecessário, por que ele existe?
Para permitir acomodar indicações políticas em troca de apoio dos partidos nas votações que interessam ao Executivo. E, mesmo assim, Dilma não tem conseguido votar questões do seu interesse num Congresso que tem aproximadamente 80% dos deputados e senadores como "base aliada" (vide o caso recente da MP dos Portos).
É muita incompetência!
A demissão do ministro da Defesa não deixou de ser simbólica: demonstrou o gosto da presidente pelo exercício da autoridade. Outros traços de Dilma já eram conhecidos, como o centralismo, o detalhismo - quer saber tudo sobre todos os projetos - e a capacidade de deixar interlocutores ruborizados. Um deles diz que a "presidenta" - Dilma exige ser chamada assim - é bem informada, tem acesso a muita informação de governo e interesse pessoal de "estar por dentro". Lê muito. Dos jornais aos projetos de governo que leva para o Palácio da Alvorada. A receita para o ministro agendado para uma audiência, portanto, é saber do que ela já está informada e falar só o que a presidente precisa saber.
Não é incomum Dilma interromper o interlocutor com frases do tipo "não quero falar disso" ou com perguntas sobre uma minúcia qualquer do funcionamento do ministério que o ministro evidentemente desconhece. Os empresários estão certos quando dizem que Dilma causa pavor aos auxiliares, inclusive ministros. Na realidade, alguns preferem enviar seus secretários-executivos para os despachos. É certo que Dilma às vezes até gosta, pois trata-se de alguém que ela mesma pôs no posto - oficialmente, para ter uma visão alternativa da pasta; na prática, um atento vigia dos atos do ministro e, às vezes, do próprio ministro. Garibaldi Alves (Previdência Social), de início se queixava de não ter o que fazer - tudo era tocado e formulado pelo secretário Carlos Bargas. Com o tempo, Garibaldi, ex-presidente do Congresso, se acostumou e parou de se queixar ao PMDB.
Primeira coisa: chefe que EXIGE ser chamado de chefe é um boçal, que sabe que jamais merecerá o respeito e, por isso, EXIGE forçosamente alguma coisa. Dilma EXIGE ser chamada de presidenta?
Ela é boçal, incompetente e fraca, sabe disso, e usa o cargo para impor que seu interlocutor a "respeite", porque sabe que jamais ganharia este "respeito" se dependesse da própria capacidade.
Segundo: ela interromper o interlocutor com "não quero falar disso"… Bom, o caso do bolsa-família e da Caixa Econômica Federal provou que não é bem assim… Ela não sabia de um cagada MONSTRUOSA que a CEF fez e causou tumulto em mais de 10 estados.
Finalmente: o ministro se queixa de não ter o que fazer… PEÇA DEMISSÃO, SENHOR.
Nitidamente o senhor é inútil, então saia daí.
Aliás, o ministério todo parece não ter utilidade, então que seja fechado de uma vez!
Downsizing, gerentona, downsizing - já ouviu falar, Dilma?
Reengenharia? Revise processos e CORTE tudo o que for desnecessário.
Se a Dilma fosse gerente, saberia disso e, mais importante, FARIA ISSO.
O Código de Mineração levou nove anos sendo elaborado pelo ministério que, no governo Lula, foi comandado por Dilma Rousseff. Toda semana Lobão responde que "em 15 dias" o projeto será enviado ao Congresso. Isso, já há mais de ano. Aliás, nesta semana, o ministério informou que o código estará no Congresso nos próximos 15 dias. Segundo Lobão "as questões de concessões demoram porque têm que ser decididas com segurança".
O ministro exemplifica: quando foi criado o grupo de trabalho para fazer o marco regulatório do Pré-sal, "pensávamos em resolver tudo em três meses. Levamos três anos". Sempre que os projetos ficam prontos, Dilma diz: "Vamos espancar a lei". Isso significa esmiuçar cada artigo do projeto em busca de erros, contradições com a legislação existente, sua constitucionalidade. "Isso leva tempo", diz Lobão. É o que estaria acontecendo, no momento, com o programa para importar 10 mil médicos - 6 mil cubanos - que tanto aflige o ministério da Saúde. A Casa Civil ainda está "espancando a lei": qual tipo de visto será concedido aos médicos estrangeiros?
