Marketing, economia, administração, educação, política, música - enfim, um pouco de tudo.
30 de julho de 2009
Maria Orgulhosa
Ontem vi um documentário sobre o CCR, e esta música simplesmente não desgrudou da minha cabeça.....
Incrível que MAIS UMA VEZ fa constatação de que músicas absolutamente geniais e inovadoras são incrivelmente simples... Bastaram 4 acordes para o genial John Fogerty escrever esta belezura.
Sorte de quem consegue tocá-la sem grandes dificuldades, mesmo sem tempo de ensaiar muito - como eu ....(rs)
Para quem preferir uma versão "tunada" (leia-se "over" em termos de arranjos), temos esta aqui:
Outra versão que também tornou-se um clássico:
28 de julho de 2009
Analisando tendências
No caderno Mais! da Folha de São Paulo do último domingo (26/07), o tema da capa é TENDÊNCIAS.
Eis alguns trechos da (extensa) matéria:
Mas o que querem esses gigantes corporativos e seus cientistas multidisciplinares calcular de nossos e-mails, nossas compras, nossas buscas na internet?
O sucesso duradouro de "O Ponto da Virada" (ed. Sextante), do jornalista Malcolm Gladwell, nos dá uma das respostas: querem achar "os influenciadores". Nesse livro, apresenta-se uma tipologia dos indivíduos segundo sua função e importância na difusão de uma novidade, de um "meme". Este pode ser um hábito, uma atitude, uma tendência de consumo ou uma opinião.
Segundo o livro, alguns indivíduos seriam especiais, responsáveis por definir o alcance das ideias, e sugere-se que, uma vez conquistadas essas pessoas, as demais seguiriam por um efeito de avalanche.
O ponto crítico, o tal do "tipping point" [título original do livro], seria o momento em que o último grão é colocado para iniciar a avalanche, o último indivíduo necessário conquistar desse pequeno grupo para mudar toda a sociedade.
A ideia de que grandes mudanças dependem de convencer poucas pessoas é muito sedutora e desperta o interesse não só de empresas, publicitários e partidos políticos como também de organizações interessadas em difundir informação ou práticas de saúde e cidadania. Desvendar os influenciadores seria a pedra filosofal da propaganda boca a boca, uma expectativa que, aliada a nossa experiência diária com vídeos de completos desconhecidos atingindo a fama pela internet, cria uma euforia sobre o assunto.
Seis graus
O que Gladwell apresenta, no entanto, é um lado de um debate científico de mais de meio século, que motivou a ida de Duncan Watts ao Yahoo! para, com os recursos do portal, realizar experimentos e análises que esclareçam seu ceticismo com relação à existência dos tais influenciadores. Ele já propôs, sustentado em seus trabalhos acadêmicos, que a teoria é pura retórica.
Duncan, doutor em física, mas antes marinheiro australiano, ficou conhecido no meio acadêmico por surfar a crista da onda de interesse das ciências exatas em problemas sociológicos, propelida pelo poder analítico dos computadores modernos.
Entre o público em geral, seu livro "Six Degrees - Science of a Connected Age" ["Seis Graus -A Ciência de uma Era Conectada"] fez sucesso, e seus experimentos virtuais e sociais, dentre os quais uma reprodução em escala ampliada pela internet dos famosos seis graus de separação de Stanley Milgram, foram notícia e até viraram série televisiva.
Curiosamente, seu interesse na questão dos influenciadores reflete o ambiente que ocupava na Universidade Columbia, como professor do departamento de sociologia que antes abrigou o Escritório de Pesquisa Social, fundado e dirigido por Paul Lazarsfeld, onde nos anos 50 realizavam-se os primeiros estudos quantitativos sobre influência social.
Austríaco e matemático de formação, Lazarsfeld contribuiu decisivamente para a metodologia da sociologia estadunidense. Foi um estudioso da comunicação e coordenou pioneiras pesquisas de campo sobre a relação entre mídia de massa e população.
Formulou o modelo de fluxo da comunicação em duas etapas, segundo o qual ideias e opiniões não fluem diretamente da mídia para o cidadão, mas apenas para um grupo mais educado e interessado, que por sua vez transmite-as para a população geral por meio de contatos pessoais. Lazarsfeld chamou esses grupos (no plural, pois a cada campo de influência correspondem grupos diferentes) "líderes de opinião" e destilou suas qualidades e relações com os demais atores.
Quem lê seus trabalhos vê expressões como "líderes de moda", "líderes de política", "líderes de cinema", e a comparação com a teoria dos influenciadores torna-se imediata.
Porém o que Lazarsfeld fez foi mapear cada rede de influências e destacar um grupo por sua posição nessa rede com relação à dinâmica específica da passagem de influência da mídia para a população.
Deixando-se de lado a atualidade da teoria, permanece a questão: como o indivíduo se relaciona com suas influências e quais canais são relevantes na sua dinâmica? Essa pergunta foi então abordada frontalmente ao final daquela década por Everett Rogers.
A matéria completa está AQUI.
Vale a pena ler.
Aliás, logo depois, no mesmo caderno, uma outra matéria, correlata, é igualmente imprescindível; está AQUI, e trata de livros (e/ou teorias) feitos para vender, em contraposição àqueles que demandam pesquisas sérias.
