Marketing, economia, administração, educação, política, música - enfim, um pouco de tudo.
4 de junho de 2008
Quebrando paradigmas
Trata-se de uma expressão incrivelmente cretina, que acabou marcando época: todo mundo pode usar a expressão em alguma frase, que não terá sentido efetivo algum - mas é ótima para enganar deslumbrados que amam expressões vazias, inúteis.
Estava lendo um "resumo" que a HSM preparou da palestra de uma "especialista" em sustentabilidade, apresentada no "Fórum Mundial de Vendas & Marketing 2008", realizado ontem (03/06).
Vamos ao trecho da "palestra":
Para Christina, a análise do ser humano do século XXI dá uma idéia de como as mudanças são necessárias no marketing. Não há mais o encanto com o que é cientificamente comprovado; há um questionamento maior sobre autoridades e poder; há uma necessidade de espiritualização para que o ser humano se reencontre com si próprio e com a natureza; e há um caminho para a real democratização, já que os problemas hoje são globais e não só locais, o que gera uma mudança de paradigma e a necessidade de que se reconstrua a realidade.
[...]
Citando a sustentabilidade como o maior desafio atual no mundo corporativo, Christina concluiu sua palestra atentando para a necessidade de cada um colocar-se em contato consigo e com o mundo a sua volta para resgatar o processo de relacionamento entre homem e natureza, que está desfigurado. "É preciso que seja uma relação de sujeito-sujeito e não de sujeito-objeto, como bem definiu Homero Santos, uma das maiores referências nacionais em sustentabilidade", finalizou a palestrante.
Transcrevi apenas 2 dos trechos mais hilários, porque completamente vazios - a despeito de um palavreado bonito, capaz de impressionar os desavisados e fãs de modismos cretinos. O texto na íntegra está aqui.
Esse amontoado de bobagens me fez lembrar de um e-mail que recebi, há algum tempo, tratando da mania (irritante e incrivelmente burra) de muita gente do "mundo corporativo" em usar termos ridículos, e achar que está "abafando" nas reuniões; eis o conteúdo do e-mail:
PARTE I - INTRODUÇÃO
Driblando o sono em reuniões onde sua presença não serve pra nada e você não vê a hora do coffee break chegar para avançar nas migalhas de biscoitos e café ....
Você dorme durante as reuniões de trabalho?
Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?
Seus problemas acabaram!!! Foi criado um método eficaz para combater esse problema!
BUSINESS BINGO !!!!!
Imprima o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite "BINGO"!
| Sinergia | Mentalidade | Agregar | Mercado | |
| Follow up | Clientes | Benefício | Parceiros | Estratégia |
| Sistema | Rendimento | Pró-ativo | Business | Custos |
| Otimização | Foco | Efetivamente | A nível de | Recursos |
| Resultados | Paradigma | Projeto | Implementação | Integrar |
Testemunho de jogadores satisfeitos:
"A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";
"A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o Business Bingo";
"A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa";
"O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando "BINGO", pela 3ª vez em uma hora";
"Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem".
PARTE II - O GOLPE DE MESTRE
Como impressionar nas reuniões que requerem sua participação ativa, porém ninguém vai prestar mesmo muita atenção no que você vai falar.
COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA
A tabela abaixo permite a composição de 10.827 sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha ou "pulando" de uma linha para outra - mas respeitando: uma frase de cada coluna).
O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo.
Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!
EMBROMATION
| Coluna 1 | Coluna 2 | Coluna 3 | Coluna 4 |
| Caros colegas, | a execução deste projeto | nos obriga à análise | das nossas opções de desenvolvimento futuro. |
| Por outro lado, | a complexidade dos estudos efetuados | cumpre um papel essencial na formulação | das nossas metas financeiras e administrativas. |
| Não podemos esquecer que | a atual estrutura de organização | auxilia a preparação e a estruturação | das atitudes e das atribuições da diretoria. |
| Do mesmo modo, | o novo modelo estrutural aqui preconizado | contribui para a correta determinação | das novas proposições. |
| A prática mostra que | o desenvolvimento de formas distintas de atuação | assume importantes posições na definição | das opções básicas para o sucesso do programa. |
| Nunca é demais insistir que | a constante divulgação das informações | facilita a definição | do nosso sistema de formação de quadros. |
| A experiência mostra que | a consolidação das estruturas | prejudica a percepção da importância | das condições apropriadas para os negócios. |
| É fundamental ressaltar que | a análise dos diversos resultados | oferece uma boa oportunidade de verificação | dos índices pretendidos. |
| O incentivo ao avanço tecnológico, assim como | o início do programa de formação de atitudes | acarreta um processo de reformulação | das formas de ação. |
| Assim mesmo, | a expansão de nossa atividade | exige precisão e definição | dos conceitos de participação geral |
Suas reuniões jamais serão as mesmas. Sua participação, seu envolvimento, sua atenção... Tudo será diferente!!! Experimente!!