NOVE ANOS elaborando o código de mineração?????
NOVE?????
Isso não tem outro nome: incompetência.
Esse papo de "espancar" um projeto para que ele fique bom é bobagem. A realidade mostra que os projetos que chegam ao Congresso estão ruins demais. O caso das privatizações recentes da Dilma e do Lulla, que incluem portos, estradas e aeroportos, mostra isso. Desde 2007 isso vem sendo mudado, e as estradas privatizadas pelo governo federal ainda não estão prontas; os projetos, cheios de erros, não atraíram empresas interessadas em investir.
A Dilma anunciou o programa de privatização das rodovias federais em 2007.
O que aconteceu em 2008?
E em 2009?
E em 2010?
E em 2011?
E em 2012?
Estamos em 2013, e ainda não saiu nada.
Isso tem um único nome: INCOMPETÊNCIA.
"O processo de governo é muito ruim", diz um ministro que tem uma pilha de projetos sendo "espancados" na Casa Civil. Os empresários criticam os ministros e os ministros, com raras exceções, criticam a Casa Civil da ministra Gleisi Hoffmann, habitada, segundo eles, por técnicos jovens, inexperientes e, às vezes, arrogantes. Não é raro um deles ligar para um ministro de Estado a fim de tomar satisfações sobre algum projeto. Constrangidos, os ministros respondem.
Precisa comentar muito aqui?
Os ministros respondem porque são medíocres, só isso.
O estilo Dilma faz escola no governo. Em uma reunião recente entre técnicos dos ministérios do Planejamento e da Integração Nacional, discutia-se a liberação de verbas para municípios e a secretária-executiva do Planejamento, Eva Chiavon, mandou fazer a "transferência fundo a fundo", como se diz no governo. O pessoal da Integração Nacional achou por bem advertir que esse era um dos mais conhecidos focos de corrupção. "Manda para os municípios e os prefeitos que se expliquem depois aos tribunais de contas deles". Alguém advertiu que já não era bem assim hoje, como demonstram decisões do Tribunal de Contas da União, mas principalmente agora que o STF acatou a teoria do "domínio do fato" para condenar José Dirceu como mandante do mensalão. Eva não se deu por vencida e saiu-se com a frase que encerra muitas discussões: "A presidenta mandou".
Novamente a estória de usar a posição de "chefe" para evitar a argumentação, o convencimento, a negociação. "A presidenta mandou" é a frase que encerra a discussão - se a "presidenta mandou", escolhe-se qualquer coisa que a "chefa-que-se-acha-a-rainha-do-Egito" quer, ainda que seja uma decisão economicamente ruim, ilegal ou qualquer coisa.
Além de demonstrar que o autoritarismo fala mais alto, sempre.
"A presidenta não se conforma com avaliações genéricas. Ela quer saber dos resultados, dos detalhes", diz a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "Ela questiona, pede correções, reorienta. Isso é fundamental para o sucesso de um programa e de um projeto", explica. "Às vezes, até pode demorar um pouco mais. Mas ele é bem estruturado e dá resultado consistente. Não podemos ter projetos superficiais e genéricos para lançar e depois não ter sustentabilidade".
Engraçado… o PAC está empacado (nem o governo fala mais dele, pois foi uma propaganda enganosa que não vingou, claro), diversos programas que o Lulla lançou (e colocou a Dilma como "gestora" de cada um deles) sumiram do mapa porque se mostraram um fracasso (Fome Zero, Primeiro Emprego, entre outros), a economia está parada, a inflação está descontrolada, enfim, está uma zona… E a ministra Gleise justifica a demora por causa da suposta preocupação com os detalhes para que os projetos dêem resultado?
Querida, os projetos demoram anos e, ainda assim, são um fracasso.
Isso significa, em bom e claro português: vocês são lentos e incapazes.
Entendeu ou precisa desenhar?
Na equipe econômica chama-se as escolhas de Dilma de "estilingadas", decisões que, depois de tomadas, batem num muro e voltam. Só um ano e meio depois de estar no comando do governo ela se convenceu de que o Estado brasileiro não está em condições de investir e admitiu fazer as concessões. Ainda assim, tabelou por baixo o lucro das empresas, no caso das rodovias. Voltou atrás, quando percebeu que não daria certo.
