5 de agosto de 2008

Oportunidades de negócios oriundas do turismo

Algumas idéias simples de negócios, mas que, ainda assim, podem render bons resultados:



Alguns pontos que eu destaco desse vídeo:

1 - Saber aproveitar as oportunidades: a região oferece possibilidades para serviços ligados ao turismo - e isso o Brasil tem de sobra ! Os empreendedores apresentados na matéria conseguiram aproveitar bem as oportunidades - coisa que muita gente simplesmente não consegue !

2 - Há serviços com custos altos, é verdade; mas há, também, oportunidades para serviços mais simples, com custos fixos baixos. Pode atrair gregos e troianos....

3 - Parcerias: as empresas instaladas nos locais turísticos podem (e devem!) buscar parcerias com empresas de grandes capitais, que acabam servindo como força de vendas: o morador da cidade (geralmente estressado com trânsito, trabalhando muito e com poucas opções de diversão CALMA) busca estas empresas, nas cidades, e elas podem oferecer serviços em locais distantes...... Temos, aí, o estudo do comportamento do consumidor criando oportunidades, desde que se saiba fazer uma boa segmentação, e criar uma OFERTA DE VALOR.

3 de agosto de 2008

Avaliação dos resultados de ações de MR

Nas leituras do final de semana, um destaque merece a citação:
O marketing de relacionamento surge na década de 1980, estimulado pela crescente concorrência, estagnação do crescimento dos mercados e desenvolvimento tecnológico. As ações de marketing de relacionamento visam estreitar a ligação entre empresa e cliente, estimulando a fidelidade do cliente e buscando a rentabilidade a partir de uma série de negociações com o mesmo cliente ao longo de tempo.
Os investimentos em marketing de relacionamento só podem ser justificados caso a empresa conquiste seus objetivos e se aproprie de benefícios que essas ações podem trazer.

A avaliação de resultados é, portanto, ferramenta fundamental, mas não existe hoje, um método consolidado de avaliação de resultados de ações do marketing de relacionamento.
Nesse contexto, este estudo enfoca a avaliação de resultado do marketing de relacionamento, voltando-se para o relacionamento das empresas com o cliente final.

O tema é tratado com base em uma revisão teórica que trabalha três principais blocos:
i) valor percebido e vantagem competitiva;
ii) marketing de relacionamento, seu conceito, benefícios esperados de ações de relacionamento e as práticas trabalhadas;
iii) avaliação de resultados e controle.

É desenvolvida uma pesquisa de campo, de natureza qualitativa e caráter exploratório, utilizando o método de estudo de casos múltiplos. São trabalhadas três principais empresas de um mesmo segmento. O segmento escolhido foi o de cartões de crédito, por apresentar grande prática na aplicação do marketing de relacionamento. O trabalho é finalizado com a análise das ações do marketing de relacionamento desenvolvidas e dos métodos de avaliação de resultados aplicados.

Observou-se que as ações do marketing de relacionamento desenvolvidas pelas duas empresas que possuem contato direto com o cliente final muito se assemelham e apresentam grande coincidência com o que é apontado pela literatura. Uma das bandeiras, porém, não tem contato direto com o cliente final e apresenta diferenças significativas nas ações desenvolvidas.
Os métodos de avaliação de resultado nas empresas pesquisadas são bastante similares ao proposto pela teoria estudada.
Os principais objetivos apontados são: a fidelização do cliente, o entendimento das necessidades dos clientes e a maior lucratividade. Já as variáveis analisadas como indicadores de resultados são: grupo de controle, fidelidade do cliente, avaliação financeira, entendimento das necessidades dos clientes, satisfação do cliente, qualidade do produto, conhecimento e imagem de marca, inconveniência de o cliente mudar de fornecedor, retenção de clientes/churn, recompra, quantidade/volume vendido, custo de aquisição de clientes, aquisição de cliente e valor vitalício do cliente.
Para ler o arquivo na íntegra, veja aqui. Vale a pena.

Responsabilidade social - algumas leituras

E lá vamos nós........
As leituras do fim de semana (que, aliás, foram coincidência pura, pois andei buscando alguns arquivos específicos, mas no processo de busca na web, acabei "esbarrando" em alguns, que faço questão de comentar) renderam mais 2 contribuições às discussões sobre responsabilidade social - um tema recorrente por aqui.