2 de junho de 2008
Bo Diddley - uma perda irreparável
O guitarrista Bo Diddley morreu nesta segunda-feira (2), aos 79 anos. A informação é da rede americana de televisão CNN. Ele morreu cercado por familiares e amigos em sua casa, em Archer, no Estado norte-americano da Flórida.
O músico foi vítima de insuficiência cardíaca, informou a família. Diddley ficou conhecido por misturar rock e blues, em canções como "Who Do You Love?".
Sua forma de tocar ficou conhecida entre os músicos como a batida Bo Diddley. O cantor foi contemporâneo de nomes importantes da música mundial, como Chuck Berry, Fats Domino e Elvis Presley. O músico nasceu em 30 de dezembro de 1928, no Estado do Mississipi (EUA).
No ano passado, o músico já havia sido internado, por conta de problemas no coração. Diddley também sofria de diabetes. Ellas Bates, nome real do artista, é o autor de pérolas como a já citada "Who Do You Love?" e "Before You Accuse Me".
Como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Muddy Waters, ele abriu as fronteiras entre o blues e o rock e várias bandas de rock dos anos 60.
Os Rolling Stones admitiram ter sido influenciados por ele. Suas canções também foram regravadas por conjuntos de todo o mundo, como o Aerosmith.
Um músico genial a menos na Terra.
Um músico genial a mais no Inferno.
Não vejo a hora de ir para lá, só para desfrutar a companhia de Bo Diddley, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, John Bonham, Steve Ray Vaughn, e outros tantos.....
O inusitado atendimento ao cliente
Agradeço ao Maurício, que me mandou esta pérola por e-mail.
Resisti (por uns 6 segundos) a publicar, mas obviamente não agüentei.
É bom demais para ser desperdiçado.
IMPAGÁVEL:
EMPRESA: LUPO
Olá, recentemente adquiri três cuecas da Lupo, modelo Speedo.
Acontece que após um dia de uso, a hora que eu tiro a cueca, ninguém aguenta o cheiro. A Valdirene, que é empregada de casa, disse que não vai lavar as cuecas por causa do odor, minha mãe também. Meu pai disse que pode ser problema de fungo na virilha ou coisa assim, mas isso não é, porquê tenho boa higiene. O que faço???
Pode ser problema na fabricação das cuecas?
Daniel
Resposta:
Prezado Sr. Daniel, Agradecemos seu contato e sua preferência por nossos produtos. Informamos que seu relato sobre as cuecas é inédito. Acreditamos não se tratar de problema em nossa fabricação, pois nunca tivemos nenhum problema desse tipo e trabalhamos com matérias-primas de qualidade.
Atenciosamente, SAC - LUPO
EMPRESA: PHILLIPS
Olá, comprei um Philishave Micro Action Dupla Ação HQ 342 há algumas semanas e por necessidade resolvi usá-lo na região do saco escrotal, mas não obtive muito sucesso. Além da forte dor, notei pequenos cortes. Como não fui feliz em minha tentativa e tenho certeza que várias outras pessoas também passam por necessidades pessoais como essa, gostaria de deixar a minha sugestão para elaborarem um produto específico para esse fim. Se possível, para a região anal também. Desde já agradeço e aguardo retorno.
Gilbert.
Resposta:
Prezado Sr. Gilbert, com referência à solicitação feita, informamos que este aparelho trabalha com lâminas que cortam bem rente a pele, neste caso, o saco escrotal possui uma pele bem fina e sensível, além de ser bem enrugado também, e por este motivo o senhor sentiu dor e teve pequenos cortes. Pedimos encarecidamente para o senhor não tentar barbear o seu ânus com o aparelho pois os resultados podem ser desastrosos. Contamos com sua compreensão.
Atenciosamente,
Vinicius Decia
CIC - Centro de Informações ao Consumidor Philips e Walita
0800-701-0203 - E-mail: cic@philips.com.br
EMPRESA: SOUZA CRUZ
Bom dia, gostaria de fazer uma reclamação. É sabido por todos que o cigarro é prejudicial à saúde devido a presença de alguns produtos químicos que podem causar diversas doenças. É óbvio que vocês, assim como eu, sabem disso. Minha reclamação se refere ao fato de minha sogra ser fumante há trinta anos e até agora não ter tido nenhum, nenhum mesmo, tipo de doença relacionada ao consumo de cigarro até agora... Considero isso lamentável, pois eu compro tres maços de cigarro Derby pra ela por dia e até agora nada. E isso já faz dez anos!!! Apesar de desapontado com os resultados obtidos, pretendo continuar comprando para ela os cigarros dessa marca, pois não concordo com a pirataria de cigarros que tanto prejudicam o operário público. Dessa forma gostaria de ser informado sobre qual é o produto mais cancerígeno dessa empresa.