Quem escreveu a matéria foi gentil, recorreu ao eufemismo elevado à vigésima potência multiplicado por 10: em 2007 a Dilma apresentou a programa de privatização das rodovias, e hoje, maio de 2013, ainda não se sabe se haverá ou não a privatização, se vai sair neste ano, em quais termos etc. São mais de SEIS ANOS.
SEIS ANOS SE PASSARAM e nada foi feito!!!!!!
Aliás, quando da aprovação da MP dos Portos (dias atrás), li uma entrevista de alguém do (DES)governo que, caso a MP não fosse aprovada, haveria um colapso nos portos, porque o volume de exportações seria muito maior do que a capacidade de escoamento. Sendo mais específico, a ministra da Casa Civil da Dilma declarou o seguinte numa entrevista à Folha de São Paulo:
Mas por que foi criada essa resistência tão forte dos operadores em portos públicos?Temos hoje um porto público com capacidade de movimentar 370 milhões de toneladas em cargas. Em 2015, nós já estaremos movimentando 375 milhões. Ou seja, estamos no limite da capacidade. Temos então de aumentar esta capacidade. Para isso, não podemos permitir que uma reserva de mercado fique em detrimento da eficiência do país.
Cara ministra: sua chefA, Dilma Rousseff, tornou-se ministra da Casa Civil em 2005. Em 2015, a data que a senhora menciona como "limite" para aumentar a capacidade dos portos, completar-se-iam DEZ ANOS em que a presidentA Dilma não fez nada sobre o assunto. Seja como ministra (desde 2005), seja como presidentA (desde 2010), DILMA ROUSSEFF NÃO FEZ ABSOLUTAMENTE NADA PARA RESOLVER ESSE PROBLEMA.
E agora, em 2013, ela quer que o Congresso aprove a medida provisória a toque de caixa?
Isso revela incompetência mais autoritarismo. Gente que não sabe qual a função do Congresso.
Não, dona Dilma, o Congresso não é, ao menos em tese, obrigado a aprovar todos os projetos do Executivo apenas e tão somente porque "a presidenta mandou".
Ainda que este Congresso atual seja, ipso facto, uma pocilga, o Legislativo não é feito para ser capacho do Executivo.
E Dilma, você não é a rainha do Egito; você é apenas uma burrocrata incompetente.
Portanto, MENAS.
Restrinja-se à sua insignificância e à sua gritante incompetência.
22 de maio de 2013
Importar médicos? A gerente incomPTente é dilmais mesmo
Essa coisa de "importar" médicos cubanos é mais uma demonstração da completa incompetência da "gestora" Dilma.
Aliás, é fruto de incompetência grave associada à mais rastaquera tentativa de fingir que alguém neste governo se importa com a saúde no Brasil - que está completamente abandonada, um verdadeiro caos.
Lulla não fez nada.
Dilma não fez nada.
Evidentemente nenhum dos 2 se importa com o lixo da saúde no Brasil, pois ambos foram se tratar no caríssimo (e excelente) Sírio Libanês.
Agora....do que adianta "importar" médicos (pode ser de Cuba, da Noruega, da China, não importa!) se não existe infra-estrutura para que os médicos trabalhem?
Faltam leitos, faltam equipamentos, faltam enfermeiros/auxiliares, faltam remédios.....enfim, falta tudo!
Recebi via e-mail, do amigo Lúcio Wandeck, o texto abaixo, extremamente apropriado (estou transcrevendo na íntegra, exatamente como recebi):
"Escrevi esse desabafo há pouco, no mural de mais um amigo que resolveu descascar os médicos no seu perfil do facebook, em virtude desse debate sobre a importação de médicos cubanos.
Deixei no meu perfil pra que aqueles que não são da área possam botar um pouco a mão na consciência. Vou substituir o nome do cara do início do texto, o resto vai na íntegra:
"Fulaninho, eu sou membro dessa categoria que você, com extrema classe, disse não respeitar. Discordo veementemente do modo esquerdista de ver o mundo, mas tento não deixar isso influenciar em qualquer conversa, e não pretendo fazer isso agora, mas peço que reflita sobre o que vou dizer.