Trata-se de uma EXCELENTE reportagem que diz respeito à velocidade de difusão de inovações, comportamento do consumidor, segmentação e nichos...... Enfim, temas cruciais ao marketing.
27 de julho de 2009
Ordinary morning
Chupinhado da lista de vídeos do Vagner no Orkut - porque vale MUITO a pena.......QUE SOLO DO CLAPTON !!!!!!! PQP....
16 de julho de 2009
Reflexões filosóficas (02)
TESÃO.
Não sei quanto a você, caro leitor, mas eu sou movido a tesão.
Qualquer tarefa a ser realizada, desde a mais simples e banal, até a mais complexa, deve vir acompanhada de TESÃO - vontade real de fazer aquilo, sejá lá o que for.
Para lavar o carro, preciso estar com tesão - caso contrário, levo ao lava-rápido (isso se a preguiça não for maior, como ontem).
Para escrever um artigo, preparar uma prova, fazer um relatório ou análise etc....para tudo isso, preciso estar com tesão.
Senão, sento no sofá, ou então vou tomar uma Coca, fumar um cigarro, olhar para o infinito.....
Isso vale para tarefas profissionais, pessoais e quaisquer outras. Sem tesão, não há solução (era esse o título de um livro, não ?!).
Mas aí, fico pensando o seguinte: diante desse cenário lastimável da falta de talento (ou excesso de gente incompetente no mundo, tanto faz), como manter o tesão ?
Quando comecei a lecionar, tinha um tesão inexplicável, incomensurável.
Chegar mais cedo na faculdade ? Maravilha !
Aceitar atender um aluno em horários alternativos para ajudar num trabalho qualquer ? Sem problemas.
O plano de aulas estava sempre prontinho 2 semanas antes do início do semestre letivo, e os materiais de todo o semestre já estavam prontos, revisados...... Provas, trabalhos e atividades das aulas ?! 100% prontas, planejadas, impressas (ou digitalizadas).
Mas como MANTER isso com o passar do tempo - pior ainda: como manter isso ao longo do tempo, quando vemos gente incompetente, sem nenhum talento, atrapalhando-nos diariamente.
Pior do que atrapalhar é aquela gente que trabalha CONTRA, ou seja, faz o possível e o impossível para minar o nosso trabalho - seja de forma aberta, "descarada", seja veladamente.
O que fazer, então, quando o tesão se perde ?!
Para ser sincero, agradeço quaisquer sugestões para manter o tesão em alta, a despeito dessas adversidades. Confesso que, neste ano, tive tantos contratempos, tanta gente (sem talento, incompetente) trabalhando contra, conspirando (puxa, que dramático!), que fui perdendo gradativamente o tesão em muitas coisas.
Adoro estar em sala de aula, lecionar - mas não tenho mais o menor saco para corrigir provas, trabalhos, ler porcarias, lutar contra a burrocracia...... Lecionar ainda me dá MUITO tesão, mas junto com essa tarefa prazerosa acabam vindo outras, chatas, irritantes.
Como contornar isso ?!
Como continuar fazendo aquilo que dá tesão ("thrill"), e concomitantemente escapar das porcarias que irritam, atrapalham ?!
E quando essas porcarias avolumam-se, sobrepujando o tesão ?
O que fazer quando se perde "that loving feeling" ?!
Não quero nem ouvir aquele amontoado de besteiras do povo do RH, sobre "motivação" e afins.
Não há motivação que supere tantas cagadas, tanta gente incompetente nas posições de chefia, tantos incompetentes trabalhando para atrapalhar o NOSSO trabalho.
Impossível falar em motivação neste contexto. Devido a tantos incompetentes, sem talento, só resta a desmotivação.
No meu caso, confesso, a única coisa que mantém a vontade de seguir lecionando é justamente o feedback que recebo dos alunos.
Tirando isso, não sobra NADA.
Absolutamente NADA.
E aí, o que fazer ?!
CRM simplificado
Avistou um letreiro, parou e entrou.
Na recepção, uma moça o cumprimentou amavelmente.
Em poucos minutos, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado.
No quarto, uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo sobre a lareira, para ser riscado. Era demais!
O homem que queria um quarto apenas para passar a noite, achou que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar.
A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, até então.
Quando retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Surpresa! Alguém havia se antecipado e, quando entrou, o fogo já ardia na lareira.
A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e um chocolate sobre cada um.
Que noite agradável aquela!
Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar.
Era uma cafeteira, ligada automaticamente por um timer, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!"
Era mesmo!
Como eles podiam saber desse detalhe?
De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida!
Em seguida, ouviu um toque na porta. Ao abrir, encontrou o jornal de todos os dias...
Como eles adivinharam?
Lembrou que a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.
O cliente deixou o hotel encantando, feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor.
Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?
Apenas ofereceram um fósforo, um chocolate, uma xícara de café e um jornal.
Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.
Milhões são gastos em planos de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito.
Mudam embalagens, mas se esquecem das pessoas.
O valor das pequenas coisas e pequenos gestos de cordialidade, gentileza, conta, e muito.