Respeitosamente,
André
Resposta:
Sr. André, agradecemos seu contato, o que muito nos honrou pela lembrança de nossa empresa. A Souza Cruz tem por princípio se comunicar somente com adultos. Para que possamos dar uma resposta sobre sua solicitação necessitamos comprovar a sua maioridade.
Pedimos, por gentileza, que nos redirecione este e-mail informando o seu nome completo, o nr. do CPF, sua data de nascimento e telefone (com DDD), que entraremos em contato. Ainda para sua conveniência, colocamo-nos também à disposião para maiores informaões através do telefone 0800 888 2223 (discagem gratuita) nos dias úteis, de segunda-feira sexta-feira, das 8:00 às 20:00hs ou acesse o site www.souzacruz.com.br .
Atenciosamente,
Serviço de atendimento ao consumidor
Tel: 0800 8882223 (discagem gratuita)
sac@scruz.com.br
EMPRESA: TAURUS
Olá, recentemente um grande amigo meu me pregou uma baita peça, e eu preciso descontar. Como possuo uma spingarda modelo Delta, calibre 4,5 mm , gostaria de saber qual distância seria segura para dar um bom susto nele, ou seja, atirar, mas não para matar. Será que vocês poderiam me orientar??? Tenho medo de fazer alguma besteira.
Obrigado, forte abraço.
Resposta:
Prezado Senhor, nossa orientação é de que o senhor não atire em seu amigo, mesmo que de brincadeira. Uma das regras de segurança para manuseio de armas é bastante clara: 'Nunca, em nenhuma hipótese, aponte qualquer arma, carregada ou descarregada, para qualquer pessoa ou coisa que você não deseje atingir ou destruir.
Atenciosamente,
Departamento de Marketing Forjas Taurus AS
EMPRESA: SADIA
Muito obrigado pela atenção. Há muito tempo venho utilizando a Lingüiça Sadia como parceira sexual. Celibatário e homossexual por opção, gostaria de opinar sobre uma possível mudança na textura da
mesma, que poderia apresentar sua superfície em alto relevo e um aumento do seu diâmetro, para aumentar o prazer. Seria possível?? Há alguma contra indicação para a penetração anal? Há alguma substância na lingüiça que não seja indicada para isso?
Resposta:
Caro consumidor,
A lingüiça Sadia não é prejudicial em nenhuma circunstância. Mas recomendamos utilizá-las apenas na
culinária, pois existem produtos no mercado que atendem mais efetivamente os seus interesses. Atenciosamente,
Patrícia Galvão
Relações com o Consumidor - Sadia
1 de junho de 2008
Recursos humanos: um insulto
1 - Por que todos os executivos de seus livros têm um comportamento patético?
Provavelmente, nem todo executivo é patético, embora grande parte seja. Existe um tipo particular de personalidade que é atraído ao mundo corporativo — e não um tipo que eu chamaria de feliz e saudável. Estou falando de gente com capacidade de subserviência ao sistema e poder de anular a humanidade dos companheiros de trabalho acima da média.
2 - O mundo corporativo é pior hoje do que há 20 ou 30 anos?
Há poucas décadas, não era comum que o único objetivo de uma média ou grande empresa fosse o lucro máximo. Claro que empreendedores como Rockefeller e Ford lutavam para obter lucro, mas eles se preocupavam com os trabalhadores, suas famílias e o lugar de seu empreendimento na sociedade. Hoje, assim que uma companhia fica grande, o dono a entrega a financistas ou abre o capital para extrair lucro máximo ao mínimo custo.
3 - Essa não é uma visão muito romântica de antigamente?
Não é que as coisas fossem mais fáceis para os empregados — em geral, as condições de trabalho eram piores. A diferença mais interessante é que Ford e Rockefeller dirigiam corporações, enquanto hoje as corporações dirigem as pessoas.
4 - Que mudanças gostaria de ver no mundo dos negócios?
Sou um pouco pessimista em relação a isso. Para fazer uma mudança significativa na natureza das companhias, teríamos de deixar de colocar o lucro em primeiro lugar, e sinceramente não acredito que alguém esteja disposto a fazer isso. Pequenos negócios privados até poderiam fazer, mas não os grandes — não, se quiserem sobreviver.
5 - Por que os funcionários não têm o poder de realizar essas transformações?
Pessoas são um péssimo ativo. Elas são um risco, nem sempre fazem o que você manda, pedem demissão, ficam doentes, fazem ligações pessoais em horário de trabalho, reclamam... As companhias iriam preferir robôs que pudessem ser ligados de manhã, fizessem exatamente o que fossem mandados fazer e pudessem ser guardados num armazém à noite.
6 - Qual dos rituais do mundo corporativo o senhor considera mais absurdo?
Reorganizações. As companhias são viciadas nelas. Deixam todos estressados, destroem a produtividade por semanas ou meses e, em geral, terminam não dando o resultado esperado.
7 - Os departamentos de recursos humanos não deveriam estar mais atentos a essas questões?
Ninguém percebe que a expressão “recursos humanos” é um insulto? Tenho empatia com as pessoas que trabalham nesses departamentos. Não é fácil. Elas têm de moldar todos os funcionários dentro de um padrão determinado pela companhia para que possam ser programados para certas tarefas. Mas o nome que se dá a essa tarefa é terrível. Se os alienígenas viessem para a Terra e fizessem um cultivo de pessoas para colher nossos sucos essenciais, eles nos chamariam de “recursos humanos”.O pior é que o cara está coberto de razão !
E na página da Exame que reproduz a entrevista impressa (aqui), o que me intrigou foram os comentários de leitores.
O comentário da leitora Simone de Almeida e Silva é pândego: "Com todo respeito ao Sr.Barry, encaro sua afirmativa de que as pessoas são um péssimo ativo como um insulto à sabedoria humana. A questão é q para se iniciar uma transformação exige sacrifício, renúncia, comprometimento, responsabilidade, o que a maioria das pessoas não estão disposta a fazer. O q falta são verdadeiros "líderes" q tenham a capacidade de induzir às pessoas a promoverem melhorias."
Ela queria discordar daquilo que o entrevistado afirmara, mas o argumento que ela usou, a despeito dos erros gramaticais, só reforçou aquilo que o Max Barry disse: se a maioria das pessoas não está disposta a fazer aquilo que é necessário para se iniciar uma transformação (ela lista sacrifício, renúncia, comprometimento etc), então a afirmação de que as pessoas são um péssimo ativo é corretíssima !
Na edição seguinte da revista, foi publicada uma carta de outro leitor, que afirma o seguinte: Com a experiência de consultor de empresas, não concordo com nenhuma palavra de Max Berry [sic], entrevistado na seção Sete Perguntas. Ao afirmar que as pessoas são um péssimo ativo para as empresas, Barry contradiz sem nenhum fundamento e contextualização os mais modernos pensamentos do mundo corporativo.
Não sei que tipo de "fundamento e contextualização" o leitor esperava numa entrevista composta de 7 perguntas, a ser publicada em no máximo 1 página de uma revista que há anos deixou de prezar o aprofundamento de qualquer questão, mas espero que o leitor Marcos Castro não esteja se referindo a obras como "Quem mexeu no meu queijo", "O monge e o executivo" e outros petardos da "iguinorânssia" quando menciona "pensamentos do mundo corporativo". O que será que ele quis dizer com isso ?
Interessante mesmo é o argumento do leitor para rebater as afirmações do entrevistado: nenhum. Basta dizer que não concorda, e que o entrevistado "contradiz (...) os mais modernos pensamentos do mundo corporativo". Ora, que o entrevistado faz isso eu soube na hora que li a entrevista !
Precisava dizer ? Aliás, se ele apenas dissesse, na entrevista, que concorda com todas as bobagens que são publicadas sobre este assunto, não haveria rigorosamente nenhuma razão para entrevistá-lo......
Competitividade e vantagens sustentáveis
Repito isso, sem receio, pois creio que é um dos melhores (senão o melhor) blogs no ar atualmente. Sou fã mesmo.
Graças a ele, tomei contato com textos excelentes, que tratam da perenidade da vantagem competitiva.
Compartilho estes arquivos, que podem ser baixados (em formato PDF) aqui, aqui e aqui.
Leitura obrigatória.
São textos sérios, sem afetações, baseados em pesquisas muito bem construídas - diferentemente da enxurrada de bobagens que a maioria dos veículos de comunicação ditos "especializados" (inclusive muitos blogs) anda publicando.
Nesta seare, enquadra-se uma matéria da Exame que recebi nesta semana, que trata (surpresa!) de "sustentabilidade". A matéria será comentada por aqui em breve - e vai render bastante, porque é de uma estupidez ímpar.