Não acredito que os médicos cubanos sejam solução. Nem os espanhóis, nem portugueses, nem americanos, suíços, ou até mesmo brasileiros, extra-terrestres ou os mais belos anjos. O problema é estrutura. Digo isso com conhecimento de causa, visto que eu trabalho e trabalhei no SUS nos últimos 4 anos em que estive formado. De que adiantará um médico em qualquer localidade que seja, quando não se possui o MÍNIMO para trabalhar? Medicina é mais que estetoscópio e conversa. É saneamento básico, é educação, é leito hospitalar, é exame laboratorial, é ultrassonografia, é tomografia, ressonância, é UTI, centro cirúrgico, é fisioterapia pós-operatória... dentre outros. Eu já trabalhei em vários interiores, mesmo sendo membro dessa categoria "corporativista e de reserva de mercado" (em suas palavras). O meu primeiro paciente, o primeiro que eu vi na minha frente como médico, em uma USF a 400 km de Recife, possuía um quadro de icterícia obstrutiva, e estava ali, na minha frente, com dor e amarelo da cabeça aos pés. A conduta correta seria interná-lo pra investigar o que estava acontecendo. Falo com a minha enfermeira, ela diz que isso não é possível. Não havia leitos para alocá-lo, muito menos exames a serem realizados. Medicação no posto? Paracetamol. O tylenol que você toma.
Consegui, a duras penas, pedindo favor pra amigo residente na capital e transporte de CARONA, levar o pobre coitado pra Recife, onde foi realizada uma tomografia que constatou um tumor de pâncreas. Eu gostaria de saber o que o colega cubano, em locais mais inóspitos ainda, poderia ter feito. Porque nem medicação pra deixar o cara confortável em casa dava pra arrumar. E você se vira nos 30, tentando, de alguma forma, ajudar o cara, e ainda morrendo de medo de levar um processo nas costas, porque ninguém quer saber se você tinha ou não condições de trabalho. Tem que fazer feito o Harry Potter e fazer as coisas acontecerem em passe de mágica. Isso foi UM paciente. Na mesma manhã, atendi mais 19. Doente no interior não tem só hipertensão e diabetes. E mesmo quando o problema são as doenças mais básicas, elas complicam. Acidente vascular encefálico, pé diabético, crise hiperosmolar, infarto agudo do miocárdio... nada disso vai ser resolvido com "tome este comprimido duas vezes ao dia e retorne em duas semanas".
Gostaria também de salientar que não são fornecidas, na grande maioria, as mínimas condições para que se realize um atendimento de qualidade. Dos diversos empregos que tive (mudei de alguns, porque levei CALOTE de prefeitura), em apenas UM eu tinha consultório, com uma porta e uma maca, que dava pra examinar alguém decentemente. Em TODOS OS OUTROS, trabalhei atendendo gente em varanda de casa (com dois cachorros que viviam puxando a barra da minha calça no meio do atendimento - muito divertido, queriam brincar, mas eu tinha que trabalhar), sala de aula em escola (dividindo o momento de atendimento médico, confidencial e sigiloso, com a turminha aprendendo o ABC), e até mesmo uma DESPENSA de um 1,5 metro quadrado, em que só cabia eu mesmo, sentado numa cadeirinha no escuro, escutando o coitado do paciente, de pé, na porta.
Vale relatar que todas essas referências que fiz quantos aos meus "consultórios" referem-se a cidades a não mais do que 100 km de distância de Natal. Quiçá outras localidades. Pra conseguir exame de sangue? 2, 3 semanas de atraso. Ultrassonografia? Vixe, um mês. Tomo? Ressonância? Mais fácil acabar a seca no sertão. Por melhores que sejam as intenções da atuação na medicina preventiva, caro Daniel, pessoas adoecem. Câncer acontece. Infarto também. Fratura. Pneumonia. Crise asmática. Pé diabético, AVE, parto complicado, pré-eclâmpsia.
Plantões de emergência em interior? Tente realizar uma reanimação de parada cardíaca, quando você sabe o que fazer, e o monitor dos dois desfibriladores não funciona. Ou então transferir um paciente com um acidente vascular encefálico hemorrágico, entubado, em uma ambulância que nada mais é que uma FIORINO, passando três horas debruçado em cima dele, fazendo a ventilação mecânica e balançando de um lado pra outro na "caçamba" da "ambulância". Sabe o que aconteceu com o pobre coitado? Faleceu... Porque quando chegou na unidade de referência, havia mais 8 pacientes com quadro similar, ou piores no hospital de referência, e não existiam meios para fornecer o tratamento necessário àquele doente. E você faz tudo isso, passa horas tentando salvar o cara, pra saber que o sistema não te ajuda. E no fim de tudo, ainda arrisca levar um processo que vai te custar até as calças, porque a família não quer saber de nada disso. Só quer a compensação.
Cada doente que eu atendo em condições inóspitas para a prática da minha profissão, é um risco que eu corro. CADA UM. Se eu deixar de diagnosticar qualquer coisa, a culpa é minha. É erro médico. E vocês, que estão do outro lado, não querem saber de nada, só querem enfiar a porrada.
Manda um engenheiro projetar um prédio de 50 andares com um lápis e uma régua, sem transferidor. E fala pra ele que os tubos não podem ser Tigre. Que a fiação elétrica não pode ser aterrada. Que faltou dinheiro pra comprar a argamassa e ele vai ter que se virar com barro. E pergunta pra ele se ele quer trabalhar assim.Achei a comparação feita, ao final do texto, extremamente pertinente: qualquer profissional (engenheiro, médico, advogado, professor etc) precisa de competência, claro, mas precisa de outras coisas também.
E o que fazem a Dilma, o PT e este ministro da saúde que nunca fez porra nenhuma para mitigar os problemas gravíssimos da saúde do Brasil?
Tentam importar médicos de Cuba????
Pra quê?????
Tem tanto médico brasileiro que adoraria exercer sua digníssima profissão se tivesse condições para tal.
20 de maio de 2013
Marilena Chauí e seus discípulos: da farsa ao ridículo escrachado
Ok, é mais do que evidente que Marilena Chauí não merece ser analisada ou debatida de forma séria, porque ela não é séria.
Seria mais ou menos como tentar fazer uma análise musical do funk carioca - como não é música, é impossível!
Mas como diversão….
Depois das sandices que esta pobre coitada disse na semana passada (que já apresentei, em vídeo, AQUI), ando acompanhando algumas reações.
O Marcelo Tas escreveu em seu blog sobre o caso AQUI.
Um dos comentários no blog dele é esta pérola da arte de falar muito e não dizer rigorosamente nada:
Este desavisado, na vã tentativa de justificar o injustificável, desembesta a escrever uma burrice atrás da outra, num looping infinito, um exercício de ignorância apenas comparável à sandice da filósofa petista.
É pra rir ou pra chorar?
Aí, descubro um site de uma "REVISTA" (?) que não tem o mínimo de vergonha na cara.
Publicam uma "reportagem" (sinceramente, não sei como qualificar aquilo, então vou com o termo reportagem mesmo) que não apenas desfila toda a desonestidade intelectual da Marilena Chauí, mas também, para colocar a cereja sobre o bolo, conta com a redação típica de um adolescente viciado em redes sociais, de alfabetização abaixo de precária.
O textículo está AQUI.
Perceba, claro leitor, que a pegadinha é o conceito que dona Chauí adota. Ela parte de um constructo (EXCLUSIVAMENTE) marxista - qual seja: contraposição de apenas dois extratos sociais, a burguesia e o proletariado - para analisar a classe média e, a partir daí, destilar seu ódio, sua ignorância, sua raiva, seu preconceito, sua insanidade verborrágico-intestinal.
Analisar a classe média, fruto do capitalismo democráticos, sob a ótica do marxismo, que só enxerga proletariados e burgueses em guerra permanente, é o fim da picada!
Mas, em se tratando de Marilena Chauí, tudo é possível.
17 de maio de 2013
O mito da caverna e o mito da classe média terrorista e fascista
O ano era 2007.
Eu escrevi, no meu falecido blog (AQUI) que Marilena Chauí era uma farsante.
Os comentários que foram enviados ao blog são, na maioria, algo entre o hilário e o patético.
Dão, no geral, um verdadeiro tom farsesco. Tem gente se achando séria, mas analfabeta e burra, e tem aqueles mais diretos, assumidamente grotescos, que simplesmente escrevem "Fuck you!". Sim, está lá no link, o comentário escrito em 08 de março de 2008.
Há outros. Vale a pena dar uma olhada geral.
Hoje, porém, assisti a um vídeo estarrecedor.
Ou revelador apenas, já que eu já tinha a percepção clara e cristalina que a musa do PT na USP é uma senhora esquizofrênica e/ou de um mau caratismo sem paralelo na história do mau caratismo.
Eis o vídeo, curtinho (vale assistir, ao menos para rir da doença mental dessa patética pessoa):
Complementarmente, recomendo a leitura deste artigo AQUI. Diferentemente do vídeo, o texto é bem longo, detalhado. Mas para quem quiser se divertir, vale a pena.
Eu já disse ao Flávio, mais de uma vez, que certas figuras não merecem o tempo que ele gasta dissecando e espancando as declarações e manifestações patéticas de gentinha da estirpe de Chiauis, Saderes e outras aberrações que só no Brasil são tidas como "intelectuais".
São pessoas medíocres, no máximo, que falam bobagens homéricas, mas que por razões diversas (algumas das quais, confesso, me recuso a tentar entender) acabam alçadas a "formadores de opinião" ou alguma expressão que o valha.
A questão central, porém, é o conceito de CLASSE MÉDIA.
É disso que quero tratar.
O fato de uma esquizofrênica desqualificada como a Chauí falar esses absurdos sobre a classe média me fez lembrar do problema imenso que o desgoverno do PT causou ao mudar os critérios de classificação das classes sociais.
Para quem não se lembra, a SAE - Secretaria de Assuntos Estratégicos (que tem status de Ministério, como se no Brasil do PT houvesse necessidade de 39 ou 40 ministérios!) foi criada apenas para alojar mais algumas centenas de cumpanheiros, reforçando a estratégia de locupletar-se no poder que o PT sempre teve.
O tempo foi passando, e a tal SAE foi juntando teias de aranha.
Para dizer que a Secretaria tinha alguma função, algum burrocrata resolveu inventar uma mudança nos critérios de classificação das classes sociais. Com isso, instaurou-se uma situação verdadeiramente SURREAL.
Aplicando-se os novos critérios, pessoas com renda familiar per capita entre R$ 290 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira.
O sujeito que ganha, mensalmente, R$ 290,00 é classe média???? Como assim?
Com duzentos e noventa reais por mês ele certamente não tem plano de saúde, não consegue pagar escola do filho, e, convenhamos, não conseguem nem comprar uma cesta básica! Celular? Só se for parcelado em 20 vezes, e aí fica sem dinheiro para comprar crédito.
Esse critério inventado pelo PT é mais do que surreal; trata-se de uma gambiarra acintosa.
O governo desgovernado afirma que esta "nova classe média" representa 54% da população do Brasil - o que significa dizer que a Marilena Chauí ODEIA 54% da população do país! Marilena Chauí afirma que a maioria do Brasil (54%, repito, segundo dados do próprio governo do PT da Marilena Chauí) é arrogante, reacionária, conservadora, ignorante, petulante, terrorista!
A maioria do Brasil é um atraso de vida, segundo Marilena Chauí.
A maioria da população brasileira é fascista (se bem que ela prefere o som de "faxista", como fica claro no vídeo)
Dá pra entender por que ela é uma farsa.
O pior é que a partir dessa gambiarra da mequetrefe Secretaria de Assuntos Estratégicos, a mídia empolgada (e incapaz de resistir a publicar manchetes falaciosas mas capazes de atrair a atenção) se deixou levar pela bobagem e deu imenso destaque à tal "nova realidade" do Brasil.
E o que as empresas têm a ver com isso?
Muito.
Em primeiro lugar, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) apresentará em breve o Novo Critério de Classificação Econômica Brasil, que estará à disposição do mercado a partir de 1º de janeiro de 2014. Detalhes estão AQUI.
Esses critérios são da maior relevância para que as empresas consigam planejar suas ações de SEGMENTAÇÃO.
Aguardo ansiosamente pela divulgação oficial, para averiguar se o novo documento se deixará levar pela bobagem do factóide ignóbil ou se evoluirá de forma racional e coerente.
Em segundo lugar, há pelo menos 2 anos temos visto, lido e ouvido uma comoção nacional em torno dessa "nova classe média", como se ela passasse a representar a salvação da economia do país.
Nem vou perder tempo achando links e mais links de matérias de revistas como Exame e outras que têm dado destaque imenso à tal "nova classe média", primeiro devido à enorme quantidade, e segundo porque o conteúdo das matérias é fraco demais. (Muita quantidade, nenhuma qualidade...)
Quando você parte de um conceito equivocado, tudo o que você conclui dali em diante está furado.
Errou no conceito, errou em todo o resto.
E muita gente se empolgou com essa gambiarra que ajudou a criar o mito da "nova classe média".
Isso me lembra o mito da caverna, de Platão.
Como o filósofo já demonstrou de forma brilhante, a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, presa ao domínio das coisas sensíveis (eikasia e pístis), mas completamente alhures ao domínio das idéias (diánoia e nóesis).
Aliás, a charge abaixo é simples, mas ilustra perfeitamente isso (clique para ampliar, se preferir):
Se o leitor quiser divertir-se lendo bobagens produzidas pela Secretaria com status de Ministério, originalmente criada para prover uma boquinha ao Sr. Roberto Mangabeira Unger, pode fartar-se AQUI.
Se, por outro lado, o leitor preferir se entreter com o ilusionismo do PT para transformar o fracasso em sucesso, pode rumar para este link AQUI.
Vale conhecer, também, o trabalho do Marcelo Neri, da FGV/RJ, sobre as transformações econômicas e sociais numa pesquisa disponível para download AQUI.
ATUALIZAÇÃO: As patéticas declarações vomitadas pela Marilena Chauí foram tema de alguns textos memoráveis, que definitivamente valem a pena ler. AQUI, por exemplo, uma crítica ao livro da Chauí que é adotado pelo MEC há décadas (e lhe rendeu, em direitos autorais, valores suficientes para classificá-la como "rica" ou "muito rica" sob estes absurdos critérios recém-adotados pelo PT, como aponta corretamente o Reinaldo Azevedo AQUI).
Ao ler alguns textos recentes, fui direcionado a este AQUI, um pouco mais velho (do ano passado), mas ainda assim relevante para contextualizar a situação precária daqueles que ainda chamam Marilena Chauí de "intelectual". Esta senhora ultrapassou, há tempos, todas as barreiras que separam um ser humano de uma ameba congelada em coma induzido.
30 de abril de 2013
O risco bolivariano - o Brasil ditatorial do PT
Via de regra, não sou o maior simpatizante do Rodrigo Constantino.
Eventualmente, porém, ele acerta na mosca.
Desta vez ele acertou:
O risco bolivariano
OGlobo
ARTIGO - RODRIGO CONSTANTINO
Com petistas, todo cuidado é pouco. O país assistiu, nos últimos dias, a uma tentativa escancarada de ataque à democracia. Enquanto artistas da esquerda caviar protestavam contra o pastor Feliciano, dando beijos uns nos outros, os “mensaleiros” da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tentavam usurpar o poder do STF à surdina. Montesquieu ficaria horrorizado com tanto descaso à divisão entre os poderes.A autoria da proposta de emenda constitucional aprovada é de Nazareno Fonteles, deputado petista pelo Piauí. Não é sua primeira proposta absurda. Em 2004, ele apresentou um projeto de lei complementar que estabeleceria uma “poupança fraterna”. Puro eufemismo: tratava-se de uma medida avançada rumo ao socialismo.
O artigo primeiro dizia: “Fica criado o Limite Máximo de Consumo, valor máximo que cada pessoa física residente no País poderá utilizar, mensalmente, para custear sua vida e as de seus dependentes.” Acima desse valor arbitrário definido pelo governo, a renda seria confiscada para essa poupança compulsória coletiva. Uma bizarrice que nos remete ao modelo cubano.
É realmente espantoso que, em pleno século 21, ainda tenhamos que combater uma ideologia tão nefasta quanto o socialismo, que deixou um rastro de escravidão, morte e miséria por onde passou. Mas uma ala petista, com outros partidos da esquerda radical, ainda sonha com essa utopia assassina. Tanto que chegaram a assinar carta de apoio ao ditador coreano!
São os nossos “bolivarianos”, que se inspiram no falecido Hugo Chávez, cujo “socialismo do século 21”é exatamente igual ao do século 20. Vide a militarização crescente imposta por Maduro, o herdeiro do caudilho venezuelano, assim como a inflação fora de controle e o aumento da violência. Socialismo sempre estará associado ao caos social e à opressão.
Países que já sofreram na pele com esse regime não querem mais saber de partidos ostentando tal ideologia. A Hungria, seguindo outros países do Leste Europeu, acaba de vetar símbolos nazistas e comunistas. Não há por que proibir a suástica e permitir a foice com o martelo. Ambos representam regimes assassinos, totalitários, antidemocráticos.
Se o socialismo é o mesmo de sempre, a tática para chegar a ele mudou. Hoje, os socialistas tentam destruir a democracia de dentro, ruindo seus pilares, mas mantendo as aparências. Eles aparelham toda a máquina estatal, infiltram-se em todos os lugares, e partem para uma verdadeira revolução cultural, sustentada pelo relativismo moral exacerbado.
Não existem mais valores objetivos, ninguém pode julgar nada, vale tudo, e quem discorda sofre de preconceito e é moralista. Com essa agenda politicamente correta, os socialistas modernos vão impondo uma mentalidade fascista que, em nome da “tolerância” e da “diversidade”, não tolera divergência alguma.
Triste é ver que alguns homossexuais aderem a esse movimento, ignorando que o socialismo sempre perseguiu os gays. Chega a ser cômico ver o deputado Jean Wyllys usando boina no estilo Che Guevara, um facínora que achava que os gays tinham de ser “curados” em campo de trabalho forçado.
Como não temos uma oposição política organizada que valha o nome, resta como obstáculo a esse golpe bolivariano basicamente a força de quatro instituições: família, igreja, imprensa e Judiciário. Não por acaso são esses os principais alvos dos golpistas. Eles sempre menosprezam o núcleo familiar tradicional, atacam ou se infiltram nas igrejas (vide a Teologia da Libertação ou a própria CNBB), insistem no “controle social” da imprensa, e desejam diluir o poder do Ministério Público e do STF.
Há até mesmo uns dois ali que mais parecem petistas disfarçados de ministros. Não é exclusividade latino-americana tentar ir por esse caminho. Roosevelt tentou expandir a quantidade de ministros da Suprema Corte para diluir a oposição ao seu “New Deal”, claramente inconstitucional. Mas as instituições americanas são mais resistentes e suportaram o golpe. Na América Latina, infelizmente, há terreno mais fértil para populistas autoritários.
Nesse ambiente, os defensores da liberdade e da democracia não podem cochilar jamais. É preciso tomar cuidado com as cortinas de fumaça criadas para esconder o jogo sujo dos bastidores. Foi marcante, por exemplo, a discrepância entre a reação histérica ao pastor Feliciano, e a postura negligente com os “mensaleiros” na CCJ. Estranhas prioridades.
Nossa liberdade corre sério perigo, e seus principais inimigos são os jacobinos disfarçados de democratas. Acorda, Brasil!
Eu complemento: o tal deputado do PT do Piauí que apresentou estas duas idéia absurdamente ridículas e retrógradas é SUPLENTE.
Repito: SUPLENTE.
O infeliz não tem voto, mas está aí dando uma de defensor da opinião do povo.
Não bastasse ser um hipócrita, quer usar mecanismos democráticos para criar uma ditadura PTralha.
Então, seu SUPLENTE sem voto, algumas sugestões:
1) Se você está tão preocupado com o fato de o STF não ser formado de Ministros eleitos pelo voto direto, se você quer tanto que a população seja ouvida, PROPONHA UM PLEBISCITO PERGUNTANDO "VOCÊ É A FAVOR DE O STF CASSAR E MANDAR PRENDER DEPUTADOS E SENADORES CORRUPTOS?".
Preciso dizer qual vai ser a resposta com esmagadora maioria ?
2) O bonitão omite, convenientemente, o fato de que Ministros não são eleitos - nem os Ministros do STF, nem os 40 ministros (desta vez em minúscula mesmo) da Dilma.
Inobstante, os Ministros do STF são indicados pelo Presidente da República (eleito por voto direto) e sabatinados e aprovados (ou reprovados) pelo Congresso (formado por deputados e senadores igualmente eleitos por voto direto).
Ainda que muitos deputados e senadores sejam batráquios ignorantes como você, caro Nazareno, eles são eleitos pelo voto direto.
Bom, no seu caso isso não se aplica, seu SUPLENTE.