Vamos por partes, como ensinou o mestre Jack.

Este arquivo AQUI é uma dissertação que chega a algumas conclusões bastante interessantes (com grifos meus, em negrito):
Os resultados, em sua maioria, não foram capazes de rejeitar a hipótese nula do modelo, isto é, de que não há relação estatisticamente significante entre o desempenho social e o desempenho financeiro corporativos.
Entretanto, as regressões que utilizaram indicadores contábeis de desempenho financeiro apresentaram resultados que indicariam, em alguns períodos de análise, a existência de uma relação positiva entre as duas formas de desempenho, corroborando, em parte, com a idéia de que a administração dos stakeholders acarretaria desempenho financeiro superior às empresas.

Porém, a seqüência causal do relacionamento não foi clara, dado que tanto um melhor ou pior desempenho social corporativo foi causa de um melhor ou pior desempenho financeiro, como também o segundo foi causa do primeiro.

Por sua vez, a relação entre os indicadores de mercado do desempenho financeiro das empresas e o indicador de desempenho social corporativo apresentou-se bastante contraditória, o que corrobora com resultados alcançados em pesquisas e trabalhos anteriores sobre o tema.


Finalmente, a variável de controle de Tamanho da Empresa mostrou-se não significante para o modelo, enquanto a variável de controle de Setor de Atuação apresentou resultados bastante diversos.

Dessa forma, os resultados mostraram-se pouco conclusivos, fato explicado pela literatura existente que identifica as limitações conceituais, como a indefinição de conceitos-chave, e empíricas, como a ausência de banco de dados ou deficiências dos existentes, que permeiam a maioria das pesquisas existentes sobre o tema e que se agravam na realidade brasileira.
Esta outra leitura AQUI é uma tese, sobre o mesmo tema. Contudo, ao final da leitura, pode-se perceber o forte viés (que, num trabalho científico, jamais deveria existir) imposto pela autora, ainda que os resultados da pesquisa convirjam para os mesmo da pesquisa supracitada - ou seja: ninguém sabe o que é esse negócio, e ainda não se sabe quais suas implicações gerenciais.

Em suma, enquanto muita gente alardeia a importância da "responsabilidade social" ou mesmo da "sustentabilidade", a verdade é que ninguém sabe do que está falando.

E, para complementar, um texto mais do que interessante, que mostra que o consumidor NÃO dá importância à responsabilidade social propagada pelas empresas, AQUI.

Destaco esse último arquivo, pois muitas empresas, coitadas, têm gastado tufos em propagandas e ações promocionais diversas para tentarem "colar" sua imagem na resposnsabilidade social ou na sustentabilidade.
Em vão.

O título da matéria é direto e objetivo: Responsabilidade social corporativa não é a prioridade dos consumidores.

Alguém precisa alertar Bradesco, Itaú, HSBC, Real e outros bancos, que têm investido milhões, à toa.

Culpada: a miopia de marketing.

1 de agosto de 2008

Acabou...

Julho acabou.
Acabaram as férias letivas (que, por sinal, não aproveitei como pretendia, pois trabalhei pacas).
Acabou a semana.

Mas, pelo menos, não acabou o bom humor.

Ainda.







Mais velhos - mais consumidores

Achei esta matéria, do programa "Pequenas Empresas & Grandes Negócios", genial - ela trata do aumento do contingente de idosos no Brasil (aliás, essa tendência é mundial, e não apenas brasileira), e, de quebra, mostra algumas EXCELENTES sacadas de serviços direcionados a este segmento:



Duas empresas que conseguiram, a partir de uma percepção da necessidade de um segmento específico, desenvolver 2 tipos de serviços extremamente úteis, com demanda crescente - e, de quebra, custos reduzidos.

Exemplos excelentes de compreensão sobre o que é VALOR PERCEBIDO por um segmento, e, a partir da identificação do comportamento de consumo deste segmento, oferecer exatamente o que é necessário para satisfazê-lo..... (isso eu tenho que usar nas aulas, porque achei genial